Recomeços

4206 Palavras
* ALINA Depois da morte da minha avó eu não me sentia mais a mesma, nos meus 280 anos de vida eu nunca imaginei que poderia perdê-la de uma forma tão c***l e sádica. Em meus sonhos a imagem do que Drácula fez com ela aparecia todas as noites embora eu não dormisse, o costume de fechar os olhos à noite e de imaginar possibilidades e mundos afora reinavam em minha vida mas agora depois do que houve não são mais sonhos bonitos os que vejo, são apenas pesadelos horríveis e lembranças que eu queria mais que sumissem. A maldita raça do meu avô Drácula ainda está por aí afora, meu tio Roxanne com certeza não vai se conformar com o fato do meu pai está reinando ainda em Valença ele tentará fazer alguma coisa contra nós eu sinto isso, e quanto à Isabella e ao amor que jurava sentir por mim onde será que ela anda porque não nos avisou das intenções de seu pai? Será que eu poderia cobrá-la? O que eu faria em seu lugar se o meu pai fosse um monstro sem coração e tentar se destruir a parte da família da qual não mais gostava? Ficaria eu entre o amor do meu pai e o amor de uma prima que sempre rejeitou as minhas intenções de amor? Não sei mais o que pensar, não sei mais o que fazer, não sei mais aonde ir. Meu pai está trancado em seu quarto exilado desde a noite em que Drácula matou minha avó mais que eu tente convencer ela sair o que eu posso fazer se eu também estou aqui trancado em minha própria dor? Mamãe não sabe sequer por onde começar a ajudar, meus irmãos estão em uma revolta pior do que a que já os acompanhava. Querem guerra, querem ir atrás do meu tio, atrás dos que restaram de Drácula e acabar com todos querem vingar a morte de cada humano de cada um de nossos amigos e de nossa vó. Se um dia alguém achou que vampiros não sentiam, não sofriam se enganou completamente, a dor que sentimos é ampliada 1000000 de vezes, não tenho como descrever o que sinto o que quero fazer me agarro apenas um pingo de humanidade e na Esperança que tenho de refazer nossa cidade novamente. E é por aí que eu resolvo começar. Desperta o meu pai de seu estado subjacente ele digo que nós temos que dar um jeito na destruição que Drácula e Roxanne deixaram para trás, o que os humanos vão achar depois de verem tudo o que aconteceu? Que informações podemos dar para que acreditem que aquilo não passou de uma guerra entre gangues entre facções rivais? Toda a carne ficina que Drácula deixou para trás está marcada na cidade de Valença, o que dizer para cada um de seus cidadãos sem despertar neles o fato de que suas lendas são reais de fato. __Papai por favor papai fazem dois anos desde o que aconteceu sei que para nós o tempo passa diferente do que para os humanos e sei que por mais que o tempo passe 2000 anos quem sabe nossa dor não vai passar. Mas a cidade está um caos vinícola saqueadores vêm de todas as partes e fazem m*l ao nosso povo, alguns de nossos clientes têm se mobilizado e feito o que podem, Mas precisam do rei precisam do seu líder. Você acha que minha avó ia querer ver a cidade que ela tanto lutou para erguer para livrar das garras do m*l assim abandonada as ruínas papai? __ Abre as portas do castelo minha filha você tem razão, não podemos deixar que o intento de Drácula se concretize se o que ele queria era destruir a nós, destruir o que nós construímos o que sua vó construiu não vamos permitir, em memória ela vamos erguer das cinzas novamente Valença me mostrar a Drácula ou ao que restou dele a Roxanne a quem quer que for que nossa cidade é forte que nosso povo é forte que nada nunca mais irá nos abalar. Feliz por ter conseguido enfim tirar meu pai do estado em que se encontrava, começa a redesenhar estratégias para proteger nossa cidade daqueles que vem Furtar do nosso povo. Chamo os líderes familiares de cada fragmento de nosso Clã e os informo