Alicia pov.
— Quem é você?
Alicia — opa, calminha meu jovem. Abaixa a a**a
— Quem é você! – disse o garoto ainda com a a**a apontada para mim
Alicia — eu sou um errante moderno está vendo não? sei falar e andar – disse de forma irônica para ele
— Menina, não tem medo de morrer?
Alicia — claro que tenho, só não demonstro, e para que fique claramente claro meu nome é alicia
Carl — bom alicia, me chamo Carl, Carl Grimes
Alicia — um i****a se me permite dizer
Carl — calma nervosinha – sorriu de lado, completamente irônico
Alicia — se me chamar mais uma vez de nervosinha você vai acordar com um errante comendo suas entranhas – retribui o sorriso da mesma forma
Carl — errante?
Alicia — zumbis, filhotes de gatinhos, mortos vivos, seja lá como quiser chamar – disse empurrando a a**a dele para longe e indo para a cozinha ver se acharia algum mantimento
Carl — hum, entendi ... ei! o que está fazendo nervosinha? – disse enquanto me seguia até a cozinha
Olhei para ele de forma irritada enquanto dizia — quero mantimentos, só isso, depois eu dou o fora daqui e você nunca mais me vê, pode ficar tranquilo
Carl — olha, ok, sei que isso pode parecer suicídio, uma coisa estupida e uma ideia muito, mas muito r**m, mas .... eu tenho um g***o, mais para o leste da cidade, se quiser pode vir comigo, assim, se você não estiver fazendo nada mais importante do que andar por aí
Alicia — um g***o? – perguntei enquanto abria um pacote de bolacha – o que o xerife faz aqui sozinho no meio do nada, se tem um g***o? – indaguei enquanto comia uma bolacha
Carl — eu vim até aqui pegar uns mantimentos, queria provar ser útil, e quando tentei sair uma horda apareceu, e meio que é a primeira vez que eu saio sozinho desde que tudo isso começou, então fiquei preso aqui, a mais ou menos uns cinco dias, não que você tenha perguntado – deu de ombros – e por favor, para de comer a minha oreo!
Alicia — nunca ouviu falar de compartilhamento meu jovem? – disse rindo – você não vai querer que uma p***e garota indefesa morra de fome não é mesmo? e espera um minuto, você disse horda? quando cheguei aqui as ruas estavam limpas, sem sinal nenhum de zumbis, fora aquele que eu matei, que estava preso naquela arvore nos fundos da casa
Carl — que estranho .... – disse ele enquanto fazia uma careta engraçada
Quando vi a careta não me aguentei e gargalhei, a primeira risada de meses
Carl — do que está rindo sua maluca?
Alicia — da sua cara – falei enquanto me recuperava do “pequeno” ataque de risos
Carl — olha, voltando ao assunto inicial, para você entrar para o g***o preciso te fazer três perguntas, assim já adianta o lado de todo mundo, até porque meu pai vai querer perguntar isso para você mesmo
Alicia – fazendo uma cara que demonstrava minha curiosidade, perguntei – depende, quais são essas perguntas?
Carl — quantos zumbis você já matou?
Alicia — olha, não sei se você reparou, mas eu sobrevivo sozinho, não tenho tempo para ficar brincando de contar os mortos vivos
Carl — nossa... calma nervosinha, ok, quantas pessoas você já matou
Alicia – enquanto dava de ombros respondi – cinco
Notei a cara de espanto que ele tentava evitar que ficasse aparente, deixando um silencio estarrecedor no ambiente, se fosse possível, seria o momento em que eu conseguiria até mesmo ouvir os batimentos do meu coração
Carl — por que as cinco?
Alicia — essas pessoas queriam fazer m*l a mim e a uns amigos que eu fiz a um tempo atras, basicamente, era eu ou eles naquele momento, mas agora estão todos mortos
Carl — seja bem-vinda ao g***o – sorriu em minha direção – claro que de forma temporária, por que eu não mando em nada por lá e meu pai precisa confiar em você primeiro – disse me dando um breve sorriso e completando em seguida – vá descansar, sairemos amanhã bem cedo, não se preocupe estou bem descansado, vou ficar de vigia
Alicia — me acorde quando estiver cansado
Disse isso enquanto me arrumava de forma confortável em um dos sofás, olhando discretamente para ele, parecia ser um garoto legal, e bem bonito
Percebia ele querendo se aproximar, talvez me deixar segura, mas ainda não era bom toda essa aproximação, não era totalmente confiável
Me virei para o outro lado, parando de olhar para o garoto de chapéu, então comecei a adormecer, tentando evitar o sorrisinho bobo que crescia em meus lábios, sonhando com dias melhores que um dia chegariam