Narrado por Kevão Eu cheguei na boca quebrando. A perna pesada. A Glock batendo na cintura. A cara fechada. O peito rangendo. ** Os moleque viraram rápido. — “Eita, patrão…” — “Kevão… que foi, patrão…?” ** Eu não respondi. Puxei a mesa. Joguei no chão. O rádio voou. A cadeira espatifou. ** — “c*****o, p***a!” ** O grito saiu rasgado. A mão já voou na pilha de dinheiro. Espalhei tudo. Pisei em cima. ** — “NINGUÉM DESAFIA O KEVÃO!” ** Os moleque ficaram calados. O olhar tremendo. O corpo encolhido. ** — “NINGUÉM DESCE DO MEU MORRO DE CABEÇA ERGUIDA!” O soco foi no balcão. A madeira estourou. A garrafa caiu. ** Eu puxei a arma. Acertei três tiros pro alto. PÁ! PÁ! PÁ! ** — “AQUELA DESGRAÇADA… AQUELA DESGRAÇADA…” O peito roncou. O olho fechou. O sang

