bc

NA MIRA DO GOLIAS

book_age18+
27
SEGUIR
1K
LER
família
colarinho azul
drama
tragédia
bxg
cruel
musculoso
like
intro-logo
Sinopse

Ninguém entra ou sai do complexo sem que ele saiba. Mas para o Golias, o dono da p***a toda, controlar o tráfico já não é mais o suficiente. Ele agora tem um alvo fixo, uma obsessão que não sai da lente do seu binóculo: Sara.Ela era a joia da comunidade, a menina que ia ser doutora, mas um acidente violento deixou Sara presa a uma cadeira de rodas e ao desprezo por si mesma. Hoje, ela é uma mulher que se esconde nas sombras, solitária e amargurada, convicta de que seu corpo é um fardo e que nenhum homem teria coragem de desejá-la. Sara se sente um lixo, uma sombra que o mundo esqueceu.O que ela não sabe é que o homem mais temido da cidade está assistindo cada passo seu.Golias é um monstro de gelo, calculista e sem um pingo de piedade no peito. Ele transformou a vida de Sara no seu reality show particular. Ele stalkeia a rotina dela, monitora suas dores e se alimenta daquela tristeza que ela exala. Ele não sente pena; ele sente fome. Ele quer o que ninguém mais quer e está disposto a passar por cima de qualquer um para ter Sara sob o seu domínio.Ele vai descer do topo para invadir o isolamento dela de forma bruta. Enquanto o morro inteiro cochicha e ri, não entendendo por que o "brabo" quer uma mulher que não pode andar, Golias vai mostrar que o seu desejo não tem limites. Ele vai lutar contra o preconceito de todos e contra a muralha de insegurança que Sara construiu, forçando-a a enxergar que, na mira dele, ela é a única que manda.Sara pensa que está protegida em sua solidão, mas ela já foi marcada. E quando o Golias decide que uma coisa é dele, o resto do mundo só tem uma opção: aceitar ou morrer.

