11

849 Palavras
CAPÍTULO ONZE. Laurent Duvall Maldição. Com a Selene sem consciência no meu colo, eu não sei direito o que pensar, nem por onde começar. Somente me sinto culpado, e furioso. Eu não posso simplesmente ter caído numa armação tão i****a dessas... Posso? Pego no celular e tento ligar para o Apollo, que não atende, portanto, resgato o número da Kaiane dos meus contactos. — Selene... — eu a corto de imediato. — A Selene perdeu a consciência, venham imediatamente abrir essa maldita porta — falo, sentindo os batimentos cardíacos dela, enfraquecidos. — Quê?! — ela exclama, e eu suspiro. — Agora — digo e desligo. Maldição... O meu olhar pousa no seu rosto, e eu não tenho certeza se eu estou torcendo para que essa armadilha não passe da verdade, só para eu não me sentir tão i****a, ou se fico além de decepcionado, feliz, por essa ser uma maldita mentira. Que droga! Os meus sentimentos são conturbados, e os traços do seu rosto angelical, conseguem me deixar mais atordoado, frustrado. Os meus olhos perderam-se nela mais facilmente do que eu achava possível. — ... — desperto dos pensamentos da minha mente, com o som da porta, e simplesmente me afasto dela. — O que você fez com a minha amiga? — a Kaiane, cujos olhos arregalaram assim que a viu no me colo, pergunta. — Pegue os saltos dela, ali — falo, e ela vai correndo, enquanto eu saio dessa sala. — O que houve? — o Apollo pergunta, e eu suspiro, frustrado. — Onde fica o quarto? — pergunto para a Kaiane, entrando no elevador. — Treze A — ela responde, e fica do outro lado do corredor que o meu. Coincidência? — Porque ela estava sem os saltos? — a amiga pergunta. — Por que ela quis arrombar a porta — respondo. — E por que ela desmaiou? O que você disse para ela? — ela pergunta, e eu suspiro, saindo na frente do elevador, assim que chegamos. — Ela desmaiou, porque claramente a pressão dela baixou — falo, vendo ela correr para abrir a porta do quarto, e nós entramos. — Ela não comeu nada hoje... Deve ter sido por isso — ela fala, enquanto eu pouso a Selene na cama, o curto vestido do seu corpo sobe subtilmente quando as suas pernas, entram num curto e pequeno atrito com os lençóis. — Como assim não comeu? Tem ideia de que horas são? — pergunto, e ela me encara, voltando do frigobar que elas têm aqui. — Ver você a fez perder o apetite — ela diz, ríspida, e eu respiro fundo, vendo-a servir a água salgada do frasco das azeitonas que tirou. — Você vai engasga-la — falo, e ela volta o seu olhar na minha direção. — Você quase a matou e está preocupado que ela se engasgue agora? — pergunta, e talvez eu mereça isso. — Eu sei o que estou fazendo — diz. — Matar? Você não acha que está pesando a mão? — o Apollo pergunta, e ela revira os olhos pingando a água de azeitona nos lábios rosados da Selene. — Será que eu estou? — ela pergunta, afinando o olhar, na direção do Apollo. — Você tem noção de como ela ficou esse tempo todo? — ela pergunta, irritada. — Por que fez uma coisa dessas? — ela pergunta-me, e eu estou começando a sentir-me um lixo. — Pode se acalmar, moça — o Apollo diz, e ela revira os olhos. — Uma armação — eu falo, inconformado. — Do que está falando? — a Kaiane pergunta. — Eu fui até a casa daquele filho da mãe antes daquele maldito noivado. Eu tinha recebido uma mensagem dela, e quando cheguei lá, eu os vi juntos — falo, e ela franze o cenho, e ri, ridicularizada. — O quê? — ela pergunta, ultrajada, a mesma reação que a Selene. — Nós recebemos um vídeo, logo em seguida — o Apollo diz. — E vocês acreditaram que a Selene, não só chamaria você para perto da família dela, que você sabe muito bem como é, mas deixaria o Zade, ou qualquer um tocar nela? — ela pergunta. — O que você queria que eu acreditasse, quando eu entrei no mesmo recinto que eles, Kaiane? — pergunto, indignado. — A Selene nunca pisou naquela casa, desde que era mais nova. Ela ficou trancafiada dentro daquela mansão até o dia do noivado, esperançosa que você evitasse o casamento — ela fala, e eu não posso estar mais confuso. — Eu não queria acreditar, e eu também disse que ela não seria capaz de uma coisa dessas, mas as imagens são claras, não é como se fosse um burrão que nós acreditamos, sem analisar antes, Kaiane — o Apollo diz. — Eu quero ver! — ela fala, e eu vejo a Selene lentamente despertar. — Me mostre o vídeo! — Kaiane exige, e eu me aproximo da Selene, que parece confusa. Eu não sei o que pensar, nem o que sentir, o que eu sei é que eu não me sinto nada bem.
Leitura gratuita para novos usuários
Digitalize para baixar o aplicativo
Facebookexpand_more
  • author-avatar
    Escritor
  • chap_listÍndice
  • likeADICIONAR