A fragilidade do recomeço.

1525 Palavras

O sol da tarde começava a projetar sombras longas sobre o piso da sala, criando um mosaico de luz e penumbra que parecia refletir o estado de espírito de Janaína. Após o almoço, o silêncio que se instalou na casa não era de paz, mas de uma profunda e ruidosa reflexão. Ela se sentou no sofá, os ombros levemente curvados como se carregasse um peso invisível, enquanto seus dedos apertavam o celular com uma força desnecessária. Na tela, as notificações brilhavam de forma insistente: mensagens de Ravena e Zafira. As amigas, empolgadas com a proximidade da inauguração da Doce Perdição, cobravam uma resposta definitiva. Elas precisavam de Janaína. Precisavam do seu talento, do seu paladar e da sua presença para fechar o cardápio que seria o coração da nova confeitaria. Contudo, para Janaína,

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