Na noite passada eu não fui “trabalhar, pois a minha mente estava ocupada demais pensando na visita da Verena que eu dormi com isso em mente e a consequência disso? Acordei com o p4u duro porque tive um sonho erótico com ela, e eu só queria ver uma única pessoa naquele momento quando estacionei o carro na minha vaga na empresa.
As portas do elevador se abriram e eu caminhei o mais rápido que eu podia em busca de uma única pessoa. E eu a encontrei em frente a sua estação de trabalho.
— O que passou na sua mente de mandar a localização da minha casa temporária pra nossa chefe? — Sibilei baixo para o meu melhor amigo enquanto me sentava na cadeira ao seu lado.
— Eu estava ocupado no trabalho, ela perguntou se eu ia te visitar, neguei e ela me pediu a localização que ia ver como o funcionário dela estava. — Exclamou como se fosse óbvio e comum fazer isso. — Por que? Aconteceu algo?
Daren sabia da minha atração pela a nossa chefe, e sempre fez questão de me zoar por causa disso. Não me importava muito com isso, mas no início era um tanto frustrante meu amor platônico ser alvo de suas brincadeiras.
— Meu sonho que algo acontecesse, então não, não aconteceu nada... — Soei cabisbaixo.
Ocultei a parte que meu p4u ficou duro feito uma rocha só por que ela estava na minha casa, sozinha comigo e olhou para os meus lábios brevemente. Eu me sentia como um adolescente na puberdade, e não gostava nenhum pouco da ideia de estar passando por isso duas vezes em uma única vida.
— Se continuar assim, nada vai acontecer mesmo. — Olhei pra ele sem esboçar reação e um tanto confuso.
Meus lábios se abriram para retrucar ou perguntar o porquê daquela sua fala e se ele sabia de algo que eu não sabia, mas a proximidade de alguém interrompeu antes que eu tentasse.
— Daniel... — Exclamei olhando para o homem em frente à minha mesa de trabalho.
— Que vexame você passou hein. — Um sorriso de deboche apareceu em seus lábios.
“Vexame?”, questionei-me mentalmente incrédulo.
Daniel Sinclair, gordo, pele bronzeada, olhos arregalados desde sempre, cabelos rasos e em algumas partes calvos. Desde a minha entrada pra vaga de editor chefe, ele não gosta de mim, pelo o simples fato de que todos os anos se candidatava pra ser promovido ao cargo, porém, sempre foi negado.
Um dia perguntei pra Verena, nossa chefe, do porquê de sempre ser negado antes da minha chegada e ela, com toda a educação do mundo, me disse que ele queria ser promovido, porém não tinha as habilidades pro cargo e nem se interessava em aprender pra ter a chance. Ele queria tudo de mão beijada e ela estava mais do que disposta a mostrar para ele que na sua empresa, isso não aconteceria.
— Todos ficaram preocupados com você. — Moveu a mão aberta para toda a sala ainda vazia naquele momento.
Daren e eu simplesmente não gostava dele, da mesma maneira que ele não gostava de nós. Ele podia se esforçar pra ser educado, mas eu sempre via seus olhares desagradáveis para Daren e a sua pele preta.
Meu amigo falava que não percebia, porém eu via e isso me irritava pra c4ralho, pois eu não podia tirar aquele preconceito da sua pele nos socos.
— Obrigado! — Minha voz soou sem emoção no mesmo instante que o restante dos funcionários entravam e olhavam pra mim surpresos.
— Ares! — Falaram ao mesmo tempo vindo em minha direção, e em consequência, empurrando o Daniel pro lado.
— Desculpa por ter assustado vocês. — Exclamei vendo de soslaio Daniel olhando feio pra todos, demorando o olhar em mim e no Daren. — Eu também quase morri do coração com o susto, minha garganta doeu tanto com o grito que eu dei. — Soltei uma risada e todos riram também.
— Ainda bem que você tá bem, não queremos perder nosso querido editor chefe! — Clarice disse sorrindo antes de ir para a sua mesa.
— Que isso, tem pessoas melhores que eu... — O sorriso de Daniel se tornou presunçoso. — Tenho certeza que a srt. Kim vai achar alguém mais qualificado que eu nas entrevistas que fizer. — O sorriso sumiu no mesmo instante que terminei minha fala.
