Quatro anos depois

452 Palavras
Com um pulo acordei assustada, novamente por culpa do mesmo sonho, ou melhor, pesadelo, todas as noites são como se eu revivesse aquela noite em que fui obrigada a abandonar minha vida, a noite em que fugi  Passei a mão pelos olhos e senti as lagrimas, nem percebi que estava chorando, algumas vezes parecia tão real que eu acabava por acordar com o coração acelerado e com o rosto encharcado de lagrimas, limpei as lagrimas e olhei para o céu, já havia amanhecido novamente, revirando meus olhos olhei meu relógio de pulso – que diga-se de passagem era um guerreiro por ter durado tantos anos - e vi as horas, já passava das 09:00, era mais do que um milagre nenhum zumbi ter me incomodado por tantas horas assim, resolvi então levantar, estava na hora de arrumar minhas coisas, que cabiam em uma única mochila  Ah alguns dias eu escutei boatos de um campo de refugiados, dizem que foi coisa do exército, antes de todos serem atacados, coisa simples, mas que salva vidas, não que eu acredite, obviamente, já que já se passaram quatro anos desde que todo esse inferno começou Sei que isso parece suicídio, e pode ser que até seja mesmo, mas vou até lá para dar uma olhada, cansei de andar por aí sem saber se vou acordar viva no dia seguinte  Vocês devem estar perguntando se eu passei os quatro anos sozinha, é obvio que NÃO, até por que como uma criança de só 10 anos sobreviveria tanto tempo sozinha no meio de um apocalipse? mas todos os grupos que eu passei acabaram dizimados em algum momento, todos mortos   Alicia – que calor – abanei as mãos em frente ao rosto – fazia algumas horas que eu estava caminhando, a noite começava a nascer, mas o calor do dia passado ainda castigava qualquer um que ousasse ficar longe de uma sombra, o que vamos combinar não é muito fácil quando você precisa lutar pela sobrevivência com mortos vivos, logo em frente avistei algumas casas, uma bem pequena me chamando atenção Será que tem água lá? e mantimentos? pensei Corri até lá e quando cheguei na varanda contornei a casa, encontrando um errante preso nas raízes de uma arvore, cheguei perto dele e enfiei uma faca em seu cérebro, o matando de uma forma que seus colegas zumbis não tivessem a atenção atraída, voltei a frente da casa e entrei, respirando fundo por estar extremamente cansada, olhei para frente, tomando um susto – um dia juro que ainda posso ter um infarto com tantos sustos diários- com o garoto de chapéu de xerife que estava ali em pé, apontando sua a**a para a minha cabeça   - quem é você?    
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