LADY SOPHIA DURÁN
- Só um monstro para fazer uma barbaridade dessas com você mi ninã, mas o que esperar de um pirata além de barbaridades e violência?
Estou abraçada a Judith recebendo todo seu amor e consolo e nesse momento é tudo que preciso.
- eu vou mata-lo Judith, eu vou!
Falo entre os dentes sentindo minha garganta queimar.
- não diga isso mi ninã, você não é igual a ele!
- ele acabou com minha vida Judith, estou perdida!
Falo sentindo uma revoltar enorme me corroer, eu não aceitava o que aquele pirata tinha feito a mim, não descasaria até o ver pagando por seu ato desonroso.
Passei o dia com minha querida babá, Judith falava sem parar, contando várias historias, na certa para tentar me distrair, eu estava calada, porém minha mente gritava, trabalhando de forma incansável, quando a noite caísse certamente o maldito pirata tentaria tomar meu corpo para ele outra vez, dessa vez eu estaria preparada.
A pirata por nome de Grayce veio nos chamar para jantarmos, seu rosto era fechado e rabugento, na cozinha fiz minha refeição com Judith e para minha alegria o tal do capitão Ícaro não estava presente, pudemos comer em paz.
- não gosto da forma que ela te olha!
Judith sussurra para mim.
- ela quem?
- Ela!
Olho para onde Judith esta olhando e vejo Grayce encostada na entrada da cozinha a nos olhar.
- acho que é o jeito dela.
- não é, eu vejo inveja no olhar dessa mulher mi Lady, muita inveja.
Sinto um frio na espinha quando Judith termina de falar, eu não confiava em piratas, não chegaria perto dessa mulher o suficiente para descobrir, quando a refeição termina caminho com minha babá de volta a cabine, mas no caminho somos abordados por um outro pirata amigo do Ícaro.
- senhora preciso que me acompanhe de volta a sua cabine.
O pirata fala se dirigindo a minha babá.
- ela irá comigo.
Digo firme.
- de jeito nenhum senhora, são ordens do capitão.
- eu quero mais é que seu capitão vá a merda!
Xingo sabendo que isso não é apropriado a uma dama, mas nesse momento estou pouco me importando para as regras de etiqueta.
- Mi lady, é melhor não nos rebelamos, amanhã será um novo dia e ficaremos juntas.
Sentindo uma vontade de xingar e chutar esse papagaio de pirata de merda me vem forte, na minha adolescência tinha um gênio terrível e isso dava uma dor de cabeça imensa ao meu pai, quando ele casou com a princesa, fui disciplinada a ferro e aos poucos meu espirito rebelde foi contido, mas as vezes não consigo doma-lo.
De volta a minha cabine vejo que o sol está se pondo, pois aos poucos o lugar vai escurecendo, acendo alguns lampiões deixando o ambiente iluminado, me bate uma inquietação sabendo logo aquele maldito pirata entraria nessa cabine e me tomaria em seus braços, olho para todos os lados procurando por algo que ainda não sei o que é, meus olhos brilham quando bate em um objeto cor de bronze, é uma estatua de cavalo, a pego e sorriu satisfeita ao constatar o quanto é pesada, a coloco embaixo da almofada, assim que finalizo de esconder o objeto a porta é aberta, me assusto dando um saltinho.
Ícaro entra na cabine, seu corpo forte e alto torna todo ambiente bem menor do que verdadeiramente é, o cheiro de maresia é potencializado, impregnando em cada madeira dessa cabine.
- mi carinõ, sentiu minha falta? Porque eu não parei de pensar em você!
Ele fala e tira sua camisa, deixando seu peitoral a mostra, m*****s levemente saltados e fortes, pelos negros o deixando ainda mais másculo, perto dos quadris se estreita um pouco para vim pernas longas e musculosas, desvio os olhos sentindo minha bochechas quentes.
- gostou do que viu mi carinõ?
Ícaro pergunta com um sorrisinho nos lábios de um perfeito Don Juan.
- odiei, nunca vi algo tão feio, você é pavoroso!
