Na mesa de trabalho, na sala do hotel, muitos objetos estavam dispostos lado a lado. Entre eles, um conjunto de brihantes composto de um colar e um par de brincos.
_ É o meu agradecimento pela noite de ontem _ entregou a caixa para mim.
Eu olhei para as joias pensativa _ Eu deveria te agradecer também. A minha primeira vez jamais seria tão perfeita sem você.
_ Ainda assim, sou o único que tem pelo que agradecer, Alana. Eu não te dei nada que não daria a qualquer outra.
Entendi que, na cama, ele era assim com todas. Mais um motivo para tantas mulheres correrem atrás dele. Nunca o vi sair com a mesma mulher mais de uma vez. Só comigo. Será que foi porque eu era virgem?
_ Obrigada.
O meu entusiasmo, de repente se foi.
_ Você não pode ficar assim por causa de um presente. Deveria ficar feliz.
_ Eu sei. Me desculpa.
Fui guardar o colar no cofre do quarto e me despi, indo para o chuveiro. Sentia que o perdi quando me igualei as outras diante dele. Agora, eu sou só mais uma. Sei que ele disse que estava muito interessado, apaixonado, tudo aquilo e o que acompanhou estes momentos, sei que foi real enquanto eu fui um sonho. Agora, já não mais.
_ Alana, eu posso entrar?
_ Não _ quando ouvi minha voz, notei que eu chorava e ele também.
Como o esperado, ele correu a porta do box e me encarou com o olhar verde, preocupado. Duvidei que outra mulher pudesse receber esse olhar com tanta frequência quanto eu. Quis crer que era minha exclusividade.
Estendeu a mão e me puxou para o seu abraço, vestido como estava. Não se importou com sua roupa encharcada. Não me deu escolha além de ceder o meu corpo magro e fraco ao seu abraço e poder.
_ Pode me dizer o que acontece com você? Por favor, me diz?
_ Sou só mais uma agora. Você fica me dando presentes pelo que passou, porque não sabe se me quer no seu futuro.
_ Para de pensar e respira. _ repetiu o que me disse no shopping. _ De novo, você está falando sobre o que não sabe, e está mentindo para si mesma.
_ Você acabou de me dizer que me trata como trata qualquer outra.
_ Foi só um jeito de dizer. Significa que eu não te dei algo que se compare a dádiva de ter sido o seu primeiro homem. Entendeu?
Afirmei, e de alguma maneira, ele entendeu mesmo assim.
_ Alana, quando você começar a pensar coisas que você não sabe, sobre mim, pode me fazer um favor?
_ O que?
_ Pare de pensar, respire e olhe para mim. Olhe para o que você sabe de mim. Pode fazer isso?
_ Sim.
Ele se afastou de mim e me olhou nos olhos. _ Faz agora. Diga em voz alta quem eu sou.
_ Você é amável, amigo, protetor, generoso. Se preocupa comigo, me quer perto, cuida de mim.
_ Você já me viu agir assim com outra mulher?
_ Não.
_ A verdade sobre mim combina com o que você disse antes?
_ Não. Desculpa.
Me puxou de volta para o seu abraço e me manteve ali um pouco. O seu coração batia como louco.
_ Tenho medo de te perder por nada _ explicou.
Afastei-me um pouco e abria sua camisa e calça. Ele entendeu e se despiu, entrando comigo no chuveiro.
Eu sou o seu sonho mais precioso
Escolheu vestido muito ousado e colocou sobre a cama.
_ Vamos sair?
_ Sim. Para uma reunião perigosa, como aquela em qual eu não te levei antes. Não vai demorar. Nunca fico muito nestes lugares.
_ Por que não fica?
_ Não curto nada do que tem lá.
_ Drogas, armas e palavrões?
_ De armas eu gosto.
Chegamos em um bar muito cheio de pessoas variadas.Tudo parecia muito misto, os idiomas falados, a postura de cada um. Cada um ostentando o poder que possuía.
O Scots seguiu para uma das mesas com um banco estofado ao redor, sentamos lado a lado. O garçom o serviu uma bebida, que deveria ser a sua escolha de sempre, e o Scots lhe disse qual bebida ele deveria trazer para mim.
