Lucas O aviso não foi para Clara. Foi para mim. Desde o momento em que ela terminou de contar, eu soube. Rafael não quer apenas se assustar. Ele quer me lembrar de quem manda quando o passado decide bater à porta. E o pior de tudo é que ele fez isso do jeito mais eficaz possível, chegando perto demais dela. Perto demais do que é meu. O pensamento vem automático, instintivo, e eu o odeio por isso. Porque Clara não é uma coisa. Não é posse, Mas o medo não pensa, O medo reage. E eu estou fora de controle. — Ele disse mais alguma coisa? — pergunto, pela terceira vez, mesmo sabendo que não houve mais nada. Clara cruza os braços. — Não, Mas não foi só o que ele disse. Foi o jeito. Como se ela hesita como se tivesse certeza de que pode fazer o que quiser. Meu maxilar trava. Cam