Daren me cutucou quando Daniel caminhou para se sentar na sua mesa, e eu apenas dei de ombros observando cada um dos cinco funcionários daquela área se sentarem em sua respectiva mesa com boas conversas entre si e bom humor logo de manhã — em exceção do Daniel, é claro.
Trabalhar na Kimoy Cosméticos é simplesmente fantástico e perfeito, desde o salário por hora bem gordo até a forma que somos tratados.
Kimoy Cosméticos é uma empresa internacional, sendo a sua sede nos Estados Unidos, a fábrica na Coréia do Sul e várias filiais ao redor do mundo, principalmente na Coreia do Sul, de onde a família fundadora nasceu. Já recebeu vários prêmios por seus cosméticos de qualidade, e todo dia recebem milhares de currículos, porém poucos têm a oportunidade de trabalhar.
Minha consciência pesa bastante ao lembrar que não consegui a vaga por contra própria, mas sim por que não importa o que eu faço, estou sempre na sombra dos meus pais em todo o canto que eu vou.
— Bom dia! — Vozes soaram em uníssono, me tirando do devaneio.
Olhei em volta um pouco atordoado, e fiquei ainda mais quando encontrei Verena sorrindo para os funcionários. Ela podia ter escolhido um andar somente para ela ter sua sala, mas incrivelmente, optou em fazer sua sala no mesmo andar que o departamento de edição ficava.
No final do corredor ficava a sua sala, sem qualquer secretária para lhe ajudar no dia a dia, pois ela conseguia sozinha. Todos admiravam a segunda parte, porém eu me preocupava se aquilo tudo estava sobrecarregando-a.
— Bom dia! — Exclamei um pouco atrasado dos demais enquanto me levantava.
Seu olhar pairou em mim e um sorriso largo surgiu em seus lábios carnudos, fazendo meu coração bater um tanto mais rápido que o normal.
— Como você está hoje? — Daniel disse e meu coração bateu mais rápido, mais de raiva e ciúmes.
Ele também gostava dela e deixava isso bastante claro pra todos mais do que deveria.
Sentei na cadeira revirando os olhos com aquele homem e a sua existência em si, considerando mentalmente em como acabar com ela sem deixar muito óbvio que fora eu que acabei com ela.
O sorriso da Verena sumiu e ela apenas assentiu mostrando que estava bem, antes de se afastar desejando bom trabalho a todos e ir em direção sua sala.
— Ele é como um repelente, todos se afastam quando ele abre a boca! — Daren sussurrou ao meu lado e eu engasguei quando fui rir. Não sabia se tossia ou ria, enquanto meu melhor amigo ria sem disfarçar.
Ninguém deu moral para nós dois, até por que era normal aquelas atitudes vindas de nós dois, porém Daniel, como se pressentisse que a risada era dele, nos olhava feio.
Um dia ele ainda iria dar um jeito acabar conosco dois, mas até lá... Eu vou ter achado uma maneira de matar ele!
•••
— Quer almoçar onde? — Indagou Daren afastando-se da mesa pra me encarar.
— Sem fome no momento... — Exclamei com a atenção fixa na tela do computador em uma edição que ninguém menos que Daniel tinha feito para o novo produto que a Kimoy iria lançar.
— Não. — Ele disse desligando o meu monitor, deixando-me surpreso.
— Oh, seu m3rda! — Encarei-o incrédulo.
— Você vai comer sim. — Levantou-me da cadeira com um puxão, bem, pelo menos tentou, se eu não tivesse relaxado o corpo por completo. — Vamos lá seu monte de músculos inútil. — Continuou tentando. — Colabora comigo, Ares!
— Se eu não conhecesse vocês dois, pensaria que são um casal há anos! — Jennifer disse em um tom divertido.
— Estamos juntos desde os nossos cinco anos de idade! — Exclamei fazendo ela rir juntamente com os demais, porém a risada parou de repente, fazendo com que Daren e eu olhássemos em direção a porta.
Verena estava ali com alguns papéis em sua mão e pelo o olhar arregalado ela ouviu e compreendeu o errado para o meu mais completo desespero.
— Eu não sou gay! — Exclamei mais rápido do que devia vendo os demais contendo a risada enquanto saíam da sala.
