Tom. Sentia a grama molhada confortar minhas costas. Mesmo confuso, olho ao redor. Vejo um campo farto de flores, cujo sol iluminava com afinco. Levanto-me, pisando na grama com meus pés descalços - me pergunto como é que passei tanto tempo sem valorizar a sensação. Ando sem rumo, apreciando a vista. Porém, começo a me sentir só. O campo era vasto, mas sem vida. Depois de uma longa caminhada, me deparo com o que procurava. Paro, tentando enxergar melhor o que minha visão proporcionava. Era ela. Estava dançando, dançando só, sem música. Nunca pensei que era algo tão desnecessário ao apreciar uma vista tão bela. Seu corpo se movimentava com graciosidade, como uma nuvem ao céu. Seus cabelos se esvoaçavam lentamente, com alguns fios ainda por debaixo da coroa de margaridas. — Bom dia,

