capítulo 51

1597 Palavras

NARRADO POR KEVÃO Ela tava lá. Na minha frente de novo. Braba. Peito inflado. Olhar de quem queria socar minha cara e beijar minha boca ao mesmo tempo. Aquela p***a daquele jeito que só ela tinha. ** — “Tu acha que eu vou aceitar essa vaga?” — ela cuspiu. — “Que vou sorrir, agradecer e subir no palco da quadra dançando pra tu assistir de camarote?” Fiquei quieto. O cigarro queimando lento entre os dedos. Só encarei. — “Tu vai aceitar, Rebeca. Porque no fundo… cê sabe que nasceu pra tá ali. No meio da quadra. No meio da favela. Gritando com o corpo.” Ela bufou. Quase riu de ódio. — “Mesmo se for uma armadilha tua?” Dei um passo. Firme. Lento. — “Mesmo se for.” Ela não recuou. Mas o olho dela… tremeu. Um segundo só. ** Me aproximei. A voz veio baixa, suja, colada no o

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