Aurora Assistindo Ruslan fechar os olhos, tudo o que consigo pensar é: eu não posso perdê-lo. Posso estar furiosa com ele por ter mentido sobre minha mãe. Posso ainda odiá-lo um pouco por ter tirado minha decisão. Mas, apesar de tudo isso, eu me importo. E não suporto a ideia de vê-lo morrer. — Ruli — sussurro, inclinando-me sobre ele — acorde. Por favor. — A ambulância está a caminho — informa a Sra. Michigan, abaixando o celular com mãos trêmulas. — Como ele está? — Ele está morrendo! — grito, sem conseguir conter o pânico. Minha mãe coloca a mão sobre meu ombro, tentando me ancorar. — Querida, dê um pouco de espaço para ele respirar. — Por quê? — rebato, com a voz embargada. — Que diferença faz? Ele está inconsciente! Toco suavemente o rosto de Ruli, como se meu toque pudesse pr