que vamos começar a reconstruir nossa cidade nossa união precisa estar mais forte do que nunca a partir de agora Estaremos preparadas para qualquer ataque que aconteça seja ele humano vir seja ele sobrenatural seja ele de onde vier estaremos prontos e não deixaremos mais que Nenhum de Nós soframos as consequências de uma guerra c***l e sem sentido. __Então minha filha sei que também está sofrendo mas eu estive mais isolada do que você o que sabe sobre seu tio aquele traidor? __ A verdade é que eu soube apenas que ele pegou muitos dos seguidores de Drácula que restaram e alguns dos dele próprio e fugiu para as montanhas, mas eu receio meu pai que ele não vai ficar quieto por muito tempo. __ Eu deveria tê-lo matado quando tive a chance, mas o amor que sente por aquele vou fazer isso mas agora se eu ouvir pela minha pode ter certeza destroçarei com minhas próprias mãos. A raiva do meu pai por meu tio era nítida agora nunca vi tamanha fúria em seu olhar, talvez perder a mãe tenha tornado em outra coisa, ainda é meu pai ali eu sei que é, a misericórdia e a bondade ainda impera dentro dele mais integrado a isso também está o ódio, o ódio pelo que lhe tiraram, pela traição de seu próprio irmão. E eu podia culpá-lo? É claro que não, eu mesmo estava sentindo uma fúria tamanha que nunca imaginei sentir em toda minha vida, sim em algum momento eu quis fugir das minhas obrigações agora eu já não quero mais tudo que eu quero é caçar e aniquilar toda e qualquer ameaça ao nosso Clã e aos humanos que nos acolheram com tanta afeição e bondade. Aos poucos fomos reconstruindo cada parte destruída que ainda restava seguida em Valença, campeão da segurança e construímos uma imensa muralha em redor de toda a cidade, quem quer que fosse que quisesse entrar teria que passar por uma rigorosa segurança e inspeção. Eu não deixaria que qualquer um entrasse novamente em nossa cidade, até os próprios turistas tinham que passar por uma Vistoria seus passados e suas vidas seriam investigadas antes de ser permitida a entrada na cidade, Valença tornou-se um forte. Vinte anos humanos se passaram em um piscar de olhos e tudo já estava novamente em seu devido lugar, história que contamos aos humanos foi de que um antigo inimigo de nossa família se uniu à muitos homens e formou uma frente de batalha para tentar nos derrubar e tomar a cidade de nós, nada sobrenatural e nada inumano aconteceu ali. Sabemos que a maior parte deles acreditou na nossa história porém aqueles que sabiam de fato quem nós realmente éramos estavam a par do que houve e assustadas temiam por suas vidas e pelas vidas dos seus. A dor ainda estava forte em nossos corações,e ódio também. Por várias vezes me deparei sem controle prestes a sugar a vida de um humano inocente. Eu nunca tive essa sede de sangue igual aos meus irmãos é o meu pai igual aos outros sempre fui contida e controlada bebia apenas gotas de sangue humano contadas nos períodos que eram preciso que eu bebesse. Mas agora alguma coisa brotou de dentro de mim uma coisa sombria que me faz querer sangue e sangue mais sangue. Tenho tentado de todas as formas me conter mas às vezes nem eu posso me controlar. Por duas vezes amor de humanos claro que nós temos nossas táticas para contornar esse tipo de situação, usamos nosso poder persuasivo, vampiros como eu e o meu pai considerados puros de sangue conseguem controlar a mente humana com muita facilidade e induzi-los achar e fazer o que queremos. Durante esses meus incidentes eu consegui contornar a situação e fazê-los acreditar que se cortaram se feriram em algum lugar, mas eu estava com medo não por mim, não medo de me descobrirem mas medo de ferir alguém que não merecesse e nunca mais voltar a ser o mesmo, medo de ser como meu avô meu tio, passei a me isolar e me afastar dos humanos, a sede diminuiu e com o