Logo dois grupos sentaram conosco. A linguagem das ruas era, sem dúvidas, a mais complicada para mim. Levantei da mesa e caminhei um pouco, até o balcão. Pedi uma bebida e observei a dança da striper sobre o palco. Um cara se aproximou de mim, acho que ele queria conversar.
Antes que ele abrisse a boca um braço forte me envolveu prendendo os meus braços contra o meu corpo, pelo modo como me segurou. Aquele perfume era inconfundível, não precisei olhar para saber quem era. O cara mudou o semblante e ficou pálido como papel ofício.
_ Eu não sabia. Perdão _ sua voz saiu trêmula, o cara tremia. O homem se afastou quase correndo para fora do bar. Foi embora.
_ O que foi isso?!
Olhei para o rosto inexpressivo do Scott, ou meu Thomas.
_ Você quer provocar uma morte aqui?
Neguei assustada.
_ Fique perto de mim _ seu olhar estava gelado sobre o meu.
Voltei para o seu lado e não saí mais.
_ Não entendi o que foi aquilo no bar.
_ O que você não entendeu?
_ Por que você agiu como se eu fosse sua posse?
_ Porque você é.
_ Eu sou um ser humano.
_ Não existe isso. Direitos humanos é um jeito de manipular a massa e fazer com que pense que é livre. Feminismo é um jeito de fazer as mulheres trabalhar mesmo que recebam menos. A mão que governa o país onde você mora tem a posse sobre você. Ninguém é humano, só existe moeda de barganha.
_ Obrigada por esclarecer, mas não é disso que estamos falando.
_ Não conheço outro termo para tratar disso. Eu vejo o mundo como ele é. E no meu mundo você é minha desde o momento em que te quis para mim.
_ Você só me manipulou.
_ Sem atrito e nem resistência da sua parte.
_ Bem, estamos tendo um atrito.
Analisou o meu rosto e postura por um instante _ Não estamos, não. Contra fatos não há argumentos.
_ Eu vou embora _ falei por pura raiva, eu não queria ir.
_ Nunca vou deixá-la ir. Alana, você não quer isso. E mesmo que você quisesse, travariamos uma guerra. Eu venço, não tenha dúvidas disso.
_ Seu babaca!!!
Saí do quarto batendo a porta e corri para o elevador parado no andar. Nem sabia para onde estava indo.
Haviam salas no hotel. Tinha uma piscina coberta e um bar com jogos, sinuca, dardos, essas coisas. Sentei no balcão do bar e pedi uma tequila. Não sabia o nome de muitas bebidas e gostei desta.
Repassei na mente, tudo sobre o bar onde fomos mais cedo.
Um lugar para impor sua vontade. Se mostrar superior, machão, o fodão. Acho que ter um cara perto da sua mulher, enquanto você está longe não era aceitável. Mesmo que essa mulher fosse uma das prostitutas a disposição no local, ela era sua. Esse foi o mundo do Scott que eu visitei. Acho que estou errada desta vez.
É tão complicado entender que sua face muda de acordo com o lugar onde ele está. É difícil me adequar ao seu lado bad boy.
Ele parece ser todo r**m.
Avistei o Thomas entrar na sala de jogos, olhava para o celular. Levantou o olhar me procurando, me viu e caminhou até mim.
Mostrou no visor do celular sinal do meu chip com o meu nome, depois guardou o aparelho e sentou no banco ao meu lado. Pediu uma bebida.
_ Eu tenho medo de te perder pelo que você pensa de mim, que pode ser mentira. Mas não pelo que você me diz. Você está certa. É babaca que um homem ostente a sua parceira como uma posse, mas nossas mulheres podem fazer o mesmo e isso nos orgulha. As coisas são assim, mas nós não precisamos brigar por isso.
_ Sou sua posse fora do mundo do Escocês?
_ Você é quem escolhe isso. Como eu disse, você nunca se opôs. Acho que eu sou sua posse antes de qualquer coisa.
_ Mataria aquele homem só por ele falar comigo?
_ Lembra da diferença entre homem e inimigo?
_ Não faz sentido.
_ É um mundo cão. Não fui eu quem estabeleceu as regras, mas tenho que seguir ou perco o respeito e a vida. Porque quem não é respeitado morre pela mão de qualquer um.
