Narrado por Kevão A Glock na mesa. O cigarro queimando no canto da boca. O peito pesando. A raiva cozinhando devagar. O nome dela… cravado no meu osso. Rebeca. ** Passo corrido na viela. Canela apareceu suado, quase tropeçando. — “Patrão… patrão…” Nem tirei o olho da fumaça. — “Desembucha logo, porra.” Ele puxou o ar, nervoso. — “Deu r**m lá na quadra… tá uma merda.” Eu virei devagar, o olhar seco. — “r**m como?” — “Vanessinha e a professora… tão se pegando feio.” O sangue ferveu na hora. A cadeira voou pra trás quando levantei. Peguei a Glock com força, bati o carregador com gosto. — “Briga?” — “Briga feia, patrão… a Vanessinha tá descontrolada… o povo cercou, tá quase virando pancadaria de verdade.” Passei a mão na cara, a raiva latejando no maxilar. — “p***a, não

