O tempo de espera.

1564 Palavras

A tarde na boca principal do Morro estava impregnada com o cheiro de asfalto quente e o som metálico de ordens sendo latidas. Cael, o Espectro, estava sentado diante de seu notebook, mapeando a logística de uma carga valiosa que cruzaria as fronteiras da comunidade em alguns dias. Ao seu lado, César ouvia as instruções, mas seu corpo parecia carregar uma voltagem elétrica que o impedia de permanecer estático. Seus olhos se desviavam constantemente para o relógio de pulso, e o bater rítmico de seus dedos contra a coronha da arma era um sinal claro de que sua mente não estava ali, entre planilhas e estratégias de segurança. Cael, cujos sentidos eram aguçados por anos de sobrevivência no topo da hierarquia do crime, percebia cada mínima mudança em seus homens. Ele conhecia o peso do silê

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