_ Eu sinto muito. _ percebi a gravidade da situação. _ Nem Imaginei que fosse assim.
Sorriu _ Achou que estivesse sendo grosso e babaca a toa?
_ Eu já devia saber que você não faria isso.
Segurou a minha nuca e beijou a minha boca, mordendo o meu lábio inferior antes de se afastar. Bebeu do seu copo, olhou ao redor e parou nas mesas de sinuca.
_ Você sabe jogar?
_ Não é difícil. É só colocar as bolas nos buracos, usando o seu taco.
Gargalhou _ Basicamente isso. _ levantou _ Vem, vamos jogar.
Fui com ele que me entregou um taco e foi iniciando o jogo, enquanto me falava das regras.
Jogamos duas rodadas e deixamos a terceira pelo meio.
Entramos na sala do quarto de hotel. Thomas me segurou pelo pescoço contra a porta, me imobilizou. Não apertava, apenas me observou, enquanto eu tentei me livrar e depois fiquei em suspense, rendida. Havia visto isso no jogo entre aquele casal, no restaurante. Em seu olhar verde vi calma quando aproximou os seus lábios dos meus e me beijou devagar.
Deixei que ele explorasse a minha boca como desejou. Foi de vagar, se afastou um pouco subindo a sua outra grande mão firme, por entre as minhas pernas, se fazendo sentir lentamente por entre as minhas coxas. Subiu até tocar com os dedos os pontos certos para me tirar um gemido que ofeguei.
Voltou a me beijar, com ferocidade agora. Seus dedos passeavam suave e certeiros por cima do tecido de seda da calcinha. Não demorou até meu prazer me levar aos gemidos que morriam na sua boca. Gozei, mas ele continuou e o meu corpo começou a tremer estremecendo no mesmo orgasmo.
Achei que estava sendo torturada, pois sentia o incomodo do desejo ansioso pelo ápice, apesar de já estar gozando. Mas surpreendente, foi outro orgasmo sobrepor o primeiro mais intenso. Comecei a rir durante o segundo orgasmo.
Thomas afastou os lábios dos meus, observou o meu descontrole total, e o meu riso. Quando fico nervosa eu riu sem parar. O modo como começou a mover os dedos, ficou mais gostoso, eu voltei a gemer de prazer. A minha respiração ficou profunda e descompassada com leves ofegar. Parou quando o meu corpo tremeu, soltou o meu pescoço. Nos entreolhamos, e eu pedi abrigo entre os seus braços, que me envolveram carinhosos e acolhedores.
Beijou os meus lábios, e me elevou em seu abraço, pelo bumbum. Pegou algo sobre a mesa de trabalho. Algo peludinho, com cor lilás.
_ Você já levou palmadas, alguma vez, Alana?
_ Não.
_ Gostaria de levar?
_ Não.
Gargalhou sentando na cama comigo em seu colo. Moveu o meu cabelo de cima de um ombro e beijou o meu pescoço, roçou os dentes e lambeu me fazendo cócegas _ Quero bater no seu bumbum, deixa?
_ Não sei porque eu deveria levar palmadas _ minha voz era baixa, eu queria fazer a sua vontade.
_ Se você quer mesmo um motivo, eu de dou três.
_ Hum?
_ Primeiro, a nossa briga de agora a pouco junto com a sua conduta na minha reunião.
_ Eu não sabia.
_ Mas agora que sabe, entende que é válido?
Afirmei desconfiada.
_ Segundo, você pensando coisas sobre mim, que foram injustas ontem.
_ Eu pedi desculpas.
_ Não muda nada. Agora vamos a maior de todas as catástrofes. Você saiu da empresa sozinha, para atender a uma chamada falsa e foi sequestrada, indo parar na Rússia. Estou com minha mão coçando desde que soube que você era hóspede do meu pai.
_ Sua mão coça para me punir? _ fiquei magoada com isso.
Achou graça da expressão no meu rosto _ Não, de fato. Sou muito bonzinho com você. Eu só queria te sentir assim. Posso?
Olhei nos seus olhos verdes tão pertinho, com ele me pedindo para me sentir, ainda que com palmadas.
_ Pode ser gentil? Eu gosto de sentar.
Sorriu _ Eu te compro uma almofada de plumas _ brincou.
Franzi o cenho e curvei o lábio brava.
