Por Antônio Rocha Caminhei pelos corredores da mansão com passos pesados, sentindo o peso de tudo que tínhamos vivido nos últimos dias. Cada parede, cada detalhe luxuoso daquela casa me parecia sufocante, uma tentativa inútil de esconder as ruínas emocionais que carregávamos. A dor de ver minha filha perdida em um mundo tão c***l era um fardo que eu não sabia como carregar. Quando alcancei a porta do escritório, hesitei. Eu sabia que ela estaria lá. Anne sempre preferiu o silêncio, o isolamento, quando precisava processar algo. Respirei fundo, tentando reunir a coragem que parecia escapar de mim nos momentos em que eu mais precisava dela. Empurrei a porta devagar, o ranger discreto ecoando no ambiente. Lá estava ela, sentada na cadeira de frente para a imensa mesa de mogno. A luz suave

