Pré-visualização gratuita Capítulo 01 Claire
Jonathan Miller sempre foi mais que apenas meu chefe. Eu o conhecia desde que me entendia por gente. Ele era aquele tipo de garoto que cresceu para se tornar exatamente o homem que todos esperavam – bem-sucedido, charmoso, e completamente inatingível. Nossas famílias eram próximas, e, apesar da diferença de idade, nossa relação sempre foi cordial e um tanto previsível. Eu me tornei a assistente executiva dele há quase cinco anos, depois de me formar em administração. Desde então, fui o seu braço direito no escritório, aquela que ele podia contar para resolver problemas e apagar incêndios antes mesmo que ele soubesse que existiam.
Mas, há cerca de um ano, tudo mudou.
Eu sempre achei Jonathan atraente, mas mantinha aquela admiração sob controle, tentando não ultrapassar os limites do profissionalismo. Contudo, uma noite, enquanto finalizávamos um contrato importante no escritório, minha visão de Jonathan se transformou. E, mais que isso, algo em mim despertou de uma maneira que eu não sabia ser possível.
Lembro-me de estar sentada à minha mesa, concentrada em uma pilha de papéis, quando ouvi vozes abafadas vindo do escritório dele, levantei e fui até a porta, O som estava fraco, mas o suficiente para me deixar curiosa. A porta entreaberta me deu uma visão parcial, e, sem pensar muito, olhei para dentro. Foi então que eu vi.
Jonathan não estava discutindo trabalho com uma de suas ex-namoradas, como eu imaginava. Ele estava de pé, com uma postura dominante, e ela... ela estava ajoelhada entre suas pernas, sua boca subia e descia nele. A mulher – uma morena esguia que eu já tinha visto em eventos da empresa – olhava para ele com uma expressão de submissão absoluta. O ar no escritório estava carregado de algo que eu nunca tinha sentido antes. Jonathan não estava apenas dando ordens; ele estava no controle dela de uma maneira muito mais profunda. Ela não se mexia sem sua permissão. Cada palavra dele fazia o corpo dela responder, como se ela fosse sua marionete. E a forma como ele a tocava, como ele controlava cada movimento dela... Foi diferente de qualquer coisa que eu já tinha visto ou imaginado.
Eu deveria ter saído, deveria ter respeitado a privacidade deles, mas não consegui. Fiquei presa àquela cena, meus olhos fixos em cada gesto, em cada comando. Meu corpo inteiro reagiu de uma maneira inesperada. Aquele desejo inconfessável de me submeter, que sempre esteve enterrado dentro de mim, agora estava escancarado, gritando para ser atendido.
A partir daquele momento, comecei a enxergar Jonathan com outros olhos. Ele não era apenas o chefe rigoroso e competente; ele era um homem que sabia o que queria, que sabia como controlar. E, secretamente, eu queria ser a próxima a estar naquela posição.
Durante meses, eu tentei enterrar essa sensação. Fingia que tudo estava como sempre, que nada havia mudado. Mas as noites em que eu ficava sozinha no meu apartamento, pensando naquela cena, diziam o contrário. Eu não conseguia tirá-lo da cabeça. Jonathan era a imagem constante nos meus pensamentos mais íntimos. Eu fantasiava sobre como seria estar naquela sala, naquele tapete macio, olhando para ele de baixo. Como seria ouvir sua voz exigindo meu total controle? A ideia de me submeter a ele, da maneira que aquela mulher havia feito, se tornou uma obsessão silenciosa.
Por trás da fachada de assistente executiva séria e competente, eu me tornei uma submissa em segredo. Pesquisei mais sobre o mundo b**m, explorei a fundo minhas próprias fantasias. Encontrei fóruns, li relatos, devorei qualquer conteúdo que me ajudasse a entender o que sentia. Cada vez mais, percebia que não queria qualquer tipo de submissão. Queria a dele. Eu precisava sentir o peso da autoridade de Jonathan sobre mim. E, conforme os dias passavam, aquilo que começou como um desejo reprimido foi se tornando algo impossível de ignorar.
Mas como propor isso a ele? Como cruzar essa linha sem parecer louca? O Jonathan que eu conhecia no trabalho era sério, focado, meticuloso. Ele nunca deixava transparecer qualquer indício daquele lado dominador no ambiente corporativo, exceto por aqueles raros momentos de silêncio, quando eu o pegava me observando com uma intensidade que deixava minha pele em chamas. Talvez... talvez ele soubesse. Ou, talvez, estava esperando que eu fizesse o primeiro movimento.