Suspirou _ Linda, Alana. _ levantou da cama e me pôs sobre os meus pés. _ Tira a sua roupa.
Obedeci, me despindo diante dele. Esperei as suas ordens.
_ Sobe na cama, de quatro.
Obedeci.
Ele retirou os saltos altos dos meus pés, se inclinou e lambeu o meu sexo, de baixo para cima.
Sua língua começou a brincar, beijar e lamber alí. Continuou me arrancado suspiros e orgasmos.
Meu corpo ofegante ainda tremia do prazer que acabei de sentir, quando o Dream me mostrou uma caixinha com a coisa lilás que pegou antes. Era um pompom?
Abriu a caixinha e me mostrou o plugue anal com um pompom igual a um r**o de coelho.
_ Você quer pôr isso em mim?
_ Acho que você quer que eu ponha. Por isso, esse é o meu segundo presente pela noite de ontem.
_ Isso parece meio...
_ Eu sei. É o que torna divertido.
_ Hum, divertido é bom.
Sorriu _ Vou lavar.
Sumiu para dentro do banheiro, não demorou, e já atravessava o arco da porta, de volta para mim, ainda de quatro.
_ Diz uma palavra da qual você gosta, ou que acha bonita.
_ Maybe. Quizás.
Gargalhou _ Por que garotas adoram um talvez?
_ É interessante pensar e imaginar o que poderia ter sido e não foi.
_ Tem outra palavra?
_ Sete.
_ Serve. É assim que funciona. Nem sempre vou te pedir permissão para fazer coisas, isso tiraria toda graça. Mas você pode me fazer parar dizendo a sua palavra chave que é...?
_ Sete.
_ Muito bem. Tem alguma pergunta?
_ Me beija?
Se inclinou e beijou os meus lábios entrando com a língua em minha boca. A sua respiração era profunda e irregular, ele estava e******o, muito e******o. Quando me olhou de perto, notei a íris dilatada. Gostei de notar os sinais do seu interesse por mim, pela primeira vez nestes seis meses. Não havia prestado atenção antes.
Ficou em pé atrás de mim e senti o líquido oleoso, outro cheiro. Olhei vendo que desta vez não era o lubrificante hot. Suas mãos subiram pelas polpas da minha b***a e apertando um pouco, os polegares na minha v****a em sobe e desce algumas vezes. Parou e se inclinou. Lambeu um lado volumoso do meu bumbum e mordeu arranhando com os dentes.
Massageou entre as minhas nádegas e concentrou os movimentos sobre o orifício anal. Colocou o plugue de vagar. Não senti dor alguma.
Abriu suas calças e me penetrou na v****a um pouco em vai e vem, foi penetrando aos poucos, até estar todo em mim.
Deu um tapa no meu bumbum quando eu gemi prazer. O susto foi seguido de outro gemido, em um prazer mais forte.
Começou a ir mais forte... E mais fundo...
Meu corpo cederia se suas mãos não segurassem firme a minha cintura.
É para isso que serve a cintura!!! Que descoberta deliciosa!
O plugue me deixava quente em luxúria. Como explicar? Acho que a palavra certa é faminta.
Sei lá. Ele tava alí quietinho, mas estava alí. Eu sabia, sentia e gostava.
Me sentia suja, pecadora, p**a.
Uma mão saíu da minha cintura e segurou o cabelo na minha nuca. Deixei que me fizesse levantar a cabeça. O modo como me intimava a seguir a sua vontade me dava uma sensação gostosa de pertencimento, eu era sua fêmea. O prazer veio mais forte durante o orgasmo.
Quando moveu a mão do meu cabelo, ele puxou o rabinho de coelho pelo o pompom em vai e vem enquanto me fodia. O meu corpo respondia louco de prazer. Sentia um descontrole total.
Fiquei envergonhada, corada, minha voz tremia durante o orgasmo. O meu corpo estremecia. Eu adorava.
_ Dream _ gritei o seu nome entre os gemidos.
Suas mãos subiram pelo meu corpo, deslizando e acariciaram os meus s***s e tendo apalpado, apertou e respirou alto em minha nuca, exalando t***o, beijou várias vezes, sem parar os movimentos dentro de mim.
