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Fechei a porta em minhas costas assim que todos foram embora.
Encostei nela e escorreguei até sentar no chão sentindo meus olhos ardendo, pois tinha sido um dia de m3rda, e olha que ele estava apenas começando, afinal ainda era uma da tarde.
As paredes eram todas brancas enquanto o chão era de uma madeira bem escura. Uma escada levava ao segundo andar, onde estaria os quartos e os banheiros.
A sala estava do meu lado esquerdo. A televisão estava na parede de cor cinza enquanto embaixo estava uma mesa retangular de uma madeira clara, os sofás de cor preta estavam dispostos ao redor de uma mesa de centro também de madeira clara. Do lado direito estava a cozinha que se separava da sala por uma simples e quase imperceptível elevação do chão.
Levei as mãos aos meus olhos no mais puro gesto de desespero e preparação para subir as escadas e guardar minhas roupas no guarda-roupa.
Soltei um longo suspiro e me levantei do chão, mas antes tirei o meu sapato — mania que meus pais aprenderam por andar com pessoas asiáticas e me ensinaram — e dei uma olhadinha na cozinha que estava no meu lado direito.
Eram os meus móveis.
Uma geladeira preta da mesma cor que o fogão e o micro-ondas, não havia mesa, mas apenas uma ilha de mármore preto com quatro banquetas brancas ao redor dela.
Nem me dei o trabalho de olhar com mais atenção nos detalhes, pois a ilha que havia ali nem se comparava com a minha bancada que eu ainda estava pagando.
Desfazendo o laço da minha gravata, subi as escadas que dava em um corredor. Havia três portas, sendo uma no final do corredor e duas em ambos os lados.
Abri uma delas encontrando meus móveis do meu quarto. Deixei-a aberta e abri a da frente percebendo que era um quarto de hóspedes, deixando a do fim do corredor por último, que assim que abri a porta vi que se tratava do banheiro.
Retirei a camisa social que estava usando e coloquei minhas mãos para trabalhar assim que voltei para o quarto com suíte, percebendo que não iria precisar do meu guarda-roupa, pois naquela casa havia um closet.
Abri as caixas em que as roupas estavam e totalmente desanimado comecei a guarda elas no closet enquanto me preparava para mover o guarda-roupa até o outro quarto que usaria como o quarto da bagunça.
Fiquei tão interditado que nem vi as horas se passando enquanto arrumava e limpava toda a casa e a bagunça que aquela mudança de última hora tinha trazido.
Tomei um banho e troquei a roupa que estava vestido por limpas, secas e cheirosas.
A vontade de chorar tinha passado, porém eu ainda estava bastante triste e desanimado por tudo que tinha acontecido e pela as palavras do meu pai que só se importou se eu estava no trabalho ou não.
Peguei meu celular em cima da mesa de centro e me sentei no sofá enquanto pressionava o botão para ele ligar.
Mal tinha ligado e as notificações começaram a chegar em boas quantidades. Liguei meu wi-fi e mais mensagens e notificações chegaram. Havia mensagem dos meus pais, como esperado, e de alguns amigos fora e dentro do trabalho.
Selecionei as que eu iria responder e a primeira delas foi a do meu melhor amigo Daren Abasi Smith. Ignorei os xingamentos direcionados a mim por ter desligado o celular e respondi somente a última que perguntava a localização da minha nova residência provisória.
Percebendo que não iria ter a confirmação do recebimento da mensagem, bloqueei o celular e caminhei em direção a cozinha em busca de algo pra comer mesmo que estivesse com zero fome.
No final, acabei não comendo absolutamente nada!
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Não demorou muito para que batidas suaves soassem na porta enquanto eu tentava desfrutar de cereal com leite como meu jantar naquela noite, pois estava cansado demais para fazer uma comida digna de ser chamada de jantar.
Meu cenho se franziu automaticamente ao notar que as batidas eram suaves demais para ser do Daren.
Caminhei em direção a porta e a abri, automaticamente meus olhos se arregalaram quando encontrei a minha chefe, vulgo mulher que sempre aparece em meus sonhos nada inocentes, olhando pra mim com um sorriso ladino.
Pisquei várias vezes pensando que estava sonhando acordado, mas não, ela ainda continuava ali parada e me olhando atentamente.