passar dos anos consegui voltar ao normal e me controlar apesar de uma outra vez algum cheiro mas atrativo me fazer querer sugar alguém nesses casos eu partia para a montanha e atacava um urso ou um veado. A presença maligna deles dois rondavam a minha mente constantemente e o medo vinha, não quero ser como eles, me recuso a ser. * MARCUS Minha filha tinha razão eu estava me rendendo fácil demais, mamãe havia morrido assassinada por meu pai, mas eu não podia abandonar minha família, meu povo, graças a ela estávamos todos a salvo e bem em Valença, dar as costas para a cidade agora significava rejeitar o que ela criou. Dois longos anos se passaram sem que eu vivesse apenas existisse, mas agora chega, decido fazer algo pelo meu povo, as cidades ainda estão um caos, o fluxo de turistas caiu exponencialmente e a marginalidade aumentou, alguns vampiros de Drácula e alguns outros de Roxanne ainda assombravam a cidade, e outros tantos humanos também se aproveitavam para roubar, matar ou até mesmo fazer negócios sujos nas ruas. Juntei um grupo de meus homens mais fortes e liquidamos com aqueles vampiros que ainda restavam e que faziam das ruas seu lar, quanto aos humanos, os assustamos de tal forma que duvido que eles voltem a fazer qualquer tipo de balburdia. Dei inicio assim a reerguida de nossa cidade, em cinco anos tudo estava de novo em seus lugares, turistas atrás de aventuras na nova casa dos vampiros, o comercio a todo vapor, e eramos de novo uma cidade lucrativa, minha filha teve a ideia de fazer um parque de diversão, ao contrario dos normais de outros lugares, o nosso possuía certas particularidades, figuras de vampiros e de cenas de nossas lutas cruzavam sua paredes e brinquedos. Aquele parque era um sucesso, Alina tinha um tino para os negócios embora estivesse relutante quanto a ideia de casar e assumir seu papel como rainha. Uma imensa muralha foi erguida ao redor da cidade e qualquer pessoa que entrasse ou saísse era monitorada, os humanos se perguntavam o que houve e por que tanta precaução, lhes foi dito que a cidade foi atacada por um grupo de militaristas inimigos da família de Marcus, em pleno século vinte aquele tipo de guerra ainda era comum, vinte anos depois , as historias da batalha haviam se incorporado as outras lendas locais, embora soubessem que aquilo era real. Muitos humanos sabiam da existência do sobrenatural depois da guerra contra Drácula, viram com seus olhos coisas inexplicáveis, os outros achavam que eram loucos viciados então, não tomei atitude alguma contra eles. Estávamos preocupados com o fato de não mais nascerem crianças, meus filhos já casados há algum tempo não conseguiam se reproduzir, seria o fim da nossa raça pura ? ou Alina salvaria nossa espécie sendo ela diferente dos outros ? não tínhamos respostas e nem como prever o futuro, eu sabia apenas que minha filha não cederia fácil, tendo o gênio que tinha, não casaria obrigada apenas para salvar o clã, ou alguma coisa mudou para ela ? * * Trecho de o COMEÇO DO FIM capítulo 6 No quarto Alonso começa a despir-se, eu estou meio nua já então só observo com gula para o corpo daquele homem que caiu de paraquedas na minha vida, espero ansiosa que ele acabe, e ali estava ele, Alonso nu em toda a sua glória diante de mim, eu só queria pega-lo, sentir de novo seu gosto em minha boca, sentir ele me preencher e me tornar enfim sua mulher. Sem pensar duas vezes, caio de joelhos a sua frente, seguro o pênis dele nas mãos e o envio na boca com vontade, ele quase cai com a força da intensidade de seu desejo, seu corpo tremia a medida que eu o chupava, minha língua subia e descia, girava em torno da glande, senti que ele tentava se controlar, não queria gozar na minha boca tão rápido quanto antes, intensifiquei o ritmo, chupei-o com um pouco mais de força, e ouvi seu urro