Liria Evans O som abafado das máquinas ao meu redor e o cheiro frio do hospital me despertaram, mas a sensação que tomou conta de mim foi algo estranho, como se eu estivesse flutuando entre a realidade e a escuridão. Quando finalmente abri os olhos, o teto branco e estéril do hospital me parecia distante e ao mesmo tempo tão presente. Cada respiração era um esforço, um lembrete de que eu ainda estava ali, ainda respirando, apesar de tudo. Meus olhos se fixaram em um ponto distante até que uma voz suave me tirou da minha letargia. — Que bom que acordou, sou a doutora Keyla, como se sente? — A mulher sorria gentilmente, e sua voz tinha algo de acolhedor que me fez relaxar um pouco, mas a dor ainda era forte. Eu a encarei por um momento antes de perceber o que estava conectado ao meu braço

