Um desabafo de André com Deus

1336 Palavras

A noite caíra pesada sobre o convento. O vento movia as folhas secas do jardim, e as velas na capela tremeluziam, lançando sombras que dançavam sobre os bancos de madeira. André permanecia ajoelhado diante do altar, sozinho, mas com a sensação de que cada pensamento seu era acompanhado, como se alguém invisível observasse cada gesto, cada batida de seu coração inquieto. — Senhor… — começou, a voz embargada, quase um sussurro. — Por que colocou Valesca no meu caminho? O silêncio respondeu com a mesma densidade de sempre. André fechou os olhos, tentando encontrar conforto no som do vento, no aroma do incenso, mas nada parecia aliviar a tensão que o consumia. — Eu não sei mais o que fazer… — continuou, apertando os dedos contra o banco. — Tudo que fiz, todos os votos que fiz… e agora sinto

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