selvagem, ele segurou na parede e gozou , eu me sentia como uma deusa do sexo, nascida para isso, para satisfazer Alonso, quase gozei só de ouvi-lo, ele me puxa com certa violência para si, um olhar de desaprovação passa por seus olhos. _ Você é uma menina má. Não pude deixar de rir daquela afirmação, ele me puxa com certa urgência, como se precisasse de mim pra sobreviver, em um único gesto ele me jogou na cama e rasgou minha calcinha, fiquei um pouco assustada com aquele rompante confesso, mas logo acalmei. Ele pegou meu pé e o levou até a boca, primeiro beijando em cima do meu dedão, depois mordeu meu dedinho com carinho, o que fez meu corpo inteiro tremer, eu não sabia que uma mordida no pé faria aquilo, ele foi subindo distribuindo, beijos, lambidas e mordidas pela parte de dentro das minhas pernas, a cada toque dele meu corpo se rendia e pedia mais. Até que ele chegou lá na minha zona baixa, primeiro ele olhou admirando minha v***a, depois ele inspirou o meu cheiro com vontade e um gemido rouco saiu do fundo de sua garganta, isso me excitava tanto, ele soprou de leve bem no meu c******s, o que me fez soltar um ronronado suave como de um gato. Ele me olhou por cima de onde estava dando um sorrisinho safado, e aí eu já não via mais nada, só sentia e sentia, a boca dele no meu c******s, a língua na minha v****a, e gritei quando cheguei ao clímax do meu prazer, gritei o nome dele. Meu corpo ainda tremia quando ele subiu na cama e me olhou nos olhos surpreendido mais uma vez. _ Você é incrível. Ele me olhava espantado e encantado, sabia que eu era virgem e que nunca fiz nada disso, ao ver que eu não respondia nada ele continuou. _ Sua inocência e fome por prazer me encantam. Mas ele não estava nem um pouco satisfeito, senti seu pênis duro como pedra na minha perna. Meu momento estava chegando, eu sentia. Ele apoiou os braços ao Meu lado me olhou nos olhos e me beijou suavemente: _ Você tem certeza? Afirmei balançando a cabeça, sem desviar seu olhar, senti seu pênis tocar na entrada da minha v****a, fechei os olhos esperando a dor que pelos estudos eu sabia que haveria, mas não houve dor, só uma pressão forte um click e uma ardência que passou rapidamente, eu estava tão excitada, com tanto desejo que não senti dor, só prazer, e quando Alonso começou a meter em mim devagar e com cuidado, eu me senti no céu, era tão gostoso sentir ele dentro de mim, eu e ele nos beijamos, nos tocavamos, as vezes trocávamos olhares, e os nossos gemidos ecoavam pelo quarto, nosso suor misturado, nossos corpos unidos, eu era dele e ele meu, então no instante que eu gritei o nome dele de novo chegando ao ápice do meu prazer, tremendo como uma louca, ele também chamou meu nome e gozou. Eu não era mais uma menina, ali nos braços dele eu adormeci ouvindo seu coração acelerado voltar ao ritmo normal. Acordo confusa, não estou em minha cama, este não é o meu quarto, me deparo com um Alonso com cara de bobo me olhando, com um ar não sei dizer de que, era um misto de orgulho por ter me deflorado e de admiração, mas havia uma interrogação também em seus olhos. _ Você acordou faz tempo? _ A alguns minutos. _ Por que você não me chamou? _ E perder a oportunidade de te olhar assim? eu jamais cometeria tal sacrilégio. Ele fingiu assombro com a minha pergunta, ele é engraçado, é fácil conversar com ele, será assim com todo mundo que eu encontrar? _ Você tá terrível, o que você bebeu durante a viagem? _E você está cada vez mais linda sempre que eu te olho. Sorrio envergonhada, mas percebo que ele quer perguntar alguma coisa, mas está sem jeito. _ Você quer falar algo? _ Eu? perguntar? Ele tentou disfarçar, mas era um péssimo mentiroso, antes que ele pudesse falar, a tela liga, Pedrinho está chorando sem parar, e Peny ligou as telas para me chamar sem saber onde eu estava, levanto correndo da