Empurrou levemente no meio das minhas costas até minha cabeça deitar na cama. Minha b***a estava lá no alto, eu era fodida sem trégua.
Meu Deus, quanto vigor!!
O ruivo nem suava. Eu por outro lado me derretia toda, de todas as maneiras possíveis e imagináveis, de corpo, alma e coração. Estava exausta. Mas a postura em que eu estava agora não exigia nada de mim. Apenas meus gemidos roucos, falhos e inevitáveis.
Mãos grandes batiam no meu bumbum enquanto ele se movia ao seu bel prazer para dentro... fora... dentro...
Mais forte... Fundo... Incansável...
Sentia um novo prazer evoluindo para o êxtase. Era forte e o Dream também sentia.
Ele aumentou as investidas... Abri a boca sentindo que ele me rasgava com a mudança abrupta, mais forte e rápido. Foi indo constante e eu comecei a gozar intensamente. A minha mente ficou em branco. Tudo o que existia era o Dream e o que ele me fazia sentir. Meu orgasmo era exigido, quase arrancado...
Sou toda sua. Leva-me de mim.
Agarrei os lençóis nas mãos, com força... Senti que explodiria de prazer.
Parecia que eu havia me desmanchado naquele orgasmo... Não sobrou mais nada em mim.
O maravilhoso corpo do lindo ruivo de olhos muito verdes estremeceu, e eu soube que ele me acompanhou neste ápice.
Beijou a pele sensível do meu bumbum vermelho e gemi ao notar o leve ardor, ao mesmo tempo em que puxou o plugue de vagar, tirando.
Fez o meu corpo deitar de lado e despiu-se, me observando. A minha exaustão o orgulhava. Notei no olhar verde que se deliciava sem nem piscar, o ruivo tinha um sorriso se insinuando nos cantos dos lábios.
Eu não tinha forças, mas foi tão bom!! Estou nas nuvens ainda.
Deitou ao meu lado e beijou os meus lábios com uma doçura que me arrancou mais um suspiro.
Acordei sentindo os seus lábios no meu pescoço e a sua ereção apertava o meu bumbum.
_ Bom dia _ sua voz rouca, excitada disse.
Pelo seu hálito de menta, notei que ele já havia levantado e escovou os dentes. Olhei para ele, por cima do meu ombro e vi o seu cabelo molhado e senti o cheiro do seu perfume.
Meu Deus! Eu nem tomei banho antes de dormir.
Tentei levantar da cama, mas ele me prendeu como se antecipasse os meus movimentos. Lamentei.
Ele passou a ponta do nariz por dentro dos cabelos na minha nuca e beijou suavemente.
_ Sei onde isso vai dar. Preciso tomar um banho antes.
_ Adoro o perfume do seu corpo... dos seus cabelos. Você tem uma fragrância gostosa que não se encontra em nenhum frasco de perfume. Nem mesmo no perfume que leva o seu nome.
Aquilo foi tão bonito e romântico que eu me rendi a sua vontade com um sorriso.
Sua boca beijava o meu pescoço. Seus braços me envolveram. Sua mão entre mim e a cama, foi para meu sexo e me masturbava. A outra mão conduziu o seu m****o para minha a******a na v****a, e subiu para o meu seio. A respiração do Dream era o som mais gostoso e excitante do mundo. Logo ele estava totalmente dentro de mim, e o meu corpo se desmanchava em prazer, orgasmos e gemidos ofegantes, só para ele.
Depois que ele gozou me fazendo ir junto, fomos para o chuveiro, onde continuamos o que começamos na cama.
O último dia que passamos viajando, ficamos no hotel, namoramos o dia todo. Brincamos, nadando na piscina entre beijos, carinhos, sorrisos e elogios. Foi a mesma coisa durante o dia todo. O sexo foi bem natural espontâneo, antes de dormir e dormimos abraçados.
Na manhã seguinte, viajamos juntos, como se ele não tivesse o próprio jatinho, pegamos um assento no avião. Nenhum segurança em lugar algum.
Chegamos ao aeroporto e no caminho para pegar um táxi, com nossa pouca bagagem. Ouvi sua voz divertida começar uma piada. Eu sabia que era uma piada, porque eu o conhecia muito bem. Não o conhecia em todas as ocasiões, mas nos momentos que passavamos juntos, íntimos, eu o sabia muito bem.
