Vi Nineta saindo do confessionário e sei que estou no caminho certo.
_ Padre me perdoe porque pequei.
_ Me diz filha, qual foi seu pecado.
_ Estou saindo com um ex presidiário, prisão de Massana, Ilha da Sardenha, cidade Oristano.
_ Todos têm direito a redenção, minha filha, você acha que ele se arrependeu de seus crimes.
_ Acho que 10 anos de prisão fez com que ele se tornasse um homem melhor, e o grupo dos lobisomens ficou para trás, o lobo solitário agora tem a mim.
_ Reze três, Ave Marias e pode voltar para seu namorado.
_ Obrigada, padre, agora me sinto muito melhor.
Esperei Miriam sair e sai do confessionário, dei uma olhada para ver se Nineta ainda estava na igreja. Mas não estava mais, será que ela veio me procurar e não me achou? Ou está cismada e veio verificar se realmente estou na igreja, bom seja o que for estou salvo por enquanto.
“Nineta”
Vi o Giácomo só uma vez, mas não consigo tirar ele da cabeça, aqueles olhos negros e as mãos, deu um cinco minuto saí e fui lá na igreja ver se conseguiria ver lo nem que fosse de longe, vi ele entrando no confessionário, esperei a pessoa que estava lá se confessando sair e fui, confessei que estou encantada por ele, vi que ficou em silêncio achei que nem ia me responder, mas respondeu tentando disfarçar aquela voz de locutor de rádio que ele tem, faz tanto tempo que não procuro um homem que não sei ao certo como fazer, mas terei que sentir aquelas mãos fortes em meu corpo, estou quase em delírio só de imaginar, e a voz? Nossa, quando ele falar meu nome no pé da minha orelha com aquela voz é bem capaz de eu gozar sem nem ter contato. Resolvi provocar, falei com ele como se não tivesse reconhecido, repreendendo o padre Ícaro por trazer um Giácomo tão bonito, e ele me mandou rezar, a, sim, rezarei com você pelado e bem na minha frente. Esperarei Júlio me trazer a investigação para ver se ele me falou a verdade, aí vejo o que faço com o Giácomo.
Cheguei em casa e Júlio veio me trazer meu relatório.
_ Senhora o relatório que a senhora me pediu.
_ Você leu Júlio?
_. Sim, li?
_ E o que você achou?
_ Se a senhora está querendo trazer ele para a família, será uma boa aquisição.
_ Você acha? Achei ele frouxo, usa batina.
_ Ele está se escondendo atrás daquela batina, ele ficou preso porque matou 5 homens só com as mãos, a prisão em que ele ficou preso é de segurança máxima, o cara é perigoso, é o tipo de homem que seu marido recrutaria.
_ Será? Ficarei mais perto dele para ver se ele é tudo isso.
_ A senhora fará isso pessoalmente? Não é melhor mandar outra pessoa?
_ Não, Júlio, eu mesma descobrirei se ele tem grulhão para aguentar a nossa vida.
_ A senhora quem sabe, mas se precisar de mim estarei aqui.
Subi para o quarto com o relatório em mãos. Li todo o documento e não compreendi como um homem que tinha uma vida tranquila no Texas, de repente, surta e mata cinco pessoas. A história está me parecendo fantasiosa. O apelido é perfeito, lobo solitário. Vou testar o Giácomo e verei como ele reagirá, se as garras do lobo ou as presas aparecerão. Se Júlio estiver certo e ele se esconde atrás da batina, terei que usar alguma tática para fazê-lo se expor para mim.
Levantei cedo, tomei um banho, escolhi um vestido vermelho justo com uma pequena a******a na lateral da coxa, saltos, cabelos soltos, uma maquiagem leve, sou uma dama da máfia, mas preciso manter a pose para o resto do mundo sou uma mulher da sociedade italiana, o padre Ícaro me convidou para visitar o orfanato que ajudo aproveitarei a oportunidade e ver se vejo Carlos Alberto.
_ Júlio vou à igreja e hoje quero você comigo.
_ O que a senhora quer que eu faça?
_ Só fique comigo, quero ver se o tal do Carlos fica intimidado com sua presença, se ele for o homem que o arquivo diz ser não vai se impressionar com seu tamanho.
_ Fica tranquila senhora inflarei meu peito e mostrarei força, veremos se ele é um frango ou um g**o-de-briga.
