O tempo começou a pesar no peito de Imperador de um jeito estranho. Não era ansiedade comum, nem aquele nervosismo que ele já conhecia tão bem. Era algo mais fundo, mais instintivo. Um incômodo que não explicava, mas que crescia a cada minuto. Ele olhou para o relógio pela terceira vez em menos de cinco minutos. — Tá demorando demais… — murmurou, mais pra si do que pra Sofia. Sofia estava deitada, cansada, ainda pálida do parto. O rosto sereno, apesar do cansaço extremo. Ela acreditava. Confiava. E isso fazia o nó no estômago dele apertar ainda mais. — Amor, é exame de rotina — ela disse, tentando tranquilizar. — Deve ser coisa rápida. Imperador forçou um meio sorriso, mas não convenceu nem a si mesmo. — É… deve ser. Mas não era. Ele conhecia hospital. Conhecia rotina. Conhecia tem

