Santos estava postado na sala de Cael, no coração da mansão que servia como o centro nervoso de todo o morro. O ar condicionado trabalhava em silêncio, contrastando com o calor lá fora, mas o frescor do ambiente não era suficiente para aplacar a fervura interna que consumia o soldado. Ele trabalhava com o chefe naquela tarde porque, na hierarquia daquela comunidade, quando o "Espectro" convoca, não existe margem para hesitação ou rotas de fuga. Santos era dos braços direitos, o executor de confiança, mas, naquele momento, sentia-se como um amador tropeçando nos próprios pés. Seu corpo físico ocupava a poltrona de couro, os olhos fingiam analisar os dados no notebook, mas sua mente era uma traidora persistente. Como um ímã poderoso, seus pensamentos eram arrastados repetidamente pa

