Capítulo 74 Mada

1372 Palavras

Madá Narrando A sala de visita tava com aquele cheiro de cigarro vagabundo e suor de cadeia. Miguel se assustou, aí me viu entrar, levantou das cadeira de plástico, com a cara fechada, o uniforme amassado, e aquela aura de quem já tinha se acostumado com a merdä toda. Mas eu conhecia ele. Sabia que por trás daquela expressão fria, o sangue dele tava fervendo. — Não adianta vir com sermão, muito menos com bronca. Tô aqui por livre e espontânea vontade e faria quantas vezes fosse preciso. — Cruzei os braços, encarando ele, esperando aquela cara de desgosto misturada com alívio. — Qual foi a porrä que tu não entendeu? Qual é, Madalena? Tô fazendo de tudo pra manter a segurança de vocês, porque já tô exposto até o pescoço nesse carälho. — Ele soltou, a voz grave carregada de irritação, como

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