— Louis, por que estamos aqui? - Olho em volta, sem entender. — Gelo! Você queria dançar mas sentia dor, então tive essa ideia. — Louis, é lindo... Mas... — Você não gostou. — Não é isso! É que dançar no gelo agora... Vai ser difícil. Mais que difícil. Eu diria que é impossível. — Você não acredita no impossível. — Exato, comecei agora. - Debocho entre sorrisos. Louis olha ao redor, cabisbaixo: — Pensei que deslizando seria mais fácil. — Você é um amor. Mas eu não teria coragem. Como se eu fosse uma pluma, Louis me levanta do chão. Vejo que meus pés ficam acima dos seus. — Me culpo por não conseguir curá-la. - Ele respira fundo. — Fora as horas viajando de carro, já que não possuo mais minhas asas. — Eu só rompi o ligamento, já fiz a cirurgia e agora vou ficar bem. —

