Ruslan Fazer amor com ela agora é diferente. Ela está mais macia. Mais quente. Mais minha. A barriga arredondada é o lembrete constante do que deixei dentro dela. Da marca que deixei. E ainda assim, cada vez que a toco, não é possessão — é devoção. Uma que me destrói por dentro, porque nunca planejei amar nada neste mundo. Muito menos ela. Aurora está deitada, nua sob os lençóis. Os olhos me encaram com uma mistura de ternura e algo que beira o medo. Não de mim. Mas do que somos. Eu me deito sobre ela com cuidado, sustentando meu peso nos braços. Meus dedos deslizam por sua pele, do pescoço à barriga. Faço questão de parar ali, de senti-la. A vida crescendo por nossa culpa. Ou por nossa salvação. Ela entreabre os lábios quando encosto os meus abaixo de sua orelha. Sua respiração muda