cama, esqueci que estou sem roupa, minha calcinha foi destruída, e minha blusa e meu robe não sei onde foram parar, pego a blusa de Alonso e a visto enquanto saio quarto a fora, sentindo algo grudento escorrer nas minhas pernas. Alonso veste um short e me segue também preocupado, nossa conversa esquecida por enquanto. No quarto corro para ver meu filho, pergunto a peny o que houve, ela me mostra os dados e imagens de seu sistema enquanto eu embalo Pedrinho, nada de errado, ela fez tudo igual a sempre, ele não tem febre, examino a barriga, o coto umbilical caiu no dia anterior e não havia sinal de inflamação, a barriga estava normal também nada que indicasse cólicas ou problemas intestinais, ele tomou mamadeira uma hora antes não era fome, o que meu filho tinha, comecei a me desesperar também, até que Alonso, se aproximou e perguntou o que podia ser, ao ouvir a voz de Alonso Pedrinho dirigiu seus olhinhos em todas as direções como se estivesse procurando, se calou um segundo, mas voltou a chorar, eu percebi e o entreguei a Alonso: _ Ele quer você, eu disse que ele sentou sua falta. Na mesma hora que Alonso o pegou e falou com ele, ele se acalmou como que por encanto, eu sorri para Alonso e disse: _ Viu. Deixei Pedrinho com ele, e fui tomar um banho quando voltei ao quarto Pedrinho dormia tranquilo nos braços de Alonso. _ Nossa como ele já me conhece? não tem como ele saber quem eu sou? tem? _ Os bebês são um mistério, mas a ciência afirma que eles sabem quem são os pais, eles sentem o calor da mãe durante toda a gestação, ouve os sons de fora, e sentem o calor e o cheiro também, é assim que reconhecem. _ Nossa mesmo, mas então ele acha que eu sou?... Alonso não conseguiu dizer a palavra , mas eu terminei por ele. _ Sim, ele acha que você é o pai dele, fora eu, você foi a única pessoa que ele conheceu, você o pegou assim que ele nasceu, ficou aqui com ele na primeira noite lembra? ele guardou seu cheiro e calor, assim como o meu. Eu não quero pressionar ele, eu nem sei se ele vai ficar aqui mesmo, então deixei ele pensar por si mesmo, pedi para ele colocar Pedrinho no berço, ele fez isso é me olhou com cautela. _ Você se ofenderia se eu o adotasse também? quer dizer, eu vou morar aqui, quero te ajudar, não sei por quanto tempo, mas eu quero ser pai dele, eu já me apeguei tanto, e o amo muito. _ Tudo bem Alonso, não pense que pelo que aconteceu entre a gente e o fato de termos juntos um bebê que nem é nosso de verdade, precisamos nos casar ou firmar compromisso. Relaxe. Alonso relaxa mesmo literalmente, será que ele tem alguém lá fora? ele me disse que vivia em uma grupo de 50 pessoas, e se ele tivesse alguém? Digo a ele que tenho algumas coisas para fazer e peço licença, ele vai para o quarto dele provavelmente tomar banho também. Quando ele sai uma nova onda de tristeza cai sobre mim, eu me apaixonei por ele, eu me dei por inteira a ele, mas eu não sei se ele sente o mesmo. Tem alguma coisa de estranha acontecendo com ele, não sei o que é Mas alguma coisa me diz que é sério, eu não posso perguntar, ainda não tenho essa a******a. Acho que Alonso está machucado, pelos filmes que vi e pelos meus estudos ele da sinais de que gosta de mim mas tem medo de se entregar, como se o coração dele não estivesse inteiro. Será que Alonso sofreu algum tipo de desilusão amorosa? ou provocou alguma? minha cabeça dava voltas tentando chegar a uma conclusão , mas eu não tinha como saber. Então desse modo seguimos, ele sabendo tudo sobre mim, porém sem acreditar em tudo, pelo menos eu achava isso, e eu sabendo dele apenas o que as pesquisas mostraram, que ele de fato era da resistência, que ajudava aos outros, e que era boa pessoa. Mas e quanto ao resto? o que ele gosta de fazer? que música gosta de ouvir? seu livro preferido? com quem vive fora os pais e o tio? quantos