Um Homem Que Ama

2112 Palavras
— Por que está perguntando isso, Jongin? O ômega se afastou, inquieto andou por todos os lados do quarto, olhava para tudo, menos para o alfa parado logo atrás de si. Estava nervoso, não queria que aquilo que havia ficado enterrado no passado, de repente, voltasse para sua vida. Aquela paixão de oito anos atrás bagunçou sua vida de uma maneira que o Do não esperava, lhe trouxe coisas ruins, ao mesmo tempo em que trouxe a melhor coisa de sua vida. Houve silêncio. Mas, de repente, sentou braços o rodearem pelas costas, m*l dera tempo de se surpreender por isso e já estava diante de uma nova surpresa, uma caixinha de veludo azul pairava diante de seus olhos. — O que é isso? — o menorzinho o indagou, suas mãos formigavam pelo que imaginava ser o conteúdo da pequena embalagem bonita. — Abre. E ele abriu, o anel com o brilhante verde fez o mundo abaixo de seus pés sumir, faltou ar nos pulmões e saliva na boca. De fato, era tudo o que menos esperava, não só naquele momento, mas em qualquer momento que fosse. Não ousou o tirar da caixa e muito menos o colocar em seu dedo. — O que isso significa, Jongin? — foi a única pergunta que conseguiu formular, sua cabeça estava um caos completo. O alfa pareceu sorrir atrás de sua cabeça. — Um compromisso de verdade, estou te pedindo pra ser meu parceiro, meu ômega. — a voz do alfa ecoava por seus ouvidos, mas Kyungsoo não conseguia processar tudo muito bem, era muita informação, especialmente por estarem discutindo há poucos minutos — Por isso quis saber se ainda é apaixonado por mim, não queria parecer bobo em te pedir um compromisso sério e você me dizer que não está interessado. O ômega riu, finalmente virando-se de frente para o mais alto. Seus braços rodearam o pescoço do mesmo. — Ah, Jongin, você tá sempre me surpreendendo! — ele disse com um ar de riso — Me deixa perdido em alguns momentos. Passei anos da minha vida tentando te esquecer e esquecer essa paixão tão sem fundamento, mas é só você me beijar para que eu me sinta como um garoto que acabara de sair do colegial, escrevendo o nome do alfa amado nas últimas folhas do caderno. — Você fazia isso? — o moreno perguntou com o cenho franzido, mas não era sério. — Você só ouviu essa parte? — reclamou. — Estou brincando. — ele riu, tirando o anel da caixinha e pegando a mão direita do ômega — Hoje eu coloco nesse dedo, como um compromisso, mas em breve colocarei na mão esquerda, quando nos casarmos. — Casar? — seus olhos já grandes, se abriram ainda mais — Você pensa em se casar comigo? O alfa sorriu, mas parecia meio incrédulo, Kyungsoo estava mesmo longe de entender o que realmente se passava no coração do Kim, talvez ele precisasse mais do que ações, ele precisava de palavras, precisava de algo que fosse mais direto, Kyungsoo ainda não era seguro o suficiente para entender nas entrelinhas. — Kyungsoo, eu pretendo ficar ao seu lado pelo resto da minha vida. — ele disse, segurava as laterais do rosto do menor, focando diretamente em seus olhos — Cuidar de você e do nosso filho, aliás, quero ter ainda mais filhos com você, formar uma família. As mãos pequenas do ômega se puseram sobre as do Kim, lágrimas escorriam por seus olhos, ele não esperava por aquilo, pelo contrário, depois que entregou a verdade, Kyungsoo esperava que Jongin o detestasse e se afastasse dele, não que declarasse seus sentimentos. Sentimentos... Jongin sentia algo! O que existia entre eles não era um nada, não era um vazio. — Você tá dizendo que... — Que eu te amo! Jongin acabou com o espaço entre eles, juntando seus lábios em um beijo lento e que dessa vez Kyungsoo conseguia sentir todo o sentimento dentro. Os beijos de Jongin agora teriam um sabor diferente, um sabor ainda melhor e faria o coração do ômega arder e balançar ainda mais. Em um pulo conseguiu entrelaçar suas pernas ao redor dos quadris do alfa e segurar-se