Reencontro

1494 Palavras
Capítulo 4 – Reencontro Algumas semanas depois… Charlotte Lionett TRRRRRRRRIIIIIIIIIIIMMMMMM! Tateei o lado esquerdo da minha cama ao mesmo tempo que reclamava enquanto procurava meu celular que estava debaixo dos travesseiros. Ah d***a, mas quem me mandou ficar vendo novela no youtube até tarde?! Desliguei aquele maldito toque do despertador e me levantei com muito custo. Me arrastei até na janela e abri as cortinas. Estava uma bela manhã de outono e o sol brilhava lá fora. Girei nos calcanhares e olhei o enorme poster que tinha em cima da cama, fixando meu olhar numa certa pessoa. Já fazia quase um mês que eu tinha ido naquela festa e eu nunca mais tive notícias dele, talvez Emir tivesse se esquecido de mim e aquilo não passou de mais uma conquista para ele. Se ele se lembrasse de mim, porquê que ele não pediu meu número para Megan, já que eles se conhecem? Suspirei fundo e caí na realidade. Definitivamente o destino de Emir Sanders não estava traçado no meu. Fui até no meu closet, procurei uma meia calça preta, um top vermelho, meu blazer cinza e umas sandálias negras e coloquei tudo em cima da cama. Hoje infelizmente iniciavam as aulas na faculdade de medicina e tanto eu como Maya tínhamos que ir, já que ela só tinha aulas da parte da tarde no colegial. Maya iria começar seu curso de primeiros socorros e eu começaria meu inferno. Fui em rumo do banheiro, tomei um duche quente, me vesti, prendi meu cabelo em um r**o de cavalo e fiz uma maquiagem leve. Quando estava pronta peguei em meu blazer, na minha bolsa e saí do meu quarto. Meus pais já estavam sentados na mesa tomando o café da manhã e eu me juntei a eles e 3 minutos depois apareceu Maya. Assim que peguei numa xícara de café meu pai começou falando sobre o assunto da faculdade e eu fiz o máximo esforço para me controlar. Mas que d***a, será que esse homem não vai parar de me chatear? Falta apenas menos de uma hora para eu me preparar para entrar naquele inferno e nem assim ele me dá um descanso! Ah não, aquilo não podia continuar, eu tinha que fazer algo em relação ao meu futuro porque os dias estão passando e eu não podia viver infeliz para sempre. Fitei um ponto vazio na mesa e enquanto bebia meu café lembrei que as audições para entrar para escola de artes performativas eram hoje. Talvez eu ainda tinha uma chance de mudar minha vida e nada estivesse perdido. Suspirei fundo e tomei uma decisão. Terminámos o café e quando ia a pegar na chave do meu carro e casa, meu pai disse que fazia questão de acompanhar suas queridas filhas até na faculdade. Mais uma vez fiz um esforço para me controlar e mais irritada fiquei quando vi o sorriso i****a estampado no rosto dele, mas isso não ia durar muito tempo, pois tenho a certeza que quando ele descobrisse que sua querida filha Charlotte jamais colocará os pés na faculdade ridícula ele vai querer tudo menos sorrir. ***** Narrado na 3ª pessoa A música soava alto dentro da SUV branca e os três garotos juntamente com a namorada de um deles iam cantando, enquanto Emir dirigia pela cidade movimentada de Los Angeles. O garoto turco acelerou seu carro, abriu o vidro para sentir a brisa quente que o movimento do carro causava, subiu o volume do rádio e começou cantando também junto com seus amigos. Era impossível não se ouvir o barulho que vinha de dentro daquele carro. As pessoas que iam nos outros carros, olhavam para eles, uns achavam graça, outros só agitavam suas cabeças em sentido de reprovação e outros que ainda falavam palavrões, mas nem Emir nem os outros queriam saber, eles só queriam curtir a vida. A música parou e Noah olhou para o amigo que agora encarava os carros seriamente. - Não esteja com essa cara, Em, vai tudo correr bem, lembre-se que já somos profissionais na música. – Noah falou em um tom animado e Emir olhou para ele, rindo de seu comentário em seguida. - Noah nós não somos só os “profissionais” da música, a gente DOMINA a música! – Emir soltou uma gargalhada e em seguida aumentou de novo o volume da música, começando a cantar novamente em seguida, juntamente com Noah e os outros. Emir acelerou de novo o carro e fez a ultrapassagem de alguns carros, o que correu sem problemas. Ele