Ravena voltava da faculdade com o passo mais firme do que nos dias anteriores. A noite estava agradável, com uma brisa suave que parecia acariciar seu rosto e sussurrar que a vida, apesar dos pesares, continuava o seu curso impiedoso e belo. Ela sentia-se segura, ou ao menos tentava se convencer disso; estava decidida a retomar as rédeas de sua existência, independentemente do turbilhão emocional que Santos havia desencadeado em seu peito. A decepção ainda ardia, como uma ferida que insiste em latejar quando o tempo esfria, mas ela se recusava a deixar que aquela dor se tornasse sua única identidade. Por um lado, uma parte dela, a parte empática, que sempre via o melhor nas pessoas, conseguia compreender o abismo onde Santos habitava. Ser traído é uma experiência devastadora que fr

