O som do motor de um carro de alta cilindrada cortou o silêncio do estacionamento como uma lâmina. Emily nem precisou olhar para reconhecer. Havia algo na forma como aquele som se aproximava — firme, rápido, decidido — que carregava urgência e controlo ao mesmo tempo. Era quase como a própria presença de Alexander materializada antes mesmo de ele sair do carro. Sofia virou-se na direção do som, aliviada e ainda nervosa ao mesmo tempo. — Graças a Deus… Mas Emily não se moveu. Permaneceu exatamente onde estava, com o olhar ainda preso no ponto onde o homem tinha desaparecido, como se, a qualquer momento, ele pudesse reaparecer. Como se aquela ausência fosse apenas uma pausa e não um fim. O carro parou de forma brusca. A porta abriu-se com força. E então… Alexander Laurent surgiu.

