CAPÍTULO SETE.
Laurent Duvall
Continua uma força da natureza, e feroz igual um animal selvagem.
Ela assustou o pobre do Castellano.
— Ela é igual ao pai... — o Castellano fala, sem graça, e vermelho.
— Eu não podia concordar mais — falo, o observando.
— Eu discordo — o Apollo, fala relaxado do meu lado, atraindo os nossos olhares. — É que ela tem um diferencial, você notou, não notou? — ele pergunta para a secretária alheia, que ainda confirma, me fazendo revirar os olhos.
— Bem, eu penso que a decisão é clara, assinamos a oferta? — pergunto, para terminar com isso logo.
— Laurent... — ele está hesitante?
— Eu não queria ter de fazer isso, por isso sugeri essa associação — ele diz, e eu busco paciência. — A verdade é que a proposta da senhorita Selene é tão boa como a sua — era só o que me faltava.
— Ela aprendeu com o melhor — o i****a do Apollo fala.
— Não tem como ser tão boa como a minha, Castellano — afirmo. — Eu detesto quando me fazem esperar, mas vejo que está nervoso — falo, o encarando.
— Me informe da sua decisão até essa noite, e eu espero que tome a decisão mais acertada, meu caro — falo, me levantando e ele assente.
— Não vai querer vender o seu legado para alguém que o dá um ultimato, pois não? — deixo no ar, e ele olha para o advogado que o dá o mesmo olhar.
— Eu concordo — o Apollo diz, saindo comigo.
— Você também o deu um ultimato, meu amigo — ele fala, vindo atrás de mim, e o meu sangue está fervendo.
— Aquela garota sugeriu que eu não cumpro com o que eu digo? — pergunto, indignado, entrando no elevador.
— Você a chamou de traidora — ele diz, e eu o encaro, frustrado.
— E não é o que ela é? — questiono, com o olhar dela, preso na minha cabeça.
Eu não pretendia a ver, nem pintada de ouro.
Ele sabe que sim, portanto ele só olhou para o chão.
— O cabelo dela cresceu... — ele comenta, e eu reviro os meus olhos, saindo do elevador assim que as portas metálicas liberam a passagem.
— E o que isso importa? — pergunto retoricamente.
— Eu acho que disso não tem como fugir, eu não vou conseguir permanecer indiferente a ela se nos cruzarmos, e a tensão entre vocês, é notável a quilômetros de distância — ele diz.
— O melhor que você pode fazer é amenizar o clima — ele diz, enquanto entramos no quarto.
— Eu não tenho nada para falar com ela, e você devia fazer o mesmo — falo, irritado.
A imagem que eu vi, ocupa a minha mente e consegue ter o mesmo efeito da primeira vez que os meus olhos a capturaram.
— Você vai ter que falar com ela se quiser ganhar essa compra, porque pelo que eu vi, ela não pretende deixar você comprar esse resort — ele diz, e eu sorrio.
— Pois, que vença o melhor — falo. — E vá para o seu quarto, você está me irritando — digo. — Você não é o meu segurança — falo.
— Eu até deixava, mas eu gosto de brincar de seu segurança — ele diz, se atirando na poltrona, e olhando para o celular — E em três segundos você vai agradecer por eu ser tão bom amigo — ele diz, sorrindo, quando batem na porta.
Eu conheço esse ritmo de batida perfeitamente, para a minha desilusão.
Olho para ele, confuso.
— Entre! — ele diz, e a Leila abre a porta.
Nem a decência de se trocar, antes de cá vir ela teve.
Eu sinto o cheiro do seu desespero.
— Oh, não sabia que estava aqui, Apollo... — ela comenta, desgostosa.
— Você sabe, eu e o Laurent somos que nem irmãos, unha e carne, ele não vive sem mim, é por isso que estou aqui — eu não sei se rio, ou se fico chateado por ele me fazer parecer tão estranho quanto ele.
— O que quer? — pergunto, olhando para ela, que ruboriza.
— Eu... vim saber se podemos descer juntos para o almoço — ela diz, e eu estou realmente com fome, só não sei se aguentarei a presença dela depois disso.
— Mas para isso você precisa se vestir, não? — pergunto, observando-a apenas de biquíni, e nada mais.
Ela é atraente, isso é inegável. Mas ela é extremamente irritante para eu suportá-la.
— Não gostou do meu biquíni, Ren? — ela pergunta, posando.
Eu tentaria ser simpático, se não estivesse com a minha cabeça dando voltas, pelo que eu devia estar tão indiferente como estou agora.
— Nos encontre no restaurante daqui a dez minutos — simplesmente falo, do seu sorriso diminui.
— A reunião não correu bem? — caramba!
— Eu diria que foi cheia de surpresas, e o Laurent odeia surpresas tanto quanto odeia repetir as coisas, querida Leila — o Apollo diz, e ela sorri forçada.
— Eu entendi, eu vou me preparar — ela diz, e finalmente sai.
Haja paciência.
— Como você sabia? — pergunto, e ele me encara.
— É por isso que você precisa de mim, mesmo que negue — reviro os olhos, pegando no celular. — Ela estava esperando por você no final do corredor — a forma que ele falou, faz ela parecer uma stalker, e eu estou detestando isso.
Haja paciência.