amores ele já teve? ao que me parecia muitos. Mas mesmo assim ele estava aqui do meu lado de certa forma quando salvei Pedrinho, eu sei que ele o ama tanto quanto eu, posso ver isso claramente, então porque não aceita-lo como pai dele, ele seria um bom pai, eu tinha medo de ele sumir depois de algum tempo e Pedrinho sofrer com isso, e se ele encontrasse uma mulher e tivesse seus próprios filhos? como o meu filho ficaria. Eu me forcei a parar de pensar nestas coisas, tudo é incerto neste mundo tão horrível de agora, o melhor era aproveitar cada segundo ao lado de meu filho e quem sabe tentar entender Alonso, eu sei que ele sente alguma coisa por mim, não pode ser só desejo. Depois que acalmo meus pensamentos, dou mais uma olhada em Pedrinho, ele está com quase um mês, está forte saudável, vacinado e crescendo a olhos vistos. Eu disse a Alonso que precisava resolver algumas coisas, o que era mentira, então agora preciso procurar algo para fazer, preparo Pedrinho e me dirijo ao hospital, Alonso está tomando café quando chego a cozinha, "merda, achei que ele já tinha saído". _Oi, de novo. _ Oi. Ele está diferente, será que se arrependeu da nossa noite? está frio, ainda tem uma interrogação em seu semblante. O que será que ele quer perguntar? ele quer ir embora, deve ter me achado uma chata e quer voltar para os seus. Ah não, meus planos iriam por água baixo se fosse o caso. Aquiesço, sento a mesa e tomo o meu café, Pedrinho está no carrinho ao meu lado, com seus olhinhos curiosos rondando tudo, era incrível como ele parecia tanto com Alonso, se eu não tivesse feito os testes sanguíneos dos dois, diria que ele era mesmo o pai biológico. Mas era só coincidência, a mãe dele parecia com Alonso, era morena, tinha olhos verdes, pele branca, então ele deve parecer com ela. Os olhinhos verdes dele eram vivos e curiosos, e qualquer pessoa que o visse acharia que é nosso filho mesmo. Peço licença a ele e me dirijo ao hospital, ele continua a mesa, e me segue com os olhos, me sinto m*l, aliás sinto que algo r**m está por vir. É difícil confiar em alguém em tão pouco tempo eu sei disso, mas Alonso era extremamente desconfiado, ele agia impulsivamente eu notei, será que nossa aventura no chuveiro e a entrega da minha virgindade para ele não significavam nada? Desconfio que ele esteja agindo por conveniência, fazendo coisas apenas para se afirmar confiável, mas sinto também que ele quer me amar e confiar, mas alguma coisa o impede, eu vou descobrir do que se trata, mais antes preciso arrumar o hospital, vou reorganizar algumas coisas. Fiquei grata por ele ter ficado com Pedrinho , começo a dar ordens aos robôs, juntar alguns quartos para ficarem mais amplos, faço a troca dos lençóis e os entrego para a máquina de lavar robô. O dia passa rapidamente e pouco a pouco o hospital tomou outra cara já não era um lugar frio e sem vida, estava alegre, colorido, com cortinas de cor forte, lençóis e almofadas cada uma de uma cor seguindo a ordem do arco íris. Ficou lindo, pus flores em jarros e os coloquei nas mesinhas de cabeceira. Os quartos passavam não só conforto, mas alegria também. Eu odiava aquele lugar mas agora estava lindo. Preparei a sala dos bebês com mais capricho ainda, todo parte rosa e parte azul, os bercinhos alinhados e bem arrumadinhos com lençóis enfeitados de carrinhos e bonecas. Tenho certeza que ali as pessoas se sentiriam confortáveis e tinha fé de um dia ver aquela sala cheia de bebezinhos chorões. Agora que eu tinha Pedrinho, eu também iria querer ter meus filhos próprios, ele sempre será meu filho, mas eu digo experimentar a gravidez, sentir o bebê chutar, eu poderia já estar grávida pelo que eu sei, ontem não usamos proteção, mas provavelmente não, pois Alonso foi afetado pela fumaça lá de fora.
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