chap-preview
Pré-visualização gratuita
PRÓLOGO
PRÓLOGO: NA MIRA DO GOLIAS PARTE 1: O ESTAÇALHAR DO CRISTAL (SARA) Fecha os olhos. Tenta puxar lá do fundo da memória, debaixo de camadas de trauma e esquecimento, a sensação térmica da liberdade. Consegues? Tenta lembrar-te do peso do teu próprio corpo quando ele não era uma âncora de carne e osso, mas sim uma asa pronta para rasgar o céu. Eu era Sara Vasconcelos. No Complexo da Muralha, o meu nome não era apenas um registro; era uma bandeira. Eu era a miúda que passava pelos becos e recebia acenos de respeito. Não era porque o meu pai comandava bocas ou porque os meus irmãos carregavam fuzis o meu pai era um operário de mãos calejadas que dizia que o nosso único ferro era a caneta. Eu era o futuro. Eu era a inteligência, o orgulho da comunidade, a "futura doutora" que ia tirar a família da lama e do cheiro de esgoto a céu aberto com o suor do estudo e a força do intelecto. Eu passava as noites em claro, sob a luz fraca de um candeeiro remendado, debruçada sobre livros de anatomia que cheiravam a papel antigo e esperança. Decorava cada osso, do fémur ao estribo; cada nervo, do ciático ao vago; cada artéria que pulsava vida. Eu estudava o corpo humano como se ele fosse um templo sagrado, sem saber que o destino, esse arquitecto sádico, ia brincar de Deus e implodir o meu próprio templo, cortando os meus nervos com uma lâmina cega e enferrujada. Naquela última noite de "vida", eu sentia-me o sol. O centro gravitacional de tudo. Lembro-me perfeitamente do toque da seda vermelha do meu vestido, um tecido que abraçava as minhas curvas como uma segunda pele, revelando as pernas que eu tanto amava. Pernas longas, firmes, esculpidas pelas subidas e descidas das ladeiras do morro. Pernas que dançavam o funk sem conhecer o cansaço, que subiam os degraus da faculdade em dois tempos, que corriam para alcançar o autocarro na Avenida Brasil e que me faziam sentir a dona absoluta do asfalto. A festa de formatura do secundário estava no auge. O "baile de gala" improvisado na quadra da associação era o nosso céu particular. O grave do sistema de som batia no meu peito como um segundo coração, uma vibração que parecia manter o mundo no lugar. Eu estava a rir, a sentir o sabor ácido da vodca com energético, o calor opressor das luzes coloridas e o suor a escorrer, lento, pelo vale das minhas costas. Eu era virgem, sim. Guardava a minha i********e como se fosse a última fronteira de pureza num mundo que tentava corromper tudo. Eu esperava por algo épico, algo tão grande quanto os meus sonhos de ser neurocirurgiã. Eu era inteira. Eu era uma promessa prestes a ser cumprida sob as estrelas daquela noite quente de Verão. Aí veio o silêncio súbito. O som não foi de música; foi o som da morte a mastigar metal. O regresso para casa, num carro cheio de risos e planos, foi interrompido por um clarão branco. Mais forte que mil holofotes de helicóptero da polícia, aquele brilho cegou-me por um milésimo de segundo que pareceu uma eternidade. Depois, o caos. O som do metal a ser torcido, o vidro temperado a explodir em biliões de pedaços que se cravaram na minha pele como diamantes malditos. O carro capotou. Uma, duas, três... perdi a conta de quantas vezes o meu mundo girou violentamente até o teto virar chão e a gravidade se tornar a minha inimiga. O cheiro de gasolina misturada com borracha queimada e o odor ferroso do sangue tornou-se o meu novo e eterno perfume. No meio do turbilhão, senti um estalo seco na base da minha coluna. Não foi uma dor comum. Foi o som de uma vida a ser partida ao meio, como um cristal finíssimo atingido por uma marreta. Um choque elétrico, uma centelha azul de agonia pura, percorreu o meu corpo da nuca aos pés e depois... o vazio. A escuridão total. Um deserto de sensações onde a luz se apagou. Quando acordei, a claridade do hospital era uma agressão física. O teto branco, os bipes incessantes das máquinas, o cheiro nauseante de éter e morte disfarçada de limpeza. Eu estava presa a tubos que me alimentavam e me faziam respirar, um fantoche de plástico e borracha. Tentava gritar, mas a minha voz estava algemada na garganta pelo tubo da traqueia. Tentava levantar-me, queria fugir daquele pesadelo, mas as minhas pernas... as minhas pernas eram agora dois troncos de carne morta, estranhos ao meu tronco. Inúteis. Pesadas como chumbo. Gélidas como o mármore de um necrotério. O diagnóstico do médico foi o meu atestado de óbito em vida: paraplegia traumática completa. T12. Ele disse aquelas palavras com uma frieza técnica, com uma distância profissional que me matou mais do que o próprio impacto do carro. Ele falou de "adaptação", de "fisioterapia", de "limitações". Para mim, ele estava a ler a sentença de uma