Maíra Narrando Mais um dia de rotina. Acordar cedo, faculdade, botar a vida pra girar, como diz a Marcela. Espreguicei sem nem abrir os olhos, mas aquela sensação de que tinha alguém me olhando me fez despertar devagar. Quando abri os olhos, lá estava ela, me encarando, como se velasse pelo meu sono. Sorri, balançando a cabeça em negação. Sentei na cama e, sem perder tempo, ela deu dois passos, já andando normal. Foi até a janela e abriu as cortinas. Levantei junto, puxando a roupa de cama, dobrando e esticando o cobre-leito. Marcela continuou calada. — Vai ficar mais um dia ou já tá indo pra casa? — perguntei, sentindo o suspiro pesado dela. Parecia que o mundo tava nas costas. — Acho que já dá pra ir pra casa, né? Pelo menos até hoje eu escapei da CPI da Marcela com minha mãe, porqu