— Sr. Galanis! — Ela disse. — Cheguei em m*l hora? — Olhou para baixo e eu segui o olhar.
Corei no mesmo instante ao perceber que estava sem camisa na sua frente.
— Não, não... — Dei espaço para ela entrar. — Por favor, entre! — Aproveitei enquanto ela olhava ao redor e peguei minha blusa em cima do sofá, vestindo-a.
— Sinto muito pelo o seu apartamento, Daren me contou que você o comprou recentemente. — Sequei minhas mãos suadas na minha calça moletom enquanto sua cabeça se movimentava olhando pelo os cômodos.
"Como ela sabia do endere...", não completei a linha de raciocínio, pois soube no mesmo instante que Daren tinha enviado para ela a localização.
— Teve uma boa viagem até aqui, senhora? — Fechei os olhos com força xingando-me mentalmente por ter dito aquilo.
Ela riu e eu corei ainda mais tanto por estar em sua presença, quanto por ouvir aquele som rouco e ao mesmo tempo inocente.
— Estamos fora do trabalho, então sem formalidades. — Exclamou com uma tranquilidade invejável. — Apenas Venera, sem senhora, chefe e essas coisas.
— Me desculpa, é que eu estou surpreso... — Encarei-a vendo sua sobrancelha se arquear. — Entende? — Negou enquanto o canto dos seus lábios subia em um breve e contido sorriso, mostrando que sim, sabia sim, mas estava brincando comigo.
— A respeito do seu apartamento, entrarei com um processo contra eles por causa dessa ocorrência. — Arregalei os olhos surpresa por ela ter feito isso por conta própria. — Afinal, foi uma imprudência com os inquilinos essa falta de manutenção e que poderia matar um a qualquer momento!
Ela estava tranquila colocando a cesta que estava em suas mãos em cima da bancada.
Sequei novamente minhas mãos na calça moletom novamente. Não havia motivo pra ficar tão nervoso assim, mesmo ela sendo a mulher que tanto deseja, ela mesmo havia dito que não era preciso formalidades, ou seja, eu podia tratar ela como uma... Amiga?!
— Sabe que é necessário, não é mesmo? — Indaguei aproximando-me dela tentando o máximo possível mostrar que ela não me deixava nervoso ou ansioso.
Parte da minha fala era sobre ter mencionado o processo e a outra parte pela a cesta pra celebrar a "casa nova".
Venera me olhou assim que eu parei ao seu lado. Aqueles olhos violetas se fixaram nos meus e ela se permitiu sorrir, fazendo os olhos diminuírem ainda mais.
— Obrigado pela a atenção e por tirar um tempo pra vim aqui!
— Hoje o trabalho foi pouco!
Sua voz soou levemente rouca, obrigando-me a inspirar fundo e pegar a cesta para a deixar perto da pia.
— Quer algo pra jantar? — Virei-me e no mesmo instante ela desviou o olhar de mim. — Sou muito bom na cozinha! — Seus lábios se abriram e ela falou algo, mas eu não consigo ouvir.
— Não, não precisa! — Falou em voz alta dessa vez. — Só vim entregar a cesta mesmo, mas obrigada pelo o convite!
Caminhou até a porta dando uma bela visão de sua b***a naquela saia justa, obrigando-me a acelerar os passos para chegar na porta e a abrir antes dela.
— Eu que agradeço pela a visita!
Encostei no batedor da porta fazendo-a se virar em minha direção assim que saiu de casa.
Não falamos absolutamente nada, mas o seu olhar se fixou nos meus com tanta intensidade que fez com que borboletas se instalasse em minha barriga que desceram em direção ao meu p4u. Rapidamente seu olhar desceu em direção aos meus lábios e eu tive que segurar para não a beijar sem sua permissão naquele momento.
— Nos vemos amanhã no escritório, sr. Ares Galanis. — Sorriu e se virou em direção ao seu carro.
— Faça uma boa viagem, srt. Venera Kim! — Acenei e ela retribuiu antes de adentrar o carro.
Quando o carro sumiu da minha visão me permitir respirar e relaxar. Meu coração batia loucamente e a minha boca estava seca, enquanto sentia meu p4u endurecendo e pulsando dentro do meu moletom.
— Porr4! — Eu estava tão fodido, e eu era perturbado o suficiente para gostar dessas sensações traspassando pelo o meu corpo todo.