Foi numa noite particularmente longa no escritório que tudo aconteceu. Estávamos finalizando um projeto que parecia interminável, e a exaustão já pesava em mim. Todos os outros funcionários haviam saído, deixando apenas nós dois sob as luzes baixas da sala. O silêncio era interrompido apenas pelo som distante da cidade lá fora. Ele estava sentado em sua mesa, revisando os últimos relatórios, enquanto eu organizava os papéis ao lado.
"Você trabalha demais, Claire," ele comentou de repente, com um tom mais suave do que o habitual. Eu ri sem graça.
"Faz parte do trabalho," respondi, tentando manter a conversa leve, mas o nervosismo que vinha se acumulando dentro de mim não me deixava em paz.
"Hm," ele murmurou, sem tirar os olhos de mim. "É isso mesmo? Ou há mais alguma coisa?"
Engoli em seco. Será que ele sabia? Será que ele sentia o mesmo que eu? Cada centímetro do meu corpo estava em alerta, os pensamentos voando a mil. Não era hora de recuar. Eu precisava saber. Agora ou nunca.
Respirei fundo, deixando as palavras saírem antes que a coragem me abandonasse.
"Na verdade... Jonathan, eu preciso falar com você sobre algo."
Ele levantou uma sobrancelha, claramente interessado. "Sobre o quê?"
"Eu sei sobre você." Minha voz saiu mais baixa do que eu pretendia, mas continuei. "Eu vi... aquela noite, com sua ex. No escritório."
Houve um momento de silêncio, e eu vi a mudança sutil em sua postura. Ele inclinou-se um pouco para frente, os olhos agora fixos nos meus, avaliando cada reação.
"Você viu?" Ele perguntou, a voz baixa, mas cheia de uma intensidade que me fez estremecer.
"Sim," admiti, sem conseguir desviar o olhar. "E aquilo... mexeu comigo."
Jonathan ficou em silêncio por alguns segundos, como se estivesse processando o que eu acabara de dizer. Eu podia sentir a eletricidade no ar, uma tensão que se intensificava a cada segundo. Ele sabia exatamente do que eu estava falando, e a pergunta agora era: o que ele faria com essa informação?
Eu precisava ser clara. "Eu quero... eu quero isso também. Mas entre nós. Aqui. Só aqui." As palavras saíram antes que eu pudesse repensá-las, mas, ao mesmo tempo, eu sabia que era exatamente o que eu queria dizer.
Ele não respondeu imediatamente. Seus olhos estudavam o meu rosto, tentando ler o que estava além da minha confissão. Jonathan sempre foi um homem de controle, e agora parecia que ele estava saboreando cada segundo daquela revelação. E então, ele se levantou, caminhando lentamente ao redor da mesa até estar parado bem na minha frente.
"Você tem certeza do que está pedindo, Claire?" Sua voz era baixa e rouca, e eu senti um arrepio percorrer minha espinha. "Porque uma vez que cruzarmos essa linha, não haverá volta."
Minha garganta estava seca, mas eu sabia que essa era a hora. Eu assenti, meus olhos ainda fixos nos dele. "Eu tenho certeza."
Ele se aproximou, seu corpo a poucos centímetros do meu, e eu pude sentir o calor que emanava dele. "Então você quer se submeter a mim," ele disse, sem desviar o olhar. "Aqui, no escritório. Deixar que eu tenha controle total sobre você."
O calor subiu pelo meu rosto e minha respiração ficou mais pesada. "Sim. É isso o que eu quero."
Aquele foi o momento em que eu soube que as coisas nunca mais seriam as mesmas. Jonathan não era o tipo de homem que fazia algo pela metade. Se ele aceitasse isso, ele me levaria até os limites que eu nem sabia que tinha.
"Então nós faremos isso," ele murmurou, seus olhos brilhando com uma mistura de desejo e autoridade. "Mas faremos do meu jeito."
Senti um nó de excitação apertar meu estômago enquanto ele me observava, como se já estivesse imaginando todas as maneiras de me testar, de me fazer provar o que eu acabara de pedir. E, naquele momento, eu soube que estava pronta para ser testada.