Dei uma risada seca, ríspida, e finalmente me virei para encará-lo, ajeitando a Colt .45 de ouro na cintura de forma ostensiva. O ódio começou a borbulhar, substituindo a euforia. — E o que é que eu tenho a ver com isso, Ciclone? — sibilei, meus olhos dilatados fixos nos dele, perfurando a alma do sujeito. — Tu tá querendo que eu mande flores ou um pedido de desculpas? Eu já joguei um cala-boca nela que paga o "estrago" e ainda sobra pra avó comprar um caixão de luxo quando a hora chegar. Tu tá ficando mole ou o quê? O Ciclone deu um passo à frente, sem recuar, a mão perto da arma dele, o rosto rígido. — O problema não é o dinheiro, Lobo. Tu não tá entendendo a merda que tá plantando. O papo é a visão que fica pro morro — ele retrucou, a voz baixando pra um tom de alerta, mas carregada

