Pré-visualização gratuita Prólogo
“Permita a você uma segunda chance. Não é porque você caiu, que você deve continuar no chão.”
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Rússia
São Petersburgo, Petrogradsky
Cinco anos antes
— Te dumal, chto smozesz ubezhat oth menya? osobenno beremenna svoim rebenkom? [Você pensou que poderia fugir de mim ? Principalmente grávida de um filho meu? ] — o homem se aproximou segurando o rosto delicado em suas mãos e a obrigando a olhar em seus olhos. — Te ne znayesh menya, anna, te prinadlezys mne! ya khozyain vashey zhizni, ya prinimayu resenia you govoryu vam, kogda vashi stradania you bolle zakoncatsya, slyshite lee vy svoyu shlyukhu? [Você não me conhece Anna, você me pertence! Eu sou o dono da sua vida, eu tomo as decisões e digo quando seu sofrimento e sua dor irão terminar, ouviu sua vagabunda?]
— Anton, pozhaluysta, syn moi…— [Anton por favor meu filho…]
— Zatknis, shlyukha! [Cale a boca sua vagabunda!]
Plaft
Plaft
Plaft
— Spravka.. spravka [Socorro… socorro..] — tentava gritar, mas estava tão machucada que não tinha nem forças para reagir. Anton sorria com a cena, ver Anna se humilhar e implorar era como música para os seus ouvidos.
— Te prezrennoye sushchestvo, te dagé ne godishsya, chtoby dostavlyat mne udovolstvie. te umres zdes, anna. [Você é um ser desprezível mesmo, não serve nem para me dar prazer. Você vai morrer aqui Anna.
Coberto pela cólera, empurrou a mulher pelas escadas, fazendo o corpo pequeno rodar até chegar no chão. Anna se encontrava no chão, com as mãos sob o ventre , o rosto machucado e vermelho, mas o que causou mais pânico, foi ver o sangue que escorria no meio de suas pernas. Os olhos azuis assustados, o corpo estremecido e dentro de si ela proferia baixinho:
— Pozhaluysta, boze, syn moi, nett! [Por favor, Deus, meu filho não.]
Anton desceu as escadas com um sorriso de satisfação nos lábios, se aproximou da mulher e ainda a chutou no ventre, fazendo Anna urrar mais uma vez sem forças. Ela sabia que ia morrer, não podia escapar, tudo estava perdido.
— Vy ne dostoiny rodit moego rebenka annu sharapov, vy slaby, neambiciosis, pozor svoei semye. postavte sebe vieu golovu raz you navsegda, chto vasha zhizn prinadlezhit mne, tolko mne! [Você não é digna de gerar um filho meu Anna Sharapova, você é fraca, sem ambição, uma vergonha para sua família. Coloque de uma vez por todas na sua cabeça que sua vida me pertence, apenas a mim! ]
Estranhando a demora, Sasha que estava lá fora dentro do carro esperando por sua amiga, resolveu entrar com o seu marido, mas antes disso, escutou um grito abafado e um pequeno choro. Sasha e Thomas sem hesitar, derrubaram a porta da sala e foram logo partindo para cima do homem.
— Ubiraisya oth nee CUDOVISTE! [Saia de perto dela seu MONSTRO!] — gritou Sasha que correu ao auxílio da amiga que se encontrava no chão já desfalecida. Anton nada fez, apenas ficou sorrindo olhando para o casal. Thomas ficou horrorizado com a cena diante de si. Movido pelo ódio, partiu para cima de Anton o esmurrando, o sorriso no rosto do homem desapareceu e ele irritado começou a gritar:
— Kem vy sebya vozomnili? te mne ne rovnya [Quem vocês pensam que são? Vocês não são páreos para mim.] — disse Anton ainda no chão olhando para o casal. Anna já estava desmaiada nos braços de Sasha. Sasha encarou o homem nos olhos e disse:
— Ya dokazyvayu tebe, anton, chto te ke ney blize ne stanovishsya. — foma, pomogi mne zdes [Eu provo a você Anton, que você não se aproxima mais dela. — Thomas, me ajude aqui.] — disse Sasha chamando o marido para carregar a amiga. O moreno com ódio no olhar diz:
— Vas arestuyut, anton, ya uze soobshchil o vas vlastyam. vy nikogda vieu zhizni ne sblisithes se annoy, inache ya ne Tomás Khoddi. [ Você será preso Anton, já denunciei você às autoridades. Você não chegará próximo da Anna mais nunca na sua vida ou não me chamo Thomas Hoddy. ]
Anton sorriu.
As sirenes foram ouvidas e a polícia chegou ao local, levando o empresário algemado. Anna foi levada imediatamente para o hospital. No hospital, a morena sofreu a pior dor que ela havia sentido na vida:
— Miss... se sozaleniem soobshchayu vam, chto my ne smogli ostanovite krovotecheniye, you, ke sozhaleniyu... rebenok ummer. [Senhorita … sinto lhe dizer que não conseguimos conter a hemorragia e infelizmente… o bebê faleceu.]
— Net [NÃO]. — Os gritos de dor ecoavam pelos corredores do hospital. E naquela noite, Anna chorou mais do que em todas as noites ao lado do Anton Chorou a perda do pequeno ser que formava em seu ventre, chorou por não ter conseguido salvar o seu bebê.