Pré-visualização gratuita capítulo 01- fantasma
Oie minhas deusas , estou aqui com mais uma história e dessa vez bem diferente do que já escrevi durante esses dois anos de escrita , dessa vez teremos mais suspense , drama e aquela adrenalina boa de sentir o friozinho na barriga. Ah sem contar que se esperam um ramancinho clichê do começo ao fim , sinto muito. Nessa história vamos se basear em histórias reais, mais voltado para a realidade de relacionamentos que vemos por aí , com tudo que tem direito. Então quem for embarcar nessa leitura já começa sabendo que vamos ter choro, aflições e muito suspense. E aí preparadas para essa nova aventura. Aguenta o coração porque ela promete !
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Vem surta conosco ...
Fantasma narrando
Meu nome ninguém sabe , fisionomia apenas um conhece meu sub , Roger meu primo mas nem isso eles sabem. Aqui no morro do vidigal , ninguém sabe quem eu sou de verdade. Nem o nome de registro. E isso não foi descuido… foi escolha. Nome aqui é alvo. Identidade é fraqueza. Quanto menos sabem, mais eu existo do jeito que precisa ser o intocável.
Para as autoridades eu sou o fantasma também aquele que nunca viram mais temem . Nem poderiam. Pra todo mundo, eu sou só uma coisa… O rosto que ninguém viu.Quem cruza comigo, cruza com uma figura encapuzada, mascarada, armado até os dentes … uma sombra andando no meio da madrugada .Já ouvi história rolando pelo morro… n**o dizendo que meu rosto é marcado, que eu carrego cicatrizes , que sou desfigurado. Deixo falarem. O medo cresce na imaginação. Porque a verdade é simples quem me viu ... não viveu pra contar história. Não viveu pra descrever como eu sou. Não vive pra confirmar nada a regra é clara .
Aqui ninguém pergunta. E quem pergunta demais… não dura. Minha identidade não é só segredo, é proteção. Pra mim e pra tudo que eu construí nesse lugar , onde diariamente sobe e desce turista de todos os lugares do mundo. Eu não preciso aparecer. Não preciso provar nada pra ninguém .Minha palavra já chega antes de mim. E quando chega é ordem.
Como eu disse tem só uma pessoa que me conhece de verdade. O único que sabe meu nome, meu rosto, minha história. Meu braço direito . É ele que bota a cara, que anda no meio do povo, que leva e traz minhas ordens quando não é pelo rádio ou pelos alto-falantes e mesmo assim eu não confio nem na minha propria sombra . Confiança aqui não é algo que se distribui. É algo que se sobrevive pra ter.
Eu não preciso de palco. Nunca precisei.
Enquanto tem gente querendo fama, querendo ser visto, eu fiz o contrário me resguardei mesmo não botando as cara meu vulgo e falado nos noticiários. Vários b.o nas minhas costas diariamente, até oque não fiz eles bota no meu vulgo. O sistema é podre , sujo e inútil.
Mas aprendi lidar com eles .E hoje eu controlo tudo sem ninguém nem saber de onde vem. Viver assim tem um preço.
Tu se acostuma com a escuridão. E quando percebe… já não quer mais sair dela.
Porque a luz expõe. Mas a sombra…A sombra me fez rei.
Aqui geral só sabe o que precisa saber.
Sabe que quando eu mando, é pra fazer. Sem caô, sem atraso, sem ideia torta.
Que quem pisa fora da linha evapora.
Sem escândalo, sem rastro. Que eu tô em todo lugar, mesmo quando não tô. Porque essa é a parada. Eu não preciso aparecer pra mandar. Eu vejo tudo. Dos becos mais escondidos até as vielas mais apertadas. Das conversas cochichadas até as trairagem m*l feita. Tudo chega até mim. Sempre chega.
Tem n**o que acha que eu tenho olho em cada canto do morro.E tá achando pouco ainda.Mas não é só isso. O que eu tenho é controle.E controle não se pede. Se impõe.
Com o tempo, o morro aprendeu. Aprendeu a baixar a cabeça. A ficar na postura. A não perguntar. Nunca perguntar. Porque quem pergunta demais chama atenção.
E atenção aqui é passagem só de ida.
Fui eu que coloquei isso tudo na linha , arrumei a bagunça depois do antigo dono.
Aqui todo mundo sabe das regras , e das consequências. Por isso são poucos que pagam pra ver ...Cada regra tem que ser seguida ao pé da letra ou então já sabe o destino final.
No fim gosto de sentir a sensação de poder que isso me trás , e de cada vez que alguém trava quando escuta meu vulgo. Fantasma.
É assim que eles falam. E quanto menos eu apareço, mais forte eu fico.
Me considero inteligente pra c*****o, mas sempre tem um melhor do que a gente. Viver sozinho é isso tenho muito tempo pra pensar o crime e assim requer inteligência, sabedoria e organização se tu quiser viver muito . Agora se tu for burro tu vai de ralo . Uso a maioria do tempo pra estudar estratégias, inimigos , assaltos. vamos se dizer que sou um das mentes do comando , eu monto a estratégia e eles executam . A mente vai a milhão por isso que to sempre a dois passos a frente .
Tem noite que eu paro, sozinho, olhando o morro daqui de cima… tudo aceso, cheio de vida, som estourando do baile , imagino gente rindo , vivendo… e eu só observo de longe.Sempre de longe. Porque no meio deles nunca foi meu lugar.
Minha missão aqui é controlar ,sempre foi controlar. E eu faço isso como ninguém, sem precisar mostrar a cara , sem precisar aparecer pra comunidade e pra quem pisa o pé aqui só pra tirar fotinho nos pontos turísticos, da um rolezin de moto táxi. Eu vejo tudo como um reality show, tô sempre de olho . Cada canto desse morro respira no ritmo que eu deixo, todas as decisões passa por mim, mesmo quando acham que não. Cada passo errado… eu percebo a intensão antes de acontecer. É instinto, vivência, ou por sobrevivência.
Tenho apenas vinte e oito anos , pra tudo que já vivi nessa vida , e esse lugar que eu conquistei não foi herdado, foi na raça e vai ser na raça que vou levar até meu último suspiro , porque eu não curto perde. Todos que tentou subir porque pensou que tava abandonado peitou e levou aço. Se enganou legal porque esse trono aqui ninguém me tira.
- Olha ela ai ... falei sentando em frente a uma das telas vendo a moça bonita e curiosa passar. Ela não anda , desfila , olhando tudo , com sorriso no rosto do tipo como se tivesse encantada com cada viela . Esse é o momento do meu dia que esqueço do resto , só olho em direção a uma tela a que ela aparece. Tem sido assim os últimos quinze dias , faz o mesmo caminho , cumprimenta quem passa por ela toda simpática,e essa é a parte que eu não curto.
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