— Que isso, vai me trocar desse jeito? — Daren, como um bom amigo, não facilitou absolutamente nada a minha situação.
Olhei para ele de uma maneira bastante desesperado, porém o mesmo apenas deu de ombros em um gesto de indiferença.
— Não ouse me dar o bolo no almoço, tem que ver seu afilhado! — Deu um tapa em meu braço antes de sair.
Ele não devia ter me deixado sozinho com ela, mas mesmo assim fez isso, e ainda teve a capacidade de me olhar de maneira safada antes de sair.
— Não sabia que o sr. Abasi Smith tinha um filho! — Verena disse aproximando-se da minha mesa entregando-me os documentos que segurava.
Olhei para os documentos urgentemente assim que a vi encostar na mesa. Somente aquele gesto fez o sonho erótico da noite passada surgisse em minha mente.
Ela debruçada em minha mesa enquanto eu a fodi4, fazendo-a gemer sem me importar com quem estaria ouvindo...
Balancei a cabeça espantando aquele maldito pensamento e focando apenas no presente e nela.
— Ele... — Minha voz soou rouca e eu tive que pigarrear. — O filho dele tem um ano, e o mais engraçado é que ele se casou e teve um filho com o seu primeiro amor da época da escola. — Soltei uma risada baixa.
Não consegui entender absolutamente nada do que estava naquele maldito documento, não quando o perfume de pêssego tomava conta de todo o ar próximo de mim.
— Sabe... — Murmurei erguendo o olhar pra ela. — Eu não sou gay! — Aqueles olhos violetas me encararam.
— Bem... — Ela soltou uma risada baixa. — Depois de ouvir que ele é casado com o seu amor de infância e tem um filho, acredito em você, mas se você fosse gay, eu não me importaria! — Deu as costas pra mim, e inconscientemente meu olhar pairou em sua b***a farta e marcada naquela saia social justa. — Mas digo uma coisa... — Virou-se, mas não o corpo todo apenas o seu rosto para poder me olhar e eu rapidamente tirei meu olhar da b***a. — Seria uma pena! — E se foi.
Apoiei minhas mãos na mesa engolindo o seco.
Porr4, como eu queria fod3r ela até o dia amanhecer!
— Senhorita Kim! — Fui atrás dela antes que ela pudesse entrar na sua sala.
Verena me encarou com uma sobrancelha arqueada e expressão neutra. Em certos momentos acho que ela está flertando comigo, porém ao mesmo tempo acho que tudo é coisa da minha mente e a minha paixão platônica por ela.
— É... Está ocupada? — Indaguei vendo o seu olhar ir pra porta. — É que eu gostaria de te convidar pra ir almoçar conosco, mas se estiver ocupada, tudo bem!
— Agora, não é mesmo? — Concordei observando algo semelhante a medo e apreensão tomar conta das suas feições por segundos. — Se não for incômodo pra vocês, aceito sim! — Sorri aliviado. — Pegarei minhas coisas.
Quando ela entrou na sala voltei para a minha mesa e peguei meu celular e carteira, mas antes liguei para o Daren. A ligação foi aceita no primeiro toque.
— Chamei a Verena pra ir almoçar conosco, tudo bem por você? — Ele engasgou e eu sabia perfeitamente disso, mas mesmo assim ele tentou disfarçar com uma tosse.
— Não, claro que não, mas como que você conseguiu tirar ela da empresa? — Não o respondi, pois escutei o barulho do seu salto soando pelo o corredor.
Rapidamente desliguei a chamada e apareci no corredor, admirando o seu andar de pôr um pé na frente do outro sem tropeçar ou cair, e a maneira que seu corpo se movia de um lado para o outro sensualmente.
— Espero não estragar o almoço de vocês, muitos dizem que eu tenho o dom pra fazer isso. — Ela disse arrumando a bolsa em seu ombro.
— A última coisa que vai fazer é estragar nosso almoço. Será um prazer ter você conosco! — Exclamei esticando o meu braço para ela passar o braço.
Verena apenas olhou para o meu gesto fazendo com que eu pigarrasse baixo e abaixasse o braço com vergonha.
"i********e demais, algo que, definitivamente, não temos.", pensei constrangido.
— Desculpa, vamos? — Indaguei indicando para o elevador.