em seus ombros desnudos, em poucos segundos já sentia seu corpo confortavelmente posto sobre a cama e continuando aquele beijo que nenhum dos dois queria que tivesse fim, o ômega já sentia seu corpo formigar e por baixo começava a ficar molhado, também conseguia sentir a excitação do alfa. — O seu cheiro me deixa louco sabia? — o Kim sussurrou — Especialmente agora que seu cio está bem perto, eu não canso de sentir e me sentir e******o. — Eu adoro quando você é romântico e ao mesmo tempo continua sendo um safado. — Eu, safado? — se fez de ofendido — Que maneira feia de falar do seu marido. — Marido? — Futuro marido, se preferir assim. O ômega montou sobre o abdômen do moreno, conseguia sentir a excitação do outro roçar em seu corpo, o que o deixava ainda mais quente, dedicou beijos no pescoço cheiroso do Kim, a essência de alfa misturada ao perfume importado deixava o aroma da pele ainda mais delicioso, ele poderia sentir o cheiro de Jongin pelo resto da noite e ainda iria querê-lo sentir no dia seguinte. O alfa estava pronto para tirar a roupa de Kyungsoo quando ouviu um barulho na porta, uma batida que parecia muito insistente. Quase xingou, mas lembrou que só havia Bom e seu filho na casa, e ele não iria xingar nenhum dos dois. — Papai, mamãe! — a voz chorosa gritava do outro lado da porta — Papai, mamãe! — Ele falou papai primeiro, então é você que vai. — o ômega jogou seu corpo para o lado, se fazendo de desentendido, conhecia seu filho muito bem. E sabia que era dengo. — Tá bom, eu vou. Ainda respirou um pouco e ajeitou a calça na tentativa de deixar as coisas menos aparentes. Destrancou a porta do quarto e saiu, encontrando Mingyu agarrado ao seu ursinho de pelúcia, mas sem nenhuma cara de choro, ele estava apenas fingindo para chamar atenção. O garoto fez uma carinha triste, mas o pai já havia sacado que ele estava fingindo de novo. — Papai, tem um monstro debaixo da cama! — Um monstro? — o mais velho se fez de muito interessado, Mingyu não aceitaria outra reação — Deixa que o papai vai tirar o monstro de lá. O pequenininho segurou a mão do pai enquanto iam até o quarto, ao mesmo tempo que Jongin estava chateado por Mingyu ter atrapalhado seu coito, ele ainda achava fofo quando o filho agia daquela forma e pedia por mais atenção. Na verdade, toda a fofura de seu filhote o deixava derretido e com o coração mole. Amava demais aquele menino! — Olha, papai, ele tá ali! — o pequeno Kim dizia enquanto apontava para a cama — Eu tô com medo. O alfa mais velho se abaixou e subiu a colchão, vendo que não havia nada ali além de alguns brinquedos e umas meias que Mingyu estava sorrateiramente escondendo com preguiça de guardar ou colocar pra lavar. Talvez nessa parte Kyungsoo estivesse certo sobre dar mais limites ao pequeno alfa. — Não tem monstro, filho. — ele disse — Pode olhar, não tem nada além da sua bagunça. O menino se abaixou ao lado da cabeça do pai, também vendo que não havia nada. — Uhum. — soltou um sonzinho — O monstro deve ter ido embora. — Ou nunca teve monstro nenhum. — o mais velho suspirou, estava pensando no que falar — Vamos conversar, Mingyu. O garotinho afirmou com a cabeça, sentando ao seu lado sobre a cama, Mingyu estava com a cabeça baixa, como se tivesse feito alguma coisa errada. Ele não tinha feito nada errado, mas Jongin sabia que alguma coisa estava bagunçada e que seu filho parecia incomodado com algo. — Filho, seja sincero com o papai, aconteceu alguma coisa? — seu tom era compreensivo, ele queria que seu filho se sentisse confortável com ele — Na escola ou até mesmo aqui em casa? Mingyu negou com a cabeça. — Não mente pra mim, Gyu. O menino parecia inseguro. — É que o senhor e o omma estão dormindo juntos e quando os pais dormem juntos eles têm bebês. — o menino disse, Mingyu olhava para o chão — E se tiverem um bebê não vão gostar mais de mim. Jongin ficou tão surpreso que