Pré-visualização gratuita Na lua do Dia.
Em um amanhecer de um lindo dia de sol, qualquer pessoa daria tudo para ter um segundo ao seu lado.
— Emy, eu sei que você é linda, gentil e muito talentosa. Passamos por vários momentos juntos e já estamos na fase séria da nossa relação... Sinceramente, é isso que está me incomodando!
— O quê?
— É estranho abraçar você em praça pública! Você parece uma criança!
— Mas eu já tenho 19 anos! — protestou ela.
— Mas você não tem um pingo de peito. Como eu vou dizer isso... Na verdade, você nem chega a ser uma mulher de verdade.
— O quê você quer dizer!?!
— Você nem sequer tem a altura de uma... Se fosse só isso, tudo bem, mas você é muito imatura!
— É que eu não tive infância! Eu só estou querendo mais espaço para respirar e pensar um pouco.
— Você está sendo muito egoísta...
De repente, um estranho interrompe a discussão:
— Alguma coisa errada por aqui?
— Não, estamos só conversando sobre a nossa r*****o — respondeu Ravi, nervoso.
— O que aconteceu, menina? Por que você está chorando? — perguntou o estranho, olhando para Emy. — Espera, ela não é uma criança? Esse homem é seu amigo?
— Emy, fala alguma coisa! Ele vai pensar besteira! — sussurrou Ravi.
— Ele brigou comigo! — desabafou ela, aos prantos.
— Você está assustando ela! — gritou o homem.
— Não, você está enganado! Essa menina é minha namorada!
— Você namorando uma criança?!
— Espera! Ela só é baixinha e imatura, mas é uma adulta de 19 anos!
Emy, magoada e querendo fugir daquela humilhação, gritou:
— Tio, eu não conheço esse homem! Ele é um cretino! Eu quero ir para casa com a minha mãe!
— Chamem a polícia! — gritou alguém na rua. — Segurem ele, não deixem escapar!
— Emy, me ajuda! Cadê você? Socorro! — gritava Ravi enquanto a multidão se aproximava.
— Eu não sou madura para você? Quer namorar o quê, uma pedra? Uma boneca inflável? — rebateu Emy, correndo para longe.
Mais tarde, no apartamento de Emy:
Emy chegou cedo e encontrou a colega de quarto com um novo namorado.
— Nossa, Emy, você chegou cedo. O que aconteceu com o Ravi?
— Eu... eu...
— Nossa, não sabia que você tinha uma irmãzinha mais nova, amor — disse o rapaz. — Olha que fofinha!
— Para! Ela não gosta de ser tratada como criança — disse a colega, sem muita paciência. — Ela é minha colega de quarto e tem 19 anos.
— Puxa, então não precisamos explicar o que a gente estava fazendo para ela, né? — riu o rapaz.
— Emy, você está bem? — perguntou a amiga, mas logo mudou de tom. — Emy, lembra que você precisava buscar uma coisa na rua? É melhor você ir logo, está ficando tarde.
Emy percebeu que estava sendo expulsa do próprio quarto para que a amiga ficasse a sós com o namorado.
— Vai tomar no cu! — gritou Emy, explodindo.
— Essa é a intenção! — debochou a "amiga".
Emy saiu correndo para a rua novamente. O céu desabou em chuva.
(Povo ignorante, egoísta, sujo... Não vou chorar. Segura o choro, Emy. Segura o orgulho!)
Ela se encolheu em um canto escuro, sentindo a dor no peito. Foi quando uma senhora se aproximou.
— O que você está fazendo aí, menininha? Você está chorando, o que aconteceu, minha flor?
Emy tentou falar, mas estava engasgada com o choro. A senhora, surpreendentemente forte, a pegou no colo.
— Vamos entrar. Tenho chocolate quente e um quarto para você passar a noite.
Era uma floricultura. Emy nunca tinha visto aquele lugar antes.
— Você deve estar muito magoada para chorar desse jeito. Está toda molhada e suja. Vamos, eu vou te dar um banho quente... se você não se incomodar.
(O quê? Ela também pensa que eu sou uma criança?) pensou Emy. (Mas aqui é tão confortável... eu estou tão cansada. Mas... ela disse banho? Eu não posso deixar ela tirar minha roupa!)