Zafira caminhava em direção à casa do irmão, sentindo o peso da mochila nas costas e o cansaço típico de quem equilibra mundos diferentes sobre os ombros. Sair de casa, para além do roteiro estritamente necessário, nunca foi um de seus pontos fortes. Sua vida era regida por um triângulo geográfico rigoroso: da casa para o trabalho na mansão de Cael, do trabalho para a faculdade, e da faculdade de volta para o silêncio protetor de seu lar. Ela era uma criatura de hábitos, alguém que encontrava segurança na previsibilidade da rotina, mas naquele dia, o cansaço físico era subjugado por um desejo mais profundo. O ar daquela tarde estava impregnado com o cheiro característico do morro, uma mistura de asfalto quente, temperos que escapavam pelas janelas abertas e o som onipresente da vida p