Achei engraçado o jeito de Júlio, mas sei que nele posso confiar, fui com minha limousine, hoje mostrarei poder, veremos se ele fica ou corre.
Chegamos na porta da igreja, Júlio deu a volta no carro e abriu a porta e se posicionou do meu lado, fiz um sinal com a cabeça e entramos na igreja, vi padre Ícaro encarado em meu segurança e muito nervoso.
_ Senhora Nineta, bom dia.
_ Bom dia, padre o senhor me convidou para conhecer o orfanato, eu vim.
Vi ele dar um suspiro de alívio, esse padre está me escondendo alguma coisa, não sou mulher de meias-palavras.
_ Padre, o senhor quer me contar alguma coisa?
_ Não D. Nineta, eu só estou com alguns problemas na paróquia.
_ O senhor está precisando de ajuda? Pode contar comigo para qualquer tipo de ajuda, não precisa ter vergonha ou medo de pedir.
_ Não é nada, é que eu estava acostumado a fazer tudo do meu jeito, agora a diocese colocou esse Giácomo na minha cola, ele é novo chegou ontem e já quer mudar tudo o que lutei tanto para conseguir.
_ O senhor quer que eu dê uma prensa nele? E ensine ele a respeitar os mais velhos.
O padre pareceu ponderar meu oferecimento e se ele aceitar terei que dar uma surra no Giácomo gostoso, mas sou amiga do padre e farei o que ele me pedir.
_ Não, senhora não precisa, a senhora vai ver que ele está fazendo bem para as crianças, é um homem diferente.
_ O que o senhor quer dizer com homem diferente?
_ Eu não gosto de falar da vida particular e nem do passado das pessoas que trabalham em minha igreja, mas Carlos é um homem que se modificou e agora pertence à igreja.
Chegamos na porta que dá acesso da igreja para o jardim do orfanato, entramos e as crianças estão amontoadas no meio do pátio, de repente ouvimos um grito e do meio das crianças surge Carlos urrando como se fosse um monstro e as crianças saindo correndo brincando de pega-pega, eu quase me perdi olhando a beleza daquele homem brincando com as crianças.
Quando elas viram o padre Ícaro, vieram correndo e nos rodearam curiosas, o padre cumprimentou todas e me apresentou para elas:
_ Crianças está e senhora Nineta a nossa benemérita, é por causa dela que vocês tem comida na mesa todo dia, por um momento me esqueci do homem que estava a alguns passos de mim.
Ergui o olhar e vi Carlos me olhando com desejo, lambendo meu corpo com um olhar nada religioso, cumprimentei.
_ Bom dia! Senhor Carlos.
_ Bom dia! Nineta.
Quando ele me chamou só pelo nome, meu segurança apareceu grande e musculoso do meu lado, fiquei olhando para ver se Carlos ia recuar, por um momento vi orgulho nos olhos dele, mas abaixou a cabeça e só disse.
_ Trouxe seu segurança aqui dentro, ficou com medo de um bando de crianças?
_ Não sei, tem alguma coisa aqui que possa me causar algum tipo de dano?
_ Que eu saiba não, mas quem deve decidir isso é a senhora, não é mesmo?
Resolvi pedir para Júlio se afastar, percebi o desconforto de Carlos e fiquei curiosa com a reação dele, parece contrariado como se minha opinião a respeito dele importasse.
_ Júlio pode me esperar lá fora, assim que acabar a visita vou ao seu encontro.
Júlio, sem tirar os olhos de Carlos, me disse.
_ A senhora está certa de que aqui está segura?
_, Sim, Júlio, pode ir, daqui meia hora te encontro lá fora.
_ Se a senhora não sair em meia hora, venho ver o que está acontecendo.
_ Vai Júlio.
Vi Júlio meu fiel escudeiro sair, mas tive a impressão que ele farejou alguma coisa, depois falo com ele, me virei para Carlos e padre Ícaro.
_ Qual dos dois vai me mostrar o local.
Carlos continuou com a cabeça baixa e disse.
_ Acho melhor o padre Ícaro mostrar o local para a senhora, assim não teremos risco do seu troglodita machucar as crianças.
_ Ele é meu segurança e parece que você e ele estão em uma luta de quem é o mais macho, mas vou te dizer uma coisa: sou mais macho alfa que vocês dois juntos.
Vamos padre Ícaro, esta conversa de poder está me cansando.