Não é a noite.
Não é o consórcio.
É O VÉU.
Uma entidade antiga, anterior à noite e à humanidade, criada para corrigir desvios entre mundos.
Onde há exceção, o Véu impõe silêncio.
Onde há amor, o Véu impõe neutralidade.
🔥 O Véu não negocia.
🩸 Não sangra.
🖤 E n******e ser convencido.
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👤 NOVOS PERSONAGENS
Elián Voss
• Aparência: cerca de 30 anos, olhar vazio demais
• Natureza: Condutor do Véu
• Função: eliminar precedentes perigosos
• Característica: incapaz de sentir empatia
• Frase-chave:
“Escolher é um erro estatístico.”
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Iris Hale
• Humana desperta
• Consegue sentir rupturas de realidade
• Odeia o Véu, mas teme o que vocês representam
• Possível aliada… ou traidora
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O Conselho Remanescente
• Fragmentos do antigo equilíbrio (noite, humanos, observadores)
• Divididos: alguns querem vocês como símbolo, outros querem o fim de tudo
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🔥 ARCO DA TEMPORADA (RESUMO)
• Episódios 1–3: O mundo reage às exceções
• Episódios 4–6: O Véu começa a apagar precedentes
• Episódios 7–9: Nicolas é marcado como “âncora instável”
• Episódios 10–12: Você precisa decidir se o amor pode existir sem identidade
• Episódios 13–15: Escolha final — existir juntos… ou salvar todos separados
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📖 TEMPORADA 2 — CAPÍTULO 1
Capítulo 1 — O Primeiro Apagamento
A primeira pessoa a desaparecer não gritou.
Ela simplesmente deixou de existir entre um passo e outro.
Você sentiu no instante exato.
Não como dor.
Mas como ausência absoluta, um espaço onde algo deveria estar — e não estava mais.
— Nicolas… — sua voz saiu baixa. — Alguém foi apagado.
Ele largou o copo de café lentamente.
— Como a noite fazia?
Você negou com a cabeça.
— Não. — Engoliu em seco. — A noite deixava rastros. Memória. Culpa.
Fechou os olhos. — Isso foi… limpo.
O telefone vibrou.
Uma notícia curta, enterrada entre banalidades:
“Mulher desaparece em estação de metrô. Nenhuma imagem captada.”
— Isso é impossível — Nicolas murmurou.
— Não para quem não precisa obedecer à causalidade — você respondeu.
O ar da sala se contraiu.
Uma figura surgiu sem romper espaço, sem sombra, sem presença agressiva. Apenas… estava ali.
Elián Voss.
— Vocês sentem rápido — disse, a voz neutra. — Isso confirma os cálculos.
Nicolas se colocou à sua frente.
— Quem é você?
Elián inclinou a cabeça.
— Sou o que vem depois da escolha. — O olhar dele deslizou até você. — Vocês são um erro persistente.
Você sentiu algo gelar dentro de si.
— Você apagou aquela mulher — disse.
— Corrigi um desvio — respondeu Elián. — Ela estava acordando.
Pausa. — Como muitos outros… por causa de vocês.
O silêncio ficou insuportável.
— Então nos mate — Nicolas disse.
Elián observou com curiosidade clínica.
— Não. — Aproximou-se um passo. — Vocês ainda são úteis.
— Para quê? — você perguntou.
— Para provar se o amor é uma anomalia tolerável… — disse ele.
— Ou uma falha que precisa ser erradicada.
Antes que qualquer um reagisse, Elián desapareceu.
Sem vento.
Sem sombra.
Sem eco.
Você levou a mão ao peito.
O coração batia forte.
Mas, por um segundo, o mundo ao redor não respondeu.
— Ele não veio nos ameaçar — Nicolas disse, tenso.
— Veio nos medir.
Você assentiu lentamente.
— E isso significa… — murmurou — que a guerra agora é contra algo que não sente medo.
Lá fora, outra ausência se formou.
E vocês entenderam:
a Temporada 2 não seria sobre sobreviver.
Seria sobre não ser apagado.
O silêncio que Elián deixou para trás não se dissipou.
