Os dois seguiram para a sala de estar, um ambiente pequeno, mas que naquela noite parecia vasto e carregado de uma tensão quase palpável. Sentaram-se no sofá, um ao lado do outro, mas com uma distância cautelosa que denunciava o campo minado que existia entre eles. Ravena mantinha as mãos entrelaçadas no colo, os dedos apertando-se com força, enquanto Santos mantinha a postura rígida de um soldado em vigília, os olhos fixos em um ponto qualquer da parede, embora sua atenção estivesse inteiramente voltada para a mulher ao seu lado. Ravena respirou fundo, o ar entrando gelado em seus pulmões. Por um breve e tentador instante, ela pensou em desistir. Pensou em dizer algo banal sobre o clima ou o jantar, levantar-se e encerrar a noite ali, mantendo o status quo de uma amizade colorida e d