decidiu que ia ultrapassar um carro preto que estava na frente. Se preparou para fazer a ultrapassagem e assim que ficou do lado do carro, seu olhar se encontrou com o do condutor que era um homem com idade entre os 45 e os 50 anos e que estava muito bem vestido. Ele tentou ver as restantes pessoas que se encontravam no carro, mas Noah gritou que o sinal estava vermelho e Emir acordou do seu transe, terminando a ultrapassagem e obrigando o dono do carro preto fazer uma travagem brusca. ***** O caminho parecia longo demais, o que era perfeito para ela formular o plano de fuga na sua cabeça. A música clássica soava um pouco alto dentro do carro preto e isso não pareceu acordá-la se deus pensamentos, só quando seu pai travou bruscamente é que Charlotte caiu na realidade. - i****a! Quem aquele s*******o pensa que é?! O rei da América?! – O homem da família Lionett gritou e Charlotte revirou os olhos quando ouviu os gritos dele. – Você já viu isso, Claire? A mãe das meninas suspirou pesadamente, impaciente. - Por favor George, não fique nervoso. – A linda mulher de cabelo castanho claro e de olhos azuis tentou acalmar o marido e em seguida desviou seu olhar para a janela. Na parte de trás do carro, as duas irmãs ainda estavam recuperando do susto e assim que Charlotte ficou mais calma, ela voltou seu olhar de novo para a janela, mergulhado sua mente em seus pensamentos mais uma vez. George avançou com o carro até ao lado da SUV branca e enquanto aguardava a a******a do sinal, ele olhou para as pessoas que estavam no seu interior e que estavam cantando a música que passava na rádio. - Pois claro, só podia ser um bando de garotos irresponsáveis que só porque já têm idade suficiente para dirigir pensam que podem fazer o que querem na estrada. - George por favor… - Claire agitou a cabeça em sentido de reprovação, pois ela ficara incomodada com o m*l humor do marido. Charlotte olhou em frente e tentou ver sobre quem seu pai estava falando. - Se fosse eu o presidente… ***** - Nossa, acho que estou petrificado, aquela foi a garota mais linda que eu já vi até hoje às 8h. – John falou enquanto olhava para a janela do seu lado, deparando-se com a bela morena de olhos claros. - 8h John? Você está muito adiantado, não? – A namorada de Noah falou. - Ainda não são 8h, Megan. Mas você não entendeu o que ele quis dizer com aquilo? – Anthony olhou na direção que John estava olhando. - Hey Emir, o que você acha dessa garota? Ela não é a garota mais linda que você viu até hoje? – John provocou. Emir olhou por cima do ombro, tirou os óculos de sol, franziu o cenho para tentar ver melhor a garota de que eles estavam falando até que ele se deparou com a dona daqueles lindos olhos azuis que o tinha enfeitiçado na noite da festa do final de verão. Os olhares deles finalmente se encontraram e um turbilhão de sentimentos invadiu o corpo de Emir, tal como naquela primeira noite que eles se viram pela primeira vez. Por momentos ele se esqueceu onde estava e sua mente mergulhou de novo na noite daquela festa em que ele esteve a um passo de beijar aqueles lábios. A morena exibiu um leve sorriso para ele e em seguida desviou seu rosto e Emir deduziu que ela ficara envergonhada, mas ele não deixou de fitá-la um único segundo. A esperança voltou brilhando nos olhos dele ao ver que ela estava ali a poucos metros de distância dele e a probabilidade de voltar a encontra-la era maior do que antes. Seus olhares se encontraram pela última vez e Emir desejou que aquele momento não terminasse. - Hey Emir, o sinal já abriu! – Noah cutucou no amigo e Emir se sobressaltou, olhado em frente em seguida. Antes de ele dar a partida do carro ele olhou uma última vez para trás e em seguida ele acelerou com seu carro. Depois de tanto tempo, Emir jamais pensou que fosse encontra-la, muito menos numa estrada movimentada como essa e ele também não se atreveu a pedir o número dela para Megan. Agora tudo iria ser diferente a partir daquele momento e ele não iria desperdiçar outra oportunidade. Para ele saber que ela não o esqueceu era o sinal que ele precisava para dar início a uma história que jamais devia ter terminado. *****
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