CAPÍTULO 48

823 Palavras

Clara O silêncio depois da revelação é ensurdecedor. É o tipo de silêncio que não pede palavras exige decisões. Meu coração bate forte demais, como se quisesse fugir do peito antes que eu precise escolher quem eu sou nesse campo minado entre dois homens que falam línguas diferentes, mas usam a mesma arma a verdade, do jeito que lhes convém. — Diz alguma coisa — Lucas pede, a voz baixa, quase quebrada. Eu rio. Um som curto, sem humor. — Você acha mesmo que existe algo simples para dizer depois disso? Rafael observa tudo como quem assiste a um experimento. Ele não precisa falar. Já plantou o que veio plantar. — Você matou alguém — digo, finalmente, olhando direto para Lucas. — Não em legítima defesa. Não num acidente. Por escolha. Lucas não desvia o olhar. — Sim. A confirmaç

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