Capítulo 3

1046 Palavras
Presente   Sr Emerson – Me desculpe, é que você é muito parecida com alguém que eu conheço. Qual o seu nome mesmo? Mel – Melanie Trevisano, senhor. Sr Emerson – Pode me chamar de Richard. Mel – Como desejar. Ela não sabia que essas simples palavras ditas ao homem que está a sua frente teria uma interpretação completamente diferente. Ele já a estava desejando, e as palavras “como desejar” que saíram da boca avermelhada da bela mulher, soaram como um convite pecaminoso. Tentou se concentrar em outra coisa que não fossem as belas curvas marcantes de Melanie, mas era impossível. Os olhos dele parece ter ganhado vida própria, e mesmo ele tentando manter o olhar firme nos olhos dela, falhou miseravelmente. Ele pigarrou para tentar esconder o crescente desconforto que estava sentindo ao olhar aquela bela criatura. Ele com certeza passaria pelo inferno se a contratar, como vai poder lidar com a ereção crescente no meio de suas pernas todos os dias? Richard Emerson é um belo homem, um pouco mais velho do que os homens com quem Mel costuma conviver, atraente e muito bem cuidado, já está na casa dos trinta e oito anos, é divorciado e tem um filho pequeno, fruto de seu casamento. Mel é muito parecida com uma mulher que Richard amou de mais no passado, alguém que ele jamais esqueceu, e que lhe foi tirada a vida muito precocemente. Mel possui s***s fartos, uma b***a grande e redonda, a cintura fina de pilão, puxou a pele cor de caramelo de sua mãe, combinado aos olhos verdes do pai, cabelos negros feito breu desciam até a base de suas costas feito um véu. Não há um único homem na terra capaz de ser indiferente a tamanha beleza que lhe foi atribuída. Richard não seria diferente. Richard – Você poderia começar um teste hoje? Estou aqui e poderei te supervisionar, e assim decidir se posso ou não lhe oferecer a vaga. Mel – Claro, posso sim. Richard – Perfeito, vá até a Bárbara e peça um avental. Mel – Bárbara? Richard – Aquela mulher doce que te trouxe até aqui. Richard sorriu para Mel, sabendo que já deveria ter visto que Bárbara poderia ser tudo menos uma mulher doce. Ele conhecia bem sua funcionária, e ela não era conhecida pela gentileza. A quem ele estava querendo enganar com esse teste, ele já sabia que a contrataria, apenas pela sua aparência. Só por ser tão semelhante a Ela. Mel quer ser perfeita, não pode se dar ao luxo de perder essa oportunidade, a tia já tem muitas bocas para alimentar, sua mãe também não sabia fazer muita coisa da vida. Na Itália, as duas eram tratadas como rainhas, nunca souberam o que era lavar um prato. Sua mãe antes de conhecer seu pai, ainda teve seus problemas a enfrentar aqui no Brasil, mas Mel não, ela nasceu no berço de ouro cravejado com diamantes, nunca precisou trabalhar na vida. Não até agora, até ter perdido tudo, inclusive o pai. Deixou os pensamentos tristes de lado e tratou de se empenham bem para executar todas as tarefas que lhe fora atribuída com perfeição. Sabendo que tinha o tempo todo os olhos de Richard sobre si, estava um pouco nervosa, mesmo tentando não fazer nada errado, cometeu alguns erros mínimos, nada que fosse tão terrível. Richard – Você está se saindo muito bem. – Bem até de mais para quem não tem experiência. - Concluiu mentalmente. Mel – muito obrigada senhor. Richard – Já lhe pedi para me chamar pelo meu nome. Mel – Me desculpe. Richard – Gostei de você. Está contratada, venha a partir de amanhã, seu horário será das 6hrs da manhã até às 14hrs da tarde. Mel – Muito obrigada senhor, eu prometo que não vou decepcionar. Melanie estava soltando fogos por dentro, seu primeiro emprego, claro que não era para aquilo que seu pai esperava que ela se tornasse, mas ela faria qualquer coisa que fosse necessária para ajudar a tia e a mãe. Richard havia colocado Mel no horário da manhã, por ser o tempo que ele mais fica no restaurante, mesmo sabendo que seria doloroso vê-la todos os dias. Está disposto a arriscar. Richard – Acaba de me decepcionar com essa mania de senhor, não sou tão mais velho que você. Então trate de se acostumar a me chamar de Richard. Mel – Me desculpe. – Como dou bolas foras. – Pensou Mel. Richard – Então ate amanhã. Mel – Até. Ela seguiu para sua casa, não era muito longe dali, mas também não era uma distância que alguém escolheria ir andando se pudesse ir de outra maneira, levou cerca de trinta minutos para chegar e precisava disso para saber quanto tempo levaria para andar até o serviço todos os dias. Ao longo dos anos que está no país de origem de sua mãe, ela percebeu que sua vida jamais voltaria a ser o conto de fadas que costumava ser. Por mais que ela tentasse manter a fé de que o advogado conseguiria reaver ao menos uma parte do que ela e a mãe perderam, cada ano que se passava ela perdia um pouco mais a certeza que conseguiria. A casa da tia ficava em um bairro não muito bom da cidade, as pessoas até olhavam meio estranho para quem dizia que vinha de lá. Mel – Mãe? Cheguei. Mãe – Oi querida, e então? como foi seu encontro com o Antoni? Antoni é o primeiro nome do advogado que Maria vira tantas vezes. Ele era quase da família para ela, mas não acompanha a filha nos encontros com ele para poder ficar e ajudar a irmã nas tarefas de casa e a fazer os bolos e doces que estão fazendo para vender. Mel – Nada bem mãe. Ele disse que nosso pedido foi recusado. Mãe – Mas por que? O que foi que nossa família fez para ofender aquele homem? Mel – Eu não sei mãe, honestamente não faço a mínima ideia - espero que não seja minha culpa – Ele deve odiar a todos dessa forma. Uma pessoa como ele não tem coração. Mãe – Isso eu sei minha filha, mas como pode alguém ser assim tão r**m? Mel – Vai dar tudo certo mãe. 
Leitura gratuita para novos usuários
Digitalize para baixar o aplicativo
Facebookexpand_more
  • author-avatar
    Escritor
  • chap_listÍndice
  • likeADICIONAR