Mas ele pausou a fala, e olhou para o lado como que vendo alguém, virou de frente para a avenida, de costas para mim. Tampou a minha visão totalmente. Eu não sabia quem ele viu e tentei olhar pela lateral do seu grande corpo formando uma parede a minha frente. Me protegendo.
Foi muito rápido. Uma mancha de sangue evoluiu de um pontinho para uma enorme mancha de sangue sobre a sua camisa branca, na altura do coração.
Sangue!? Meu Deus, não!!!
O corpo imenso veio caindo por cima de mim, que apesar de pequena, tinha os braços abertos segurando as laterais do seu corpo, esperando no fundo da minha alma conseguir amenizar a sua queda para ele não se machucar.
Não se machucar?? Acorda, Alana!!! Ele foi baleado no peito, provavelmente já está morto.
Comecei a chorar. E o seu corpo cedia para mim. Tudo acontecia lento, parecia que só eu me movia. Um homem que estava conosco no vôo o pegou por baixo dos braços.
Uma salva de tiros me fez olhar para onde o Dream olhava antes. Um homem foi atingido nos braços e nas pernas. Ele tinha uma arma na mão. A arma que baleou o Thomas. A sua arma caiu e depois, ele caiu. Olhei para o alto ao redor vendo muitos homens armados. Alguns usavam social, outros esporte, jeans, roupa casual, carrinho de bebê. Percebi neste momento que nós nunca estivemos sem seguranças. Eles só estavam disfarçados.
_ Manda a unidade hospitalar para cá, agora. O Dream foi gravemente baleado.
Ele estava no vôo conosco, mas também era um segurança?
_ Polícia militar _ mostrou o distintivo para mim.
Eu não me importava. Minhas mãos estavam sobre o rosto desacordado do ruivo muito branco que e agora parecia transparente. Ele deitado no chão como morto.
Tão jovem! Muito jovem para morrer tão fácil.
A ambulância chegou e nós entramos. Com o Thomas numa maca. Outra ambulância pegava o atirador caído.
_ Ele vai ser interrogado pela CIA _ o militar me informou quando seguiu o meu olhar.
_ Quero que ele morra _ respondi, sentei e a ambulância seguiu.
Chegamos no melhor hospital da cidade, famoso por atender pessoas famosas. Ele foi direto para a cirurgia, uma equipe estava aguardando.
Já era noite e eu não sabia de nada sobre ele.
Na tevê da sala de espera passava a notícia do acontecido. Rolou uma dramatização do momento. Repórteres estavam acampados do lado de fora do hospital.
O Douglas já deve saber.
Meu estômago roncou, e só então, percebi que não comi nada desde aquilo. Ignorei o barulho. Foi quando um cara de branco passou no corredor e eu avancei sobre o braço dele parando-o.
_ Por favor, como Thomas Dream está?
O homem respirou fundo pensando _ A bala tá alojada.
Continuei olhando e segurando, sem entender se isso era r**m ou se tinha solução.
_ Ele está vivo e estável através dos aparelhos. Se não der para recuperar o coração... Bem, estamos fazendo o melhor possível.
_ Faça o impossível, por favor? _ chorei sem sentir.
_ Há sempre um milagre para quem crer. _ me confortou com a mão sobre a minha, que o segurava. Deixei ele ir.
Esperei, cansei, adormeci.
Uma mão gentil afastou o meu corpo todo torto do apoio da cadeira, e me apoiou no seu abraço. Abri os olhos brevemente e indentifiquei a Thais. Estava triste. Acariciou a minha cabeça e beijou, deitando a lateral do rosto. Demorei para acordar, dentro do seu abraço gostoso.
_ Aqui está _ ouvi em russo e acordei. Era o Douglas com um copo de café bem grande.
_ Tem açúcar e leite? _ russo de novo.
_ Da _ isso foi um sim dito pelo Douglas.
_ Alana, bebe isso _ a Thaís me ofereceu.
Peguei e obedeci. O meu estômago doeu.
_ Como ele está? _ perguntei para a Thaís.
_ Na mesma. O coração tá muito estragado.
_ E o assassino?
_ Não levou a nada. Ele estava sozinho. Foi vingança por causa da morte do irmão. Ele disse que o Tom matou alguém com a própria arma. Acho improvável.
