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1120 Palavras

Damian. — Damian, onde você está, amiguinho? Está na hora de tomar seu remédio. Venha tomar sua injeção. — Para de falar doce e encontra ele logo. — Ele não está debaixo da cama. Onde ele se escondeu dessa vez? — Como diabos eu vou saber? Só encontra ele logo. Eu não tenho a noite toda. Tenho uma festa pra ir. — É… como se alguma garota quisesse dançar com você quando descobrir que você trabalha num hospício. Eu consigo ouvir as vozes. A voz boa… e a voz r**m. Elas ecoam pelas paredes como se estivessem dentro da minha cabeça, como se nunca tivessem realmente ido embora. Eles estão vindo. Eles sempre vêm. Toda noite. Sem falhar. Eles dizem que é para me ajudar. Que vai me fazer sentir melhor. Que, quando eu melhorar, eu posso ir para casa. Para o papai. Mas isso é mentira

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