Miguel Narrando O clima na cela já tava pesado, mas nada se comparava ao veneno que escorria no ar quando Jaguar apareceu. Filho da putä chegou na maldade, daquele jeito dele, achando que podia brincar com quem manda no pedaço. A lambida que ele deu no meu pescoço foi o erro. Virei rápido, a cara fechada, já segurando ele pelo colarinho. — Tu acha que tá fazendo o quê, desgraçado? — Falei e Jaguar abriu um sorriso torto, debochado, como se tivesse no controle. — Relaxa, Miguelzinho... Só tô te dando as boas-vindas. Benfica é outra selva, aqui tu não manda em p***a nenhuma. — Falou cheio de ironia. Soltei uma gargalhada seca, sem soltar ele. — Cê tem certeza disso? — Falei doido para socar a cara dele. Foi nesse momento que a porta da cela abriu de supetão. A tropa do Comando entr

