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926 Palavras
CAPÍTULO SETE. Laurent Duvall Continua uma força da natureza, e feroz igual um animal selvagem. Ela assustou o pobre do Castellano. — Ela é igual ao pai... — o Castellano fala, sem graça, e vermelho. — Eu não podia concordar mais — falo, o observando. — Eu discordo — o Apollo, fala relaxado do meu lado, atraindo os nossos olhares. — É que ela tem um diferencial, você notou, não notou? — ele pergunta para a secretária alheia, que ainda confirma, me fazendo revirar os olhos. — Bem, eu penso que a decisão é clara, assinamos a oferta? — pergunto, para terminar com isso logo. — Laurent... — ele está hesitante? — Eu não queria ter de fazer isso, por isso sugeri essa associação — ele diz, e eu busco paciência. — A verdade é que a proposta da senhorita Selene é tão boa como a sua — era só o que me faltava. — Ela aprendeu com o melhor — o i****a do Apollo fala. — Não tem como ser tão boa como a minha, Castellano — afirmo. — Eu detesto quando me fazem esperar, mas vejo que está nervoso — falo, o encarando. — Me informe da sua decisão até essa noite, e eu espero que tome a decisão mais acertada, meu caro — falo, me levantando e ele assente. — Não vai querer vender o seu legado para alguém que o dá um ultimato, pois não? — deixo no ar, e ele olha para o advogado que o dá o mesmo olhar. — Eu concordo — o Apollo diz, saindo comigo. — Você também o deu um ultimato, meu amigo — ele fala, vindo atrás de mim, e o meu sangue está fervendo. — Aquela garota sugeriu que eu não cumpro com o que eu digo? — pergunto, indignado, entrando no elevador. — Você a chamou de traidora — ele diz, e eu o encaro, frustrado. — E não é o que ela é? — questiono, com o olhar dela, preso na minha cabeça. Eu não pretendia a ver, nem pintada de ouro. Ele sabe que sim, portanto ele só olhou para o chão. — O cabelo dela cresceu... — ele comenta, e eu reviro os meus olhos, saindo do elevador assim que as portas metálicas liberam a passagem. — E o que isso importa? — pergunto retoricamente. — Eu acho que disso não tem como fugir, eu não vou conseguir permanecer indiferente a ela se nos cruzarmos, e a tensão entre vocês, é notável a quilômetros de distância — ele diz. — O melhor que você pode fazer é amenizar o clima — ele diz, enquanto entramos no quarto. — Eu não tenho nada para falar com ela, e você devia fazer o mesmo — falo, irritado. A imagem que eu vi, ocupa a minha mente e consegue ter o mesmo efeito da primeira vez que os meus olhos a capturaram. — Você vai ter que falar com ela se quiser ganhar essa compra, porque pelo que eu vi, ela não pretende deixar você comprar esse resort — ele diz, e eu sorrio. — Pois, que vença o melhor — falo. — E vá para o seu quarto, você está me irritando — digo. — Você não é o meu segurança — falo. — Eu até deixava, mas eu gosto de brincar de seu segurança — ele diz, se atirando na poltrona, e olhando para o celular — E em três segundos você vai agradecer por eu ser tão bom amigo — ele diz, sorrindo, quando batem na porta. Eu conheço esse ritmo de batida perfeitamente, para a minha desilusão. Olho para ele, confuso. — Entre! — ele diz, e a Leila abre a porta. Nem a decência de se trocar, antes de cá vir ela teve. Eu sinto o cheiro do seu desespero. — Oh, não sabia que estava aqui, Apollo... — ela comenta, desgostosa. — Você sabe, eu e o Laurent somos que nem irmãos, unha e carne, ele não vive sem mim, é por isso que estou aqui — eu não sei se rio, ou se fico chateado por ele me fazer parecer tão estranho quanto ele. — O que quer? — pergunto, olhando para ela, que ruboriza. — Eu... vim saber se podemos descer juntos para o almoço — ela diz, e eu estou realmente com fome, só não sei se aguentarei a presença dela depois disso. — Mas para isso você precisa se vestir, não? — pergunto, observando-a apenas de biquíni, e nada mais. Ela é atraente, isso é inegável. Mas ela é extremamente irritante para eu suportá-la. — Não gostou do meu biquíni, Ren? — ela pergunta, posando. Eu tentaria ser simpático, se não estivesse com a minha cabeça dando voltas, pelo que eu devia estar tão indiferente como estou agora. — Nos encontre no restaurante daqui a dez minutos — simplesmente falo, do seu sorriso diminui. — A reunião não correu bem? — caramba! — Eu diria que foi cheia de surpresas, e o Laurent odeia surpresas tanto quanto odeia repetir as coisas, querida Leila — o Apollo diz, e ela sorri forçada. — Eu entendi, eu vou me preparar — ela diz, e finalmente sai. Haja paciência. — Como você sabia? — pergunto, e ele me encara. — É por isso que você precisa de mim, mesmo que negue — reviro os olhos, pegando no celular. — Ela estava esperando por você no final do corredor — a forma que ele falou, faz ela parecer uma stalker, e eu estou detestando isso. Haja paciência.
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