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1216 Palavras

O motor do carro permanecia ligado, vibrando suavemente sob as mãos de Emily, como um lembrete constante de que ela ainda podia simplesmente sair dali. Bastava pressionar o acelerador, virar o volante e desaparecer daquele estacionamento antes que qualquer outra coisa acontecesse. Era a escolha mais lógica, mais segura, mais racional. Qualquer pessoa faria isso. Mas Emily Carter nunca foi “qualquer pessoa”. O olhar dela permanecia fixo no retrovisor, preso naquela imagem que parecia pequena pela distância, mas enorme pelo impacto que carregava. O homem ainda estava lá. Não se moveu, não desviou o olhar, não fingiu desinteresse. Pelo contrário — havia algo quase calculado na forma como ele se mantinha imóvel, como se estivesse à espera de uma reação, como se estivesse a medir cada segundo

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