quase soltou uma risada, ficara aliviado por não ser um problema realmente sério, mas parecia ser para Mingyu. Ele não sabia de onde o menino havia tirado essa história e não queria que ele ficasse inseguro quanto a esse assunto. Eles teriam outros filhos, talvez não agora, mas um dia Mingyu teria que encarar a realidade de ter um irmãozinho ou uma irmãzinha. — Filho, nós sempre vamos te amar, independente de quantos filhos eu e sua mãe vamos ter. — explicou — Você sempre será especial, você é o começo da nossa história, acredite em mim, o amor que sentimos por você não vai diminuir nem se tivermos mais 15 filhos. — É verdade? — É claro que é verdade, meu filho. — o mais velho abriu seus braços — Vem cá dar um abraço. O garoto se acolheu nos braços do mais alto, estava com um sorriso no rosto e parecia bem mais calmo quanto a esse assunto. Jongin afagou os cabelos de seu filho, o amor que sentia por ele era algo que jamais ninguém conseguiria explicar. Arrumou o menino na cama, o cobrindo e ficando ao seu lado até que ele dormisse, o que demorou um pouco. Ainda ficou alguns minutos a mais admirando o quanto Mingyu parecia um anjinho quando estava dormindo... bem, pelo menos enquanto estava dormindo ele era. Era engraçado lembrar do quanto Mingyu aprontava e do quanto sempre conseguia se safar com sua carinha de anjo. — Eu te amo, filho. Foi a última coisa que disse antes de beijar a testa do pequeno e deixar o quarto. Quando voltou para seu quarto, que agora também pertencia a Kyungsoo, encontrou o ômega já dormindo, um jeito desajeitado como se houvesse pegado no sono sem querer. Ele ajeitou o corpo do ômega e o cobriu com o lençol, também deitou ao seu lado e não demorou muito até que Kyungsoo se mexesse e se agarrasse ao seu peito. Ele gostava do jeito que o ômega o abraçava e sabia que nem todo o dicionário do mundo poderia descrever suas sensações, aquele ômega mexia demais consigo e tudo o que sentia vontade era de fazer com que ele se sentisse amado e querido por ele. Do Kyungsoo merecia todo o amor do mundo, deveria ser poupado de todo e qualquer m*l e Jongin faria de tudo para que o m*l do mundo ficasse bem longe de seu pequeno Do Kyungsoo, o ômega de olhos grandes que havia roubado seu coração. — Você mexe comigo de uma forma que eu nunca vou conseguir explicar, Kyungsoo. O alfa dormiu pouco tempo depois, fora um dia cheio de surpresas, mas ele se sentia bem, especialmente por ter organizado as coisas. A esmeralda brilhava no dedo do ômega, Kyungsoo ainda não sabia, mas aquela joia não era especial apenas por seu valor de mercado, mas sim por seu significado. Era a mesma esmeralda que pousou sobre o dedo de seu pai ômega no dia em que Hyuna o pediu em casamento. Na verdade, ele o tinha há muito tempo, mas nunca pensou em realmente dar a alguém. Se sentia feliz em existir um alguém agora. Era madrugada quando Kyungsoo acordou após ter sido chutado, levantou meio atordoado e incomodado, mas logo notou se tratar de Mingyu, que de alguma forma conseguiu se infiltrar dentro do quarto, e agora dormia todo esticado entre os dois, praticamente expulsando os demais da cama. Ele riu, aquele garotinho sempre o surpreendia. Levantou da cama e caminhou até a varanda, admirou o anel em seu dedo por alguns instantes, talvez longos instantes. Ele estava feliz, pois agora tinha certeza de que não estava arriscando demais seu coração. Jongin o amava, e ao mesmo tempo que essa confissão o surpreendia, também o encantava, ao ponto de fazer com que seu coração quase saísse pela boca de tão forte que eram as batidas. Voltou para a cama, ajeitando o corpinho de Mingyu para que não ocupasse tanto espaço. Mas não conseguiu mais dormir, perdera o sono. Se ergueu com os cotovelos e conseguiu alcançar o rosto do moreno com uma das mãos. Suspirou. — Eu também te amo, Jongin.
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