Alicia — nós dois temos um lugar para ir – disse de forma empolgada, batendo leves palminhas, logo me recompondo
Carl — para onde vamos alicia? – me perguntou em quanto me olhava de forma duvidosa – você não vai me m***r não é?
Alicia — bobinho, se eu fosse te m***r já teria feito a muito tempo, só me siga e você saberá no momento certo – respondi lançando um sorriso travesso na direção do garoto
Carl — ah áli, eu não sei não, temos que chegar na prisão, meu pai já deve estar preocupado ...
Alicia — ah Carl, por favor, larga a mão de ser boiola cara, ta com medinho de que? a gente já vive no fim do mundo
Carl — vem aqui, te mostro agora mesmo quem é o boiola
Alicia — huuum, sabe que eu não to muito afim? e o que foi? o xerife tem masculinidade frágil é? – indaguei enquanto arqueava uma sobrancelha, cruzando os braços – quer saber? esquece, achou alguma coisa útil lá em cima?
Carl — achei uma lanterna e dois colchonetes – me disse enquanto fazia questão de ignorar a parte sobre a masculinidade dele
Alicia — então vamos xerife, a caminhada é longa, e sua família te espera
Durante todo o caminho eu segui na frente de carl, mostrando o caminho que deveriamos seguir, era mais do que obvio que ele não sabia onde estavamos, carl seguia um pouco afastado, me fazendo perguntas como : onde estavamos indo e como eu sabia o caminho tão bem
Carl — me responde praga do egito
Minha paciencia, que nunca havia sido das melhores já estava a ponto de acabar, então respondi, segunrando um grito no fundo da garganta
Alicia — carl, por favor ! não me torra a paciencia caramba, faz o favor de ficar quieto, só um minutinho
Carl — só me diz como é que voce sabe andar tão bem por aqui
Alicia — que d***a garoto, ok eu falo, aquela casa em que a gente estava agora pouco, é a casa onde eu cresci, onde eu vivi a minha vida toda, e onde todo esse pesadelo começou, por que meus pais morreram ali, ta satisfeito ?
Depois de dizer isso para carl, pude ver que ele havia se arrependido de ter me feito essa pergunta, mas continuei meu caminho, parando em frente ao portão da delegacia, peguei a chave, no momento em que ia destrancar o portão escutei um sonzinho irritante, respirei fundo e me virei na direção do outro portão, vendo uma pessoa... digo.... um zumbi cohecido
Alicia — lenny – suspirei – d***a
Carl — lenny ?
Alicia — não era grande coisa, mas sinto que ele não merece ficar assim – disse em quanto apontava a a**a para a cabeça dele
Carl — conhece ele ?
Alicia — ele trabalhava com o meu pai, eu sempre vinha aqui quando era menor e fiz amizade com todos da delegacia, ele era de longe, e de perto tambem o mais chatos
Quando terminei de dizer isso, apertei o gatilho, fiquei observando em quanto o corpo dele caia no chão, formando uma poça de sangue em baixo dele, virei para carl e dei um sorriso de lado de forma triste e voltei ao portão principal, abrindo o mesmo
Carl — ei... vai me dizer afinal o que viemos fazer aqui ? porque estamos em uma delegacia ?
Alicia — carl, as vezes eu acho que voce émeio tapado, e eu só te conheço a dois dias – dei de ombros – achei que precisariamos de armas, já que a prisão é longe. E a delegacia tem seu proprio sistema de gás, o que significa que podemos tomar banho quente
Carl — eu não sou tapado ok ? e voce ta falando serio - disse de forma animada – finalmente um banho de verdade em quatro anos
Alicia – sim ! um delicioso banho quente
Sorri na direção dele e então entramos na delegacia e fomos até a sala de armas, não haviam mais tantas quanto eu me lembrava quando era menor, mas as que ainda estavam lá pegamos e colocamos dentro de uma bolsa, obviamente a metade delas havia sumido
Em seguida caminhamos até onde ficavam os banheiros, como eram cabines mistas carl entrou em uma delas e eu duas depois da dele, tomamos um banho tirando todas as impurezas que o mundo de fora deixava impregnado em nossos corpos, depois de nos trocarmos pegamos as armas e saimos, deixando a delegacia para tras
Já na rua demos de cara com uma horda, extremamente perto, cerca de 100 metros de distancia de nós, carl me olhou espantado, automaticamente segurando em minha mão, saimos correndo, atirando em um zumbi ou outro que estava mais perto de nós
Acabei torcendo meu pé, sendo obrigada a parar de correr, encostando em uma arvore na beira da estrada
Alicia — carl eu não consigo, voce vai ter que ir sem mim
Carl — ta doida ? acha mesmo que eu vim até aqui com voce para te largar para tras agora ? acho que enlouqueceu de vez – disse em quanto me pegava no colo, voltando a correr em seguida, em quanto eu atirava nos zumbis que estavam mais proximos
Acabamos por despistar a horda quando resolvemos entrar na floresta, a todo momento eu dizia para carl que já estava melhor e que conseguiria andar, obvio que ele não acreditava, então deixei que ele me carregasse
Duas horas depois, acordei, percebendo que havia pegado no sono sentindo o cheiro maravilhoso do corpo de carl ( e é claro que eu nunca admitiria em voz alta que pensei nisso ) escutei ele chamando meu nome de forma baixa, descendo do colo do mesmo tentei apoiar meu pé no chão, notando que ele estava inchado, carl notou e se aproximou de mim
Carl — áli, vem, eu te ajudo – colocou um dos meus braços em volta do seu pescoço me ajudando a caminhar, de forma devagar
Saimos da floresta e pude ter total visão do que era a prisão que carl tanto falava, o lugar era enorme ! e estava cheio de pessoas fazendo varias atividades, umas matando errantes e outros ajudando em afazeres como horta, e crianças, nos aproximamos e vi um homem correndo até os portões, fiquei sem entender mas fiquei quieta, o homem abriu o portão e veio correndo até nosso encontro, abraçando carl em seguida, com talvez um pouco de força demais – sorri vendo o afeto que existia entre os dois – pareciam se importar um com o outro, mas não tive muito mais tempo para fazer outras conexões por que tudo escureceu, como se o mundo tivesse se apagado, só pude escutar carl chamando meu nome
Carl — alicia !!