_ O que você está querendo dizer?
_ O Tom só mata inimigos que lhe fizeram m*l. Ele não sai por aí atirando em irmãos dos outros. Foi um engano.
Um dos médicos veio até nós _ O estado é muito grave. Nós podemos tentar um transplante de emergência. Acabou de chegar um coração compatível, mas preciso da autorização da família.
_ Faz logo! _ falamos, eu e a Thais, em uníssono.
O pai do Thomas coçou a testa, nervoso e suspirou. Não disse nada.
Era por volta da meia noite, quando o médico disse que ele passaria a noite na UTI para observação, e que nós poderíamos vê-lo pela manhã.
O médico veio até nós.
_ Ele perguntou sobre a Alana Passion. Está muito preocupado. A pressão cardíaca se elevou _ estava irritado _ Preciso que ela vá ao quarto imediatamente.
_ Sou eu.
_ Ah! Graças a Deus! _ me pegou pela mão, andando apressado até entrar no quarto, foi só quando me soltou.
Avistei o ruivo com um ar preocupado quando me viu. Caminhei até ele que estendeu uma mão sobre o meu ombro.
_ Você está machucada? _ falou baixo.
_ Não. Você me protegeu _ sorri triste _ Como você se sente?
_ Como um peixe estripado _ brincou _ Mas vaso r**m não quebra. Fico bom rápido.
A enfermeira começou a tirar a sua pressão, e o médico me conduziu para fora novamente.
_ O que vocês estão fazendo? _ cobrou autoritário.
_ Ela volta já já _ o médico disse _ Preciso te examinar, Sr Dream.
Voltei a esperar para visitá-lo, junto com a sua família.
_ Como ele está? _ o Douglas quis saber.
_ Parece com alguém que quase morreu, Sr Tomerass _ soei triste.
_ Douglas, Alana. Me chama de Douglas.
Assenti e ele me abraçou, creio que ele achou que eu fosse chorar.
Entramos os três no quarto.
_ Olha só a cara dos culpados _ o olhar do Thomas passava da Thaís para o Douglas _ Quem foi o responsável pelo quase transplante?
O Douglas fez silêncio e a Thaís assumiu _ Fui eu. A Alana precisa de você, maninho. Você não tem mais o direito de escolha sobre sua morte ou vida.
Havia uma regra do Dream, contra transplante, que a sua família transgrediu.
_ Obrigada _ o Thomas ficou feliz por não seguirem a sua vontade _ É bom estar vivo ainda _ estendeu a mão para mim e eu fui abraçada quando me aproximei _ Eu não posso deixar você sozinha, não é? _ disse para mim.
_ Não mesmo. Nunca mais faça isso. Quem é que abre o peito para um tiro?
_ Alguém que tem algo importante que não pode perder.
_ Como você pode me proteger se estiver morto?
_ Se você continuar viva, vale a pena eu morrer.
_ Não diga isso! _ fiquei brava.
_ Não faz isso comigo _ sorriu _ Não aguento te ver tão linda e não poder fazer nada.
A Thaís gargalhou alto e o pai a seguiu.
_ Mas não houve transplante?
Toda conversa era em russo para não excluir o Douglas que não sabia português.
_ Conseguiram recuperar o meu coração. O médico disse que pareceu um milagre. Em um momento nada poderia ser feito e no outro estava tudo bem.
As conversas foram leves. Ninguém falou sobre o atirador. O Douglas queria ler o prontuário, por isso eu traduzi para eles em voz alta.
_ Eu não posso seguir o que tem aí _ o ruivo protestou _ Tenho meus negócios para cuidar.
_ Não tem não, garoto _ Douglas repreendeu _ Eu cuido dos seus negócios nas ruas.
_ Posso cuidar da Dreams _ sugeri _ Sei tudo sobre a empresa.
_ Eu cuido da empresa secreta _ a Thaís sorriu curtindo a idéia.
_ E eu faço o que? _ o Dream ficou bravo. Ele sabia que nós dávamos conta, e não se opôs.
_ Você sara bem rápido, como me disse, agora a pouco, que faria _ respondi.
Foi assim que a casa do Dream ficou menos vazia, com a sua família e eu presentes em sua vida, no dia a dia.