prisão perpétua dentro de um corpo que já não me pertencia. Hoje, dois anos depois, eu sou o que sobra depois de uma demolição. Sou o resto de uma explosão que ninguém ouviu. Vivo confinada neste quarto que cheira a desinfetante de lavanda e a uma solidão tão densa que se pode cortar com uma faca. Estou no topo do morro, na casa da minha tia Zuleide, uma mulher de fibra que a vida também não poupou. A tia Zuleide é quem me carrega no colo como se eu fosse uma criança de colo, quem limpa a minha vergonha, quem me troca as fraldas geriátricas enquanto desvia o olhar para eu não ver as suas lágrimas. Eu odeio a pena dela. Odeio o olhar de "coitadinha" que os vizinhos lançam quando passo. Odeio a cadeira de rodas estacionada no canto do quarto, com os seus aros de metal frio e o seu assento de lona, como se fosse a minha cela de isolamento. Eu sinto-me um lixo. Um estorvo que drena o dinheiro e a energia de quem me rodeia. Sou uma mulher "pela metade", um rascunho de ser humano que o destino esqueceu de apagar por completo. O desejo? O amor? Quem é que vai querer tocar numa mulher que não sente o próprio corpo abaixo do umbigo? Quem é que vai desejar alguém cujas pernas são apenas decoração inútil, que se sente um erro grotesco da natureza? Eu enterrei-me viva entre quatro paredes pintadas de um azul desbotado. Só não sabia que, lá do alto, num trono de ecrãs e tecnologia militar, o monstro mais temido da Muralha tinha feito do meu sofrimento a sua única religião. PARTE 2: A SENTENÇA DE GOLIAS (GABRIEL ROCHA) Papo de visão, presta atenção porque eu não sou homem de repetir: o amor é o veneno mais letal que existe no inventário do inferno. Ele entra no sangue como uma droga de baixa qualidade, engana-te o juízo, faz-te baixar a guarda e deixa-te vulnerável. E na Muralha, meu parceiro, vulnerabilidade não é um defeito; é o passaporte para o cemitério com bilhete só de ida e vala comum. Eu cometi o erro de amar uma vez. Acreditei que o Gabriel Rocha podia ter um lado humano, que o "Golias" podia descansar o fuzil no colo de alguém, fechar os olhos e realmente dormir. Grande erro. O nome dela era um doce, mas o coração era carniça apodrecida pela ganância. Ela me traiu. E não foi uma traição qualquer. Não foi com um rival de outra facção que eu pudesse caçar na rua, nem com um "playboy" da zona sul que eu pudesse torturar por desporto. Foi com o meu primo. O sangue do meu sangue. O moleque que eu tirei da lama, que eu alimentei com a melhor comida, que eu ensinei a operar um fuzil de elite e a quem dei um nome para ser respeitado em cada esquina do complexo. Eles acharam que o Golias era cego. Acharam que eu estava tão focado em gerir as toneladas de cocaína que entravam pelo porto e em monitorizar cada movimento do BOPE que não ia sentir o cheiro acre da traição na minha própria cama de rei. Acharam que eu estava velho, ou pior, que o meu coração tinha ficado mole como manteiga ao sol. Eu não fiz cena de novela. Não sou gajo de gritar na rua, de fazer "barraco" para morador comentar na feira. Eu sou estratégia pura. Eu sou o gelo que queima. Eu esperei. Deixei a raiva fermentar dentro do meu peito, destilando-a até que ela se tornasse um ódio concentrado e n***o, pronto para ser servido na temperatura certa. Apanhei-os no ato. Não bati à porta; chutei-a com o meu coturno táctico e o estrondo foi o sinal do juízo final para os dois. O desespero nos olhos dela, o jeito como ela tentou tapar a nudez com os lençóis egípcios que eu paguei com sangue alheio... aquilo deu-me um prazer doentio, uma satisfação gélida. O meu primo, o "irmão" de infância, rastejou pelo chão, soluçou como uma criança, mijou-se todo enquanto gaguejava palavras vazias sobre família, sangue e perdão. Eu olhei para ele e dei uma risada que veio diretamente do fundo de um abismo onde a luz não entra. Enquanto isso, sacava da minha Glock adaptada, o metal preto reluzindo sob a luz do abajur. — Família é quem não talarica, seu verme — foi a última coisa que ele ouviu neste mundo. Descarreguei o pente. Um tiro de cada vez, com a precisão de quem conta notas de dinheiro. Primeiro nele, para que ela visse o amante ser transformado em peneira humana, para que o sangue dele espirrasse no seu rosto perfeito, para que o cheiro de pólvora e vísceras enchesse os seus pulmões. Ela gritava, um som agudo que perfurava a noite, mas para mim, aquilo era sinfonia de ópera. Depois, encostei o cano ainda quente na testa dela. Não tremi. Não houve um milímetro de hesitação. Cada tiro que saiu daquela arma foi um pedaço do meu coração que se transformou em betão armado. Limpei o sangue dos dois com as minhas próprias mãos, sentindo o calor da vida a esvair-se, enquanto o morro acordava lá fora com o barulho da "limpeza". Naquele dia, o Gabriel Rocha morreu e foi enterrado num lugar sem nome. Ficou o Golias. O gigante que não sente, que não perdoa e que não conhece a palavra piedade. Hoje, eu comando este complexo através de um trono de vidro e silício. Eu tenho olhos em cada poste, em cada beco, em cada ruela da Muralha. Nada se move aqui dentro sem que o meu radar detecte. Eu vejo tudo através da rede de câmaras de alta definição que instalei: o vapor que fuma escondido no plantão, o infiltrado que tenta passar despercebido, a velha que fofoca na janela entre um café e outro. Mas o meu foco, a minha dose diária de morfina, a minha obsessão mais sombria, é ela. A Sara. Eu passo horas no meu centro de comando, no conforto do ar-condicionado, a observar a "doutorinha" na varanda da casa da Zuleide. Eu stalkeio a vida dela com uma precisão cirúrgica, quase divina. Através das lentes de zoom, eu vejo o que ninguém mais vê. Sei a que horas ela acorda em pânico, banhada em suor por causa dos pesadelos com o acidente. Sei que ela ainda tenta ler aqueles livros grossos de medicina, segurando as páginas com as mãos a tremer de frustração. Sei até o som do choro dela aquele choro abafado na almofada, quando ela pensa que o mundo se esqueceu da sua existência. Ela acha que é "metade"? Ela não faz a mínima ideia de que, para mim, ela é a única coisa inteira, pura e real neste mundo podre de traições. Eu não sinto pena. Pena é um sentimento para os fracos, para os que não têm poder de mudar a realidade. Eu sinto posse. Sinto uma necessidade doentia, visceral, de a arrancar daquele abismo de autocomiseração e de a fechar na minha gaiola de ouro, onde ninguém mais poderá olhar para ela com desdém. Eu vejo como ela se olha no espelho com nojo, como ela despreza o próprio reflexo, e isso faz-me querer descer lá agora mesmo e obrigá-la a ver o que eu vejo através das minhas câmaras: uma rainha caída que precisa de um trono à altura do seu sofrimento. Eu stalkeei-a até conhecer o ritmo exato da sua respiração. Ela é o meu alvo privado, a minha redenção de ferro e sangue. Vou descer o morro. E não vai ser para conversar, para pedir permissão ou para oferecer flores. Vou entrar na vida dela como uma invasão táctica de alto risco: sem aviso prévio, sem piedade pelos seus protestos e sem qualquer hipótese de recuo. A Sara está na minha mira, monitorizada pelas minhas lentes frias e cercada pela minha sombra que se alonga sobre a sua casa. O Golias nunca perdeu uma guerra, e ela é a minha maior e mais perigosa conquista. No Complexo da Muralha, o que eu quero, eu tomo por direito de conquista. E eu quero a minha noiva de metal. Preparem o caminho, porque o gigante vai buscar o que é seu. RECADO DA AUTORA SEGURA O CORAÇÃO, PORQUE O BRABO CHEGOU! ⚠️ Lançamento fresquinho na área e eu quero saber: vocês estão preparadas para o que vem por aí? Se você gosta de uma história crua, com um protagonista possessivo, uma mocinha que precisa redescobrir sua força e aquele clima de tensão que só o morro tem, NA MIRA DO GOLIAS é o seu lugar! Ele é o dono do complexo, frio, calculista e não aceita um "não" como resposta. Ela se sente metade, mas ele já decidiu que ela é o seu tudo. A caçada começou e ele não vai parar até ter o que quer. 📌 O QUE VOCÊ PRECISA FAZER AGORA: Adiciona na biblioteca para não perder nenhum detalhe! Comente muito o que achou desse prólogo de tirar o fôlego (quero ver as teorias de vocês!). Fique ligadinha: A partir de 01 de FEVEREIRO, teremos ATUALIZAÇÃO DIÁRIA! Preparem o fôlego, porque no Complexo da Muralha, o Golias é quem dita as regras, e a Sara está na mira dele. 🎯🔥 "Às vezes a gente acha que a dor é o ponto final. A gente acredita que, depois que o mundo desaba, o que sobra é só poeira e silêncio. A gente se sente pequena, quebrada e invisível, como se a vida tivesse esquecido de nos avisar que o show continuava para todo mundo, menos para nós. Mas a verdade é que, mesmo quando você se sente metade, existe alguém que te enxerga por inteiro. Alguém que transforma a sua fragilidade na obsessão dele. Embarque comigo nessa jornada visceral pelo Complexo da Muralha. Venha conhecer a dor de Sara e o domínio implacável de Golias. Uma história onde o amor nasce da sombra, a proteção vem de quem menos se espera e o desejo não conhece limites. Você está preparada para entrar na mira do GOLIAS? 🎯🔥

editor-pick
Dreame-Escolha do editor

bc

O Preço da Liberdade

read
3.7K
bc

A ALIANÇA DO CRIME

read
1.5K
bc

Do Asfalto ao Morro

read
8.2K
bc

Profissão Perigo

read
4.8K
bc

VISITA INESPERADA

read
9.6K
bc

Fuga Para O Morro

read
8.3K
bc

ENTRE O AMOR E A VINGANÇA

read
3.9K

Digitalize para baixar o aplicativo

download_iosApp Store
google icon
Google Play
Facebook