Ruslan — Você tem que vir me salvar — digo, a voz rouca, quase um sussurro. Ela dá um passo à frente, os cabelos loiros criando uma auréola sob a luz fria e fluorescente da sala. Parece deslocada naquele ambiente de sangue e tortura. — Você não pertence a ele — digo, olhando para Maxim. — Seu filho da mãe. Nunca conseguiu deixá-la em paz, não é? — Ela veio aqui. Queria falar — Maxim responde, sem desviar o olhar. — Posso falar com meu marido a sós? Maxim a encara por um instante — um instante longo demais. Então ele se afasta, fechando a porta com um estalo seco. — Você não deveria estar aqui — rosno. — Vou matar o Maxim por te trazer até aqui. Por usar você contra mim. Seus olhos me estudam, e sei o que ela vê: minha pele rasgada em vários lugares, cortes tão profundos que parecem