Falo mentindo de forma ridicula, arrancando uma irritante e alta risada de Ícaro, se tem uma coisa que esse pirata não é, é feio.
- você mente péssimo minha Dama!
Ícaro diz ampliando o sorriso piscando um dos olhos, meus olhos fixam no buraquinho que ele tem no queixo que eu tanto odeio olhar.
- NÃO ME CHAME ASSIM SEU ATREVIDO, EU NÃO SOU SUA!
Grito perdendo a paciência, vendo o pirata caminhar até mim.
- sim mi carinõ, nesse momento você é minha, inteira minha!
Tento correr mas Ícaro é mais veloz e me segura me fazendo deitar na cama novamente, seu corpo duro me cobre e ele enterra o nariz no meu pescoço e quando ele fala sinto um leve cheiro de álcool:
- pode me olhar o quanto quiser carinõ, pode me desejar, porque nesse momento eu sou seu homem e seu olhar de cobiça sobre mim me deixa louco, me deixa de p*u duro, desesperado para me afundar em sua bocetinha apertada e quente como o inferno.
Suas palavras me afetam, não deveria ser assim, mas esse maldito me afeta, sinto meu corpo arquear sob o seu, ondulando, quando sua língua larga lambe meu pescoço, meus olhos rolam para trás sem que eu possa impedir e ele sussurra de forma imoral e libertina:
- vou lamber sua bocetinha bem assim...
Então ele volta a lamber minha pele e a suga em seguida dizendo:
- vou chupar, mamar tanto em você, vou abrir sua bocetinha com os dedos e deixar ela bem abertinha para mim, para eu fazer o que bem quiser, meter minha língua e meu dedo no seu buraquinho, te deixar pingando, quando você gozar na minha língua não vou esperar nada, vou levantar te colocar de quatro e f***r sua b****a até que você não consiga esqueça nunca que essa bocetinha é minha!
As mãos de Ícaro apertam meus m*****s por cima o vestido, os deixando pontudo, dolorido, começo a me desesperar, não posso me entregar, não vou permitir que esse pirata inescrupuloso me use como se eu fosse uma qualquer, uma de suas putas, então me recordo do objeto que tenho embaixo da almofada, a estatua de bronze de cavalo.
- me larga seu maldito!
Falo tentando o empurrar com as pernas, mas é em vão.
- largar? eu vou tem montar e te domar!
Ícaro diz e vai descendo até chegar em minha cintura, então ele sobe a saia do meu vestido vendo minhas roupas íntimas que logo é tirada do me corpo.
- você é tão perfeita aqui embaixo, nunca vi algo tão perfeito!
É quando sinto sua língua como lixa a me lamber ali, agarro os lençóis da cama e grito, Ícaro rosna, fala algo que não entendo e meu corpo começa a tremer, antes que perca minhas forças aproveito que ele está distraído entre minhas pernas, pego a estatua embaixo da almofada, miro em sua cabeça e fecho os olhos, em seguida o acerto com todas minha força.
- p***a, p***a caralho...
Ícaro solta vários xingamentos e tomba para o lado saindo de cima de mim, vejo uma fileira de sangue escorrer por sua testa, mas não me atento a isso e salto cama correndo até a porta, eu não teria muito tempo par fazer o que quer que fosse, eu não tinha um plano.
Saio da cabine e tudo já esta escuro, apenas iluminado pela luz da lua, não vejo uma única pessoa no navio, todos já devem ter se recolhido, olho rapidamente para todos os lados e vejo um bote pequeno amarrados a cordas, seria perfeito, eu só teria que desarma-lo e entrar no bote, estaria livre do pirata, mas dai me veio a Judith, não poderia deixa-la aqui, e se ele a mata-se?
Teria que procurar onde ela estava dormindo e fugirmos juntas, teria que fazer isso rápido, me aproximo da borda vendo as águas escuras, para minha sorte o mar não estava agitado, quando vou me virar para ir procurar minha babá, sinto duas mãos nas minhas costas e sou empurrada caindo nas águas escuras e frias, meu Deus eu morreria, não tinha ninguém a me salvar nessa imensa solidão, o mar imenso e me sentir sozinha nessa grande vastidão.