Lucas O silêncio antes do impacto é sempre o mesmo. Não importa quantas vezes eu tenha feito isso, quantas portas eu tenha arrombado, quantas linhas eu tenha cruzado. Há sempre esse segundo exato em que o mundo prende a respiração. É nele que eu existo agora. O galpão surge à frente, apagado demais para um lugar que abriga gente viva. Sem vigias visíveis. Rafael gosta de se sentir intocável e Confiante. Esse sempre foi o erro dele. Desligo o motor antes de chegar. O resto do caminho faço a pé, arma fria na mão, passos calculados. Cada centímetro é memória muscular. Cada sombra é uma hipótese. Ouço vozes. Três homens, Um distraído, Dois atentos demais. Nenhum bom o suficiente. Entro. O primeiro cai sem entender. O segundo tenta alcançar a arma. Não alcança. O terceiro ol