Ele ficou — impregnado nas paredes, no ar, na respiração curta de Nicolas. Você sentia como se algo tivesse sido retirado do mundo e o espaço vazio estivesse exigindo explicação.
— “Úteis”… — Nicolas repetiu, passando a mão pelo rosto. — Isso nunca é bom sinal.
Você caminhou lentamente pela sala, os sentidos abertos, procurando algo que não deixava rastro algum.
— Ele não é como a noite — disse. — Não reage. Não negocia.
Fechou os olhos por um instante. — Ele executa.
Nicolas se aproximou.
— A mulher que desapareceu… — começou.
— Não está morta — você completou. — Está apagada.
Abriu os olhos. — E isso é pior.
O telefone vibrou novamente. Outra notificação. Outro trecho enterrado no caos cotidiano.
“Homem dado como desaparecido após falha elétrica em hospital.”
Depois outra.
“Criança não identificada deixa escola; registros indicam que nunca esteve matriculada.”
Você sentiu o impacto como uma pressão no peito.
— Está acontecendo em cadeia — murmurou. — O Véu está limpando o mundo.
Nicolas engoliu em seco.
— Pessoas que estavam acordando…
— Ou que poderiam acordar — você corrigiu. — Ele está prevenindo possibilidades.
Você parou subitamente.
— Nicolas… — disse, em tom baixo. — Você lembra do nome da mulher da estação?
Ele franziu o cenho.
— Não. — Uma pausa. — Eu… eu lembro da notícia. Mas não do nome.
O ar pareceu pesar toneladas.
— Isso já começou — você sussurrou. — O apagamento não é só físico. É memória progressiva.
Nicolas sentiu um arrepio subir pela espinha.
— Então se ele decidir…
— Não — você o interrompeu. — Quando.
O silêncio voltou, mais c***l.
Você respirou fundo, forçando clareza.
— Elián não veio nos m***r porque ainda somos referência. — Olhou para Nicolas. — Enquanto existimos, o mundo ainda lembra que escolhas são possíveis.
— E quando deixarmos de ser úteis?
Você encontrou o olhar dele, séria.
— Então ele vai tentar nos apagar do jeito mais eficiente:
fazendo o mundo esquecer que alguma vez existimos.
Um ruído seco ecoou no corredor.
Não passos.
Não presença.
Falha.
As luzes piscaram. O relógio digital da cozinha apagou por um segundo… e voltou.
Marcando um horário diferente.
— Isso não é energia — Nicolas disse. — É correção temporal.
Você assentiu.
— Ele está ajustando linhas de realidade.
O ar se dobrou levemente — não abrindo espaço, mas retirando algo dele. Uma fotografia sobre a estante caiu no chão.
Você se abaixou para pegar.
Era uma foto antiga de vocês dois, tirada meses atrás.
Mas agora…
o espaço ao seu lado estava vazio.
Nicolas não aparecia.
Seu coração errou uma batida.
— Nicolas… — sua voz saiu quase sem som.
— O que foi?
Você virou a foto lentamente para ele.
O rosto dele desaparecera.
Não borrado.
Não rasgado.
Nunca estivera ali.
Nicolas sentiu o chão sumir sob os pés.
— Isso… — a voz falhou — isso não é possível.
— É um aviso — você disse, contendo o pânico. — Ele está testando até onde pode ir… sem nos remover por completo.
Você se levantou, o olhar escurecido por algo antigo e novo ao mesmo tempo.
— Escute bem — disse. — O Véu não nos enfrenta com força.
— Ele nos enfrenta com irrelevância.
Nicolas apertou os punhos.
— Então precisamos fazer o oposto.
— Exatamente.
Você respirou fundo.
— Precisamos ser lembrados. — Olhou para ele. — Precisamos criar impacto antes que ele nos apague.
O telefone vibrou mais uma vez.
Desta vez, não era notícia.
Era uma mensagem curta, sem remetente:
“O próximo apagamento será pessoal.”
Nicolas levantou o olhar para você.
— Ele está vindo.
Você assentiu lentamente.
— Não. — A voz firme. — Ele já começou.
E em algum lugar fora do alcance do tempo, Elián Voss observava uma linha de realidade tremer — pela primeira vez não por erro…
…mas por resistência.