— Tom? O que houve? - Pergunto, ainda despertando de um profundo sono. — Eu vou embora. — Vai embora? - Levanto-me. Era evidente que eu estava confusa, perdida, sentindo-me enganada. — Está tentado fazer com que eu te odeie? Porque não vai conseguir. - Abraço-o por trás. — É algo comigo? Fiz-te algo? — Você é simplesmente perfeita. Esse é o fato. — Perdão? Acho que não entendi. - Sorrio cinicamente. — Não quero corromper você. — Me corromper? Endoidou? - Levo meu cabelo para trás com rigidez, sentando-me na cama. — Pensei que era eu quem fugia de tudo. - Solto uma risada nasal. — Se quer fugir, Tom, fuja. Mas fuga é só um conceito de ilusão. - Me levanto, indo até ele. — Eu vou estar aqui. - Toco em sua testa. — E aqui. - Aponto para seu coração. Saio do quarto, me sentindo imensame

