Por Khalid Shall A porta pesada de aço rangeu quando foi aberta, revelando o quarto vazio que eu mesmo havia preparado para esta ocasião. O ambiente estava desprovido de qualquer móvel, exceto pela cadeira no centro, à qual Dona Gina estava amarrada. O chão de concreto bruto e as paredes sem acabamento criavam um eco que tornava cada respiração audível, cada movimento amplificado. A luz pálida de uma lâmpada pendurada no teto iluminava de forma implacável o rosto dela, acentuando as rugas de preocupação e medo. Dona Gina tremia visivelmente, suas mãos amarradas às correntes que prendiam seus braços à cadeira. Seus olhos, sempre tão calorosos e cheios de vida, agora estavam arregalados, marejados de desespero. Ela olhava para mim como se eu fosse a personificação